Os líderes não nascem senão que se fazem
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sala
de liderança
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As pessoas não são convencidas por argumentos racionais, mas emocionais. A inteligência emocional é o uso inteligente das emoções. É o conjunto de habilidades ou capacidades que tem a pessoa e seu autocontrole, a consciência que tem dos demais e como assume suas relações. As capacidades emocionais não são inatas. De fato, o estudo da trajetória de líderes marcantes demonstra que adquiriram e aperfeiçoaram suas capacidades no curso de suas vidas.
Os líderes têm a capacidade de inspirar às pessoas de seu meio, sejam clientes, fornecedores, representantes ou funcionários e devem controlar suas emoções de maneira inteligente, refletir e meditar sobre seus atos e pôr-se no lugar de seus colaboradores. Os líderes devem pensar, ademais, na totalidade das coisas mas também ocupar-se dos pequenos detalhes.
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Há líderes que sabem tirar o melhor de sua equipe, motivam, comprometem, inspiram, escutam e fazem sentir às pessoas como parte de algo importante, compartilham sua paixão e dedicação. Existe no entanto, outro tipo de líder que responsabiliza ao resto quando algo não sai bem, fala de eu e não de nós, encontra-se permanentemente à defensiva e em alguns momentos, resulta
ameaçador.
As diferenças são claras e estão à vista, enquanto uma pessoa cria e promove distância, a outra te faz sentir valorizado e inspira sentimentos e sensação de pertencer à equipe e à companhia. A este tipo de líder, chamo-o líder ressonante.
Características dos líderes
ressonantes: Estão um passo mais adiante. Tendem caminhos para territórios desconhecidos e estimulam à gente de suas organizações, instituições e comunidades. Procuram novas oportunidades durante as crises e criam esperança ante a existência de medo e desespero.
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Mobilizam
gente: Com energia, paixão e determinação manejam, ademais, os inevitáveis sacrifícios inerentes a seu papel. São quem dirigem a suas equipes atingir metas que, até faz pouco, eram impossíveis.
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Estão em harmonia com quem os
rodeiam: Isto
predispõe a que a gente trabalhe em harmonia, concorde no pensamento (que fazer) e senta afinidade com as emoções (porque fazê-lo) dos outros.
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Podem entender intuitivamente ou se esforçaram em desenvolver a inteligência
emocional: Cultiva as concorrências de
auto-conhecimento, auto gestão (self
management), consciência social e manejo das relações sociais. Atuam com clareza mental, não só seguindo um impulso. Desta maneira pode guiar os sentimentos e inteligência de outros e, à longo tempo, constroem relações sólidas.
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Possuem
empatia: Sabem ler as pessoas, os grupos e as culturas organizacionais com precisão. Constroem relações duradouras e inspiram a outros demonstrando, não só paixão e compromisso, senão também uma profunda preocupação pela gente e a visão da companhia. Aprenderam que os sentimentos são contagiosos:
a emoção transmitida pelo líder é um poderoso motorista dos estados de ânimo da gente e, em última instância, isto influirá em seu rendimento. Por tanto entendem que o medo e a angústia impulsionam à pessoa no curto prazo, mas que estas emoções se tornam nocivas rapidamente, deixando à pessoa distraída, ansiosa e
inefetiva.
Para ser verdadeiramente eficaz, um líder precisa entender o mercado, a tecnologia e uma multidão de fatores a respeito da
empresa. No entanto, ainda que estes conhecimentos sejam necessários, não é suficiente para produzir líderes duradouros e efetivos. Aqui é onde a ressonância joga seu principal papel:
permite ao líder utilizar sua experiência no reconhecimento da performance da organização.
A síndrome do sacrifício:
Os melhores líderes entregam constantemente uma parte deles. Mas quando sacrificam demasiado durante muito tempo, podem cair no que chamo
"a síndrome do sacrifício". A liderança é excitante mas também estressante:
é a ciência do poder e a influência sobre as pessoas, mas é solitário. Por essa razão é comum que os líderes possuam
estresse de poder. O corpo não está preparado para lidar com a responsabilidade da liderança dia a dia, com o manejo constante de pequenas crises e grandes responsabilidades. Neste contexto aparece a dissonância.
Como podemos evitá-lo?:
Os líderes precisam enfocar-se na renovação, prestando atendimento a si mesmos e aos demais através de experiências que os enriqueçam e encham de energia. De fato, recentes estudos nos demonstraram que as características que ajudam aos líderes a ser ressonantes, são as mesmas que fomentam a mudança e o
re-acomodamento nos líderes dissonantes. Estas características são:
atendimento, esperança e compaixão. As três experiências lhe permitem ao líder ser efetivo.
PROF.Richard Boyatzis
é professor de Comportamento Organizacional e Psicologia na
Case Western University, em Cleveland, Ohio, tendo por principais áreas de estudo e investigação o desenvolvimento humano e a liderança.