UMA
LIÇÃO - PROF.
JOÃO BAPTISTA VILHENA
Em
1954, Peter Drucker nos alertava que, em função do crescimento e da
diferenciação da oferta, cada vez mais as empresas deveriam passar a
se preocupar com a adequação de seus produtos ao mercado.
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Em
outras palavras, uma vez que o consumidor vinha tendo cada vez mais opções
de escolha, tornava-se imperioso re-aprender a lidar com o mercado.
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Em
suas palestras e artigos, Drucker citava insistentemente o exemplo da
General Motors, que sob a inspiração de Alfred Sloan adotara uma
postura diametralmente oposta a de Henry Ford.
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Embora
fosse inegável a importância das economias de escala, a idéia de que
"qualquer americano poderia comprar um carro da cor que quisesse,
desde que fosse preto" vinha apresentando resultados decrescentes.
- O maior indicador disto eram os pátios da Ford, cheios de modelos A e
posteriormente dos modelos T para vender.
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Quando
Sloan propôs que a GM se estruturasse em torno de 5 divisões, cada uma
voltada para um segmento diferente de mercado (desde os Oldsmobiles para
os ricos até os Chevrolet, para os pobres) muitos analistas acreditaram
que suas pretensões eram descabidas e que nunca uma empresa vocacionada
para o mercado de massa poderia sobreviver a tamanha diversificação.
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Os
resultados todos conhecem:
a
GM ultrapassou a Ford e nunca mais foi alcançada pela arquirival