Lições do exército romano para enfrentar a crise
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sala
de equipes
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Todos dizem
que vem uma crise temível. No entanto, pelo momento, não sabemos exatamente como será. Em muitas organizações, vive-se o ambiente de tensa
calmaria prévia a uma batalha. Assim, já que estamos a ponto de entrar em combate, poderíamos aprender algumas lições das centúrias romanas...
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Por ora, a crise financeira enviou seus sinais, mas não se apresentou de corpo inteiro. Conquanto ainda não vimos a cara ao inimigo, todos dizem que se acerca e que,
cedo ou tarde, entrará em contato com nossas filas, golpeando suas espadas contra nossos escudos.
Em muitas organizações, a situação atual é similar à incerta
calma que precede a uma batalha. Assim, dado que existe a sensação de que
logo entraremos em combate, talvez possamos aprender algumas lições dos melhores guerreiros da
Antigüidade: as centúrias romanas.
A tática de combate dos exércitos romanos: A fortaleza dos exércitos romanos radicava no funcionamento da equipe, não do indivíduo. As centúrias avançavam cobertas de escudos por frente, pelos
lados e por cima:
"meu escudo cobre tua cabeça, o teu cobre nossos flancos e, o dele, cobre nosso tórax".
Literalmente, a união faz a força.
Aos soldados da primeira fila se trocavam em plena batalha para evitar o esgotamento e desgastar ao adversário. Assim, quando se apresentava a oportunidade, os valentes, mas desorganizados inimigos, eram vítimas de
certeiras lançadas e estocadas.
Para funcionar, a tática exigia uma acertada coordenação e um estrito cumprimento do dever de cada soldado.
Um ato heróico individual podia romper as filas e desequilibrar ao conjunto.
Que podemos aprender das centúrias romanas?:
1)
Agir com calma:
Os romanos não improvisavam. Tanto os deslocamentos estratégicos dos exércitos como as táticas de combate, eram fruto de um minucioso planejamento e uma serena execução..
Um ato intempestivo pode desorganizar nossa estratégia e incrementar nossa vulnerabilidade ante a crise.
No entanto, não devemos confundir "agir com
calma" com "não agir". Pense com tempo e age com a decisão e a serenidade que dá um plano discutido a fundo. Isso transmitirá segurança a toda a equipe e
a fará trabalhar com a moral mais alta na execução.
2) Harmonizar os interesses do indivíduo e a empresa:
O exército romano pretendia harmonizar os interesses do soldado com os do grupo. O soldado cuidava à centúria e a centúria cuidava
do soldado. No caso empresarial, isto pode conseguir-se recorrendo aos ensinos da negociação
ganha-ganha
(matéria recomendada). Não veja uma incompatibilidade entre
as reclamações de uns e as necessidades de outros.
Fale primeiro dos objetivos compartilhados. Tente passar de posições a interesses e pensar juntos em opções que satisfaçam a todas as partes. O fator crucial de sucesso em qualquer negociação é uma convicção compartilhada de que juntos atingiremos uma solução.
3) Estabelecer confiança através da comunicação:
Os romanos eram grandes oradores e seus
gritos de guerra
(MATÉRIA
IMPERDÍVEL)
eram, as vezes, tão importantes quanto as armas. Numa organização, para que a equipe funcione, devemos recordar os valores e os códigos que lhe dão seu espírito.
Além das conversas com os líderes, a empresa precisa praticar o diálogo horizontal,
consensual a visão da realidade, de riscos e oportunidades, e lembrar estratégias para evitar os primeiros e aproveitar os segundos. Em todo momento, é necessário recordar que o principal fator que gera
ânimos de competição em negociações, é a falta de comunicação.
4) Cuidar ao outro:
Uma pessoa pode trabalhar melhor para o conjunto quando os demais a cuidam e apóiam. O soldado romano da primeira fila podia estar
atento ao momento em que seu inimigo descuidasse um ponto vital, porque sabia que toda a equipe o protegia.
Na prática empresarial,
o escutar, o feedback, o entendimento e o apoio são vitais. O estresse vem mais da solidão, a frustração e a incerteza, que do trabalho excessivo.
5) Liderança e a função do área de recursos humanos:
No exército romano, o
centurião era o responsável do desempenho de sua centúria. Na maioria das empresas, no entanto, os diretores costumam ocupar-se dos assuntos específicos de suas áreas.
Mas, quem atende como se coordenam os esforços?,
Quem vela por manter alta a moral ante a adversidade?, Quem evita que, ante o medo, formem-se facções, intrigas e
fofocas?
Em primeiro lugar, o líder e os gerentes de áreas devem resistir a tentação natural de concentrar
poder.
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isto
é muito comum nas épocas complicadas. Num contexto difícil devem apoiar-se na área de recursos
humanos, pedindo conselhos e estratégias. Um assunto tratado em equipe e profissionalmente, com a devida planejamento, dá melhores resultados que uma improvisação.
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Aos romanos lhes serviu para construir um império.
Francisco Ingouville
Sócio de Ingouville &
Nelson
Autor do livro: Relaciones Criativas
Mason Fellow Harvard University