1)
Ter objetivos claros:
É importante saber que queremos conseguir e aonde pretendemos chegar.
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2) Diferenciar os problemas das pessoas:
Os negociadores são pessoas que se deprimem, sofrem, assustam-se, ofendem-se e interpretam as coisas a sua maneira. É importante focalizar no problema que se está tratando, abandonando as questões pessoais e ajudando ao outro a fazer o mesmo. O segredo é focalizar o problema em questão e respeitar
as pessoas.
Como
consegui-lo?: Controle suas emoções. Não reaja ante um
comentário emocional do outro. Escute atenciosamente: tudo o que o outro diz é uma extraordinária fonte de informação. Fale em primeira pessoa: "eu penso", "eu
acredito", "me parece", "para mim". Evite falar deles: "o que vocês dizem, pensam, fazem". Evite interpretar o que o outro diz, "você
está querendo dizer...", "em realidade o que você quer...".
3) Prestar
atenção ao que está em jogo:
Os interesses: Numa negociação, proponha primeiro seus interesses, suas razões, suas preocupações e, por último, sua proposta. Se arranca com sua proposta dificilmente o outro o escute. Seguramente esteja preparando sua resposta.
As posições refletem o que o outro diz que quer:
"quero o
cargo de diretor para mim". Os interesses refletem as necessidades do outro, seus desejos, temores e preocupações, "depois de tantos anos de trabalho, a empresa tem que reconhecer meu esforço e dar-me o posto de
diretor". Em geral, por trás de posições opostas e irreconciliáveis existem interesses compartilhados e compatíveis, além dos conflitos.
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Como se detectam os interesses?: Ponha-se no lugar do outro e faça-se uma série de perguntas: Porquê o outro toma esta posição? Que pode estar passando por sua cabeça? Que pode temer? Que necessidade pode estar sendo insatisfeita? Qual pode ser a barreira que lhe impede aceitar minha proposta? Que interesses podem ver-se afetados de aceitar minha proposta? Tenho alguma maneira de tranqüilizar à outra parte sem mudar no substancial minha proposta?
4) Procurar benefícios para todos:
Em geral, os acordos mais fáceis de conseguir e cumprir são aqueles que implicam um mútuo benefício. São os acordos que respondem à clássica fórmula ganha-ganha. Os acordos com um só vencedor são desgastantes, destruidores das relações e pouco duradouros.
A ninguém agrada que o outro se saia com a sua. Ou não terá próxima vez (mau sinal se o outro é um cliente) ou a próxima vez terá revanche, situação não recomendável sob nenhuma circunstância.
5) Procurar a objetividade:
Em toda negociação, é bom utilizar parâmetros e critérios que não dependam da vontade pessoal. Muitas vezes, as negociações se convertem em batalhas pela dominação de um sobre outro. Então, negociar tendo em conta precedentes, valores de mercado, opiniões profissionais serve para proteger aos negociadores destas ameaças.
Quanto mais critérios "objetivos" se utilizem é mais provável que se consigam acordos satisfatórios e duradouros.