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FELIZ
ANO NOVO 5764
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Entenda
o Rosh Hashaná: - Adão
e Eva, os primeiros habitantes humanos da face da Terra, foram criados
à imagem e semelhança de Deus em Tishrei, o sétimo mês do calendário
judaico. O que se celebra em Rosh Hashaná é justamente esse momento em
que Deus criou os homens. Ao mesmo tempo, é a celebração da renovação
da vida, o Ano Novo judeu. Também é conhecida como Yom Hazicaron (Dia
da Memória), quando todas as criaturas são julgadas pelo Criador, de
acordo com suas ações e méritos.
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Por
isso, também é um dia de oração e meditação. Cada mês do calendário
judaico (que é, ao mesmo tempo, solar e lunar, enquanto o nosso é
apenas solar) tem seu signo no zodíaco (mazal, em hebraico). O mazal
do mês de Tishrei é a Balança. Este é o símbolo do Dia do
Julgamento (Yom HaDin), quando Deus pesa as boas e as más ações do
ser humano. Deus, o Supremo Juiz do Universo, é bondoso e
misericordioso. Seu propósito não é punir. Ele apenas quer que
sigamos as leis e regulamentos que criou para o nosso próprio bem. Rosh
Hashaná é definido no seguinte verso bíblico: "No sétimo mês,
no primeiro dia do mês, será um descanso solene para vocês, uma
comemoração proclamada com o toque do shofar (instrumento feito de
chifre de carneiro), uma convocação santa..."
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Atitudes
e intenções: - Durante
o mês de Elul, que antecede a sagrada festa de Rosh Hashaná, os judeus
devem tomar a resoluta determinação de reparar qualquer mal ou hábito
descuidado do passado. Um sentimento de poder recomeçar a vida como uma
criança, sem máculas no coração, contagia o verdadeiro judeu
arrependido, como se fosse possível remover dele um pesado fardo. Suas
orações vêm de uma genuína vontade de retornar ao Criador, pedindo
por um doce e bom Ano Novo. Em Rosh Hashaná busca-se a introspecção,
o recolhimento e a capacidade de autocrítica. Cada judeu costuma se
entregar à meditação, procurando identificar suas responsabilidades e
se posicionar diante do processo da vida. É preciso fortalecer a consciência
ética, rever a conduta e, mais do que nunca, renovar e celebrar os laços
solidários entre os seres humanos. É um tempo em que o homem enfrenta
não somente o julgamento divino, mas também o seu próprio.
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Costumes
de Rosh Hashaná: - Alegoricamente,
os livros da Vida e da Morte abrem-se em Rosh Hashaná e se fecham em
Yom Kipur, representando o destino físico e espiritual de cada indivíduo.
Durante os preparativos desta data, o trabalho na sinagoga é mais
extenso, variado e solene que em outras ocasiões. As atividades incluem
orações e leituras do Talmud, da Torah, de poemas litúrgicos e o
toque do Shofar, tradicional instrumento israelita feito de chifre de
carneiro. Este instrumento lembra os momentos em que o grande patriarca
Abraão estava disposto a sacrificar seu filho Isaac para cumprir a
vontade divina. O Senhor, revelando toda sua piedade, permitiu que um
carneiro fosse sacrificado no lugar de Isaac. Essa atitude simboliza a
compaixão de Deus por todos os homens. O som do Shofar e o que ele
representa transformaram-se com o passar do tempo no momento mais
importante dos dias de Rosh Hashaná. "Leshaná Tová Ticatevu
Vetichatemu", algo como que você tenha seu nome inscrito no Livro
da Vida para mais um ano e "Tizku Leshanim Rabot", que você
mereça muitos anos são saudações que devem ser feitas. O
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Kitel:
- Roupa
branca que alguns costumam usar em Rosh Hashaná, representa o ideal de
pureza a ser alcançado. No século 20 foi desenvolvido o costume de
enviar aos familiares e amigos cartões e saudações para o ano novo,
com motivos e símbolos tradicionais. Outro costume que vem sendo muito
difundido é o de molhar um pedaço de pão ou maçã no mel,
simbolizando o desejo de um ano doce e alegre, assim como comer vegetais
e frutas férteis de rápido crescimento, aspirando por tempos bons e
justos.
Sobre
o Yom Kipur:
- Dez dias separam o Rosh Hashaná do Yom Kipur, o Dia do Perdão. Este
é o dia em que todas as resoluções baseadas em profundas reflexões e
arrependimentos serão seladas no plano divino, daí a importância
delas serem tomadas, durante o Rosh Hashaná, com toda a franqueza do
coração. Este é o dia no qual o destino é selado para o ano todo.
Nesses dez dias, os judeus têm a oportunidade de se desculparem pelos
maus atos cometidos. O pedido de desculpa deve ser feito diretamente à
pessoa que sofreu a injustiça. Quando um ato de perdão é realizado,
um profundo sentimento de amizade e amor anula o efeito de qualquer mal
que tenha sido feito.
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O
amor divino é eterno e incondicional. Mesmo quando transgredimos a
vontade de Deus, nossa essência, a alma, permanece divina e pura. É o
único dia do ano em que Deus revela mais claramente que nossa essência
e a Sua são uma só. Com relação à alma, o povo judeu é todo igual
e indivisível. Sempre que se demonstra a união essencial, agindo com
amor e amizade, mais o amor de Deus será revelado. Yom Kipur é
considerado, hoje, o dia mais solene do ciclo festivo anual. Um dia
dedicado à limpeza e recuperação da pureza espiritual. O ato de
distinção do dia da expiação é o jejum, o único não protelado,
quando Yom Kipur coincide com o Shabat. Esse jejum inclui a abstinência
de alimentos, bebidas e a realização de certos atos que reflitam
comodidade ou prazer físico. É um dia modelo, símbolo do triunfo da
vontade superior sobre os impulsos inferiores.
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Costumes
de Yom Kipur: - O
ofício da sinagoga em Yom Kipur é o mais extenso de todos. Sua
liturgia é muito rica e variada, com grande número de orações e
leituras de poemas alusivos. O Kitel (roupa branca) é usado na
sinagoga, e a Arca Sagrada e o púlpito também são cobertos de branco.
Essa cor representa a pureza. Ao final do Yom Kipur, logo após a ceia
que encerra o jejum, os judeus mais ortodoxos costumam se preparar para
as festividades de Sucot. O Shofar também é tocado ao final de Yom
Kipur. O seu som anuncia a vitória sobre os nossos pecados e tentações.
Relembra também que, ao término do jejum de Yom Kipur, uma Voz
Celestial proclama: "Vão
e comam o pão com alegria, pois Deus aceitou suas preces e os perdoou".
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