UMA
BOCA E DUAS ORELHAS
.
Um
dia perguntaram a John
F. Kennedy Jr.
por que característica o seu pai mais gostaria de ser lembrado. Sem
hesitar, respondeu:
Por
ser um bom ouvinte.
Essa
capacidade do presidente norte-americano era publicamente reconhecida.
Dizia-se que era capaz de fazer com que qualquer pessoa que lhe
dirigisse a palavra se sentisse especial, como se ambos fossem as únicas
pessoas do mundo.
Esse tipo de comportamento não é comum nos dias de hoje. A
informação tornou-se estratégica na maioria das empresas, mas poucos
chefes demonstram a disposição de Kennedy.
Ouvir bem não é um hábito muito difundido nas empresas. As
pessoas tentam aprender a falar de forma objetiva e com impacto, mas
apenas uma ínfima parcela se preocupa com a eficiência na recepção
das mensagens.
Olhe
nos olhos ao fazer uma pergunta.
Faça
perguntas, mas uma de cada vez, para não dar a impressão de que está
a fazer um interrogatório.
Dê
tempo para que a pessoa responda completamente.
Descreva
a linguagem corporal do outro, aproveitando para demonstrar que está
a prestar atenção.
Faça
observações do tipo:
Você
parece preocupado.
Está
mesmo entusiasmado.
Sintetize
o raciocínio do seu interlocutor em alguns momentos:
Então o
que você está querendo dizer é que…. Através da linguagem
não verbal incentive o interlocutor a dar mais informação.
Harvey
A. Robbins
autor do guia
How To Speak and Listen Effectively
http://www.harveyrobbins.com