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ALÉM DA VENDA É VENDER
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Tarde
de quarta-feira. Entro num estabelecimento comercial atuante na área de
construção e decoração. É uma linda loja chamada Leroy Merlin. Fico
impressionado pela organização e ainda mais quando minha mulher
escolhe um border de parede infantil (ornamento para parede, quebrando
as linhas clássicas e decorando ao mesmo tempo). O vendedor, que nos
observava atentamente, aproxima-se e, ao invés de dizer aquela frase
manjada: - "posso
ajudar"
– diz:
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linda
escolha senhora, e se dispuser de tempo, posso
mostrar-lhe muitos outros e tenho certeza de que a senhora ficará
encantada.
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Minha
mulher mostra interesse e lá vai ele, apresenta outra infinidade de
modelos e ainda dá uma verdadeira aula de border de parede. Ela se
encanta com outro modelo e diz: - "este
é lindo, mas parece ser de difícil colocação".
O vendedor, em seguida, diz: - "não
senhora, é muito simples, veja!",
e aí dá uma explicação detalhada de colocação, com direito a aula
prática, enfim, ensina de uma maneira muito legal e acessível. Bem, na
verdade, o quarto do meu filho ganhará muito mais borders do que o
planejado, mas também posso dizer que ficou muito melhor que o
planejado .
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Continuamos aí nosso passeio pela loja e, ao chegarmos ao caixa,
a gravidez de Thais é notada e imediatamente trazem um refrigerante e
ela recebe um atendimento vip. Finalmente, quando estamos no
estacionamento, saindo da loja, durante a minha manobra, passo em cima
de uma cadeira espreguiçadeira de piscina de um cidadão que, enquanto
as carregava para sua picape resolve colocá-las no meio da pista.
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Posso dizer que não sobrou muito da cadeira. O cidadão virou uma fera,
falava tanto que nem pude entender o que dizia, mas por suas expressões
faciais não devia ser nada muito elogioso. Ao descer do carro, tentei
dizer-lhe que quem coloca cadeiras no meio da pista de manobras, corre o
risco de vê-las atropeladas e que, qualquer motorista nas mesmas
circunstâncias as atropelaria também.
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Mas
o cidadão era daqueles que moram no monte Olimpo e Zeus no andar
debaixo...
Para tentar encerrar o assunto, se é que posso chamar assim, eu disse:
- "bem
senhor, tudo bem, pegue outra cadeira na loja que eu pago, ok?
Afinal, se isso continuar os R$ 103,00 do custo da cadeira podem render
muitos juros confusionais."
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Nesse momento, um outro vendedor da loja, que assistiu um pouco
do blá-blá-blá, se aproxima, pede licença e entra no assunto:
- "senhores,
nosso gerente estava na porta no momento do ocorrido e me pediu que
viesse até aqui pegar a cadeira quebrada e a trocasse
..."
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Uau, Uau!!!! A cadeira foi trocada e o cidadão ficou mudo. - Eu fiquei
encantado e logo pensei comigo:
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"isto
é vender e vender bem, ir além da venda é vender..."
Nenhuma
venda deve encerrar após a transferência do produto,
ela
deve seguir no acompanhamento do uso pelo cliente.
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SR.
PROF. CÉSAR ROMÃO
.CONSULTOR
E ESCRITOR
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.Motivador
da Força de Paz da ONU
integrada
pelos soldados do Exército Brasileiro
..
Formado
em Direito, Pós-graduado em Administração, MBA em Marketing,
Jornalista, Possui Cursos de Extensão pela Universidade da Califórnia
e pela Universidade de Richmond - EUA.
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http://www.cesarromao.com.br
- cesarromao@cesarromao.com.br