O método SCAMPER e o poder criativo da pergunta
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sala
dos artigos técnicos
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A pergunta é quiçá o mecanismo mais potente para dirigir nossa atenção, seja para respostas conhecidas ou para caminhos inexplorados. A técnica SCAMPER, criada por
Robert (Bob) Eberle, é um dos melhores exemplos deste tipo de técnicas. SCAMPER é um acrônimo de sete tipos de perguntas que devemos formular-nos ante um desafio. A seguir apresentaremos a ferramenta ilustrando cada um dos passos com uma série de exemplos do âmbito dos negócios. Alguns foram extraídos da revista BusinessWeek e outros de CRIO, uma importante consultora de inovação dos
EUA
(artigo: Crowdsourcing:
rompendo os dogmas da inovação corporativa).
SUBSTITUIR:
Que elementos de nosso produto, serviço ou processo
(daqui em mais, objetos) podem ser substituídos? As agendas costumavam requerer muito papel e espaço. Com o desenvolvimento das PDAs, a empresa Palm substituiu o papel por um sistema eletrônico para organizar a informação.
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COMBINAR:
Que outros
elementos poderiam combinar-se com o objeto em questão? Uma bicicleta
parece ter pouco que ver com um tambor de água. No entanto, os criativos da empresa CRIO descobriram que, em países subdesenvolvidos, muitas pessoas enfrentam dois desafios com respeito a água: seu transporte e potabilização
(wikipédia). Então, combinaram uma bicicleta e um tambor para desenvolver o
Aquaduct, uma bicicleta que utiliza a energia do pedalado para
potabilizar água.
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ADAPTAR:
Que elemento poderíamos incorporar e adaptar a nosso objeto? Os
panos de limpeza tradicionais, que precisam água para limpar, sujam-se rapidamente e distribuem a sujeira no resto da superfície. Para resolver este problema, Procter & Gamble
(história)
incorporou elementos eletrostáticos que atraem o lixo sem necessidade de molhar o
pano de limpeza.
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MINIMIZAR/MAGNIFICAR: Que elementos do objeto poderiam ter maior importância e quais menos?: Cirque du Soleil reinventou o circo incrementando os espetáculos acrobáticos e musicais e minimizando o uso de animais nas
funções
(artigo: The
Blue Ocean Estrategy - a estratégia do oceano azul).
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PROPOR PARA OUTROS USOS: Que usos adicionais pode ter o objeto em questão?: A empresa CRIO elaborou uma série de novos usos para
produtos do lar, utilizando um novo material resistente ao calor desenvolvido por BASF. Os cabides convencionais só servem para pendurar roupa. O cabide desenhado por CRIO para BASF, ademais, gera calor e elimina as rugas, poupando a necessidade de
passar.
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ELIMINAR: Quais elementos poderiam ser
eliminados? CRIO e Intel (história)
descobriram que os usuários de implementos audiovisuais
(como a televisão) valorizam enormemente a possibilidade de manter as mãos livres, para ocupá-las em outras
atividades. Assim, criaram o Mobility Platform Videos, que permite ao usuário manejar o artefato com instruções verbais, eliminando a necessidade do controle remoto.
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REORDENAR E INVESTIR: Que elementos de nosso objeto podem adquirir uma forma totalmente
diferente? A empresa Kraft entregava bebidas aos clientes num pallet que incluía diversos sabores. Se o sabor desejado se encontrava na parte inferior, o cliente se via forçado a
tirar todas as garrafas de
cima. Com o assessoramento de CRIO, os diretores descobriram que uma simples mudança no ordenamento era suficiente para superar o
desafio. As bebidas seriam empilhadas em forma de "chaminé". As garrafas do mesmo sabor formariam uma mesma torre. Desta forma, todos os sabores estariam sempre
acessíveis
(artigo: Branding
emocional: O VALOR DE UM CACHORRO QUENTE).
Em síntese, a técnica SCAMPER nos obriga a fazer-nos perguntas que normalmente não nos faríamos. Assim,
nossa atenção é desviada a procurar respostas em lugares não
convencionais. Então, ante um desafio que requeira uma solução criativa, perguntemo-nos:
1) Que posso Substituir?
2) Que posso Combinar?
3) Que posso Adaptar?
4) Que posso Minimizar ou magnificar?
5) Posso Propor outros usos?
6) Que posso Eliminar?
7) Que posso Reordenar ou investir?
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