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Os
fins justificam os meios.
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Não
se pode chamar de "valor" assassinar seus cidadãos, trair
seus amigos, faltar a palavra dada, ser desapiedado, não ter religião.
Essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à
glória.
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Homens
ofendem por medo ou por ódio.
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Assegurar-se
contra os inimigos, ganhar amigos, vencer por força ou por fraude,
faze-se amar e a temer pelo povo, ser seguido e respeitado pelos
soldados, destruir os que podem ou devem causar dano, inovar com
propostas novas as instituições antigas, ser severo e agradável,
magnânimo e liberal, destruir a milícia infiel e criar uma nova,
manter as amizades de reis e príncipes, de modo que lhe devam
beneficiar com cortesia ou combater com respeito, não encontrará
exemplos mais atuais do que as ações do duque.
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Um
príncipe sábio deve observar modos similares e nunca, em tempo de
paz, ficar ocioso.
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...Pois
o homem que queira professar o bem por toda parte é natural que se
arruíne entre tantos que não são bons.
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"...
vindo a necessidade com os tempos adversos, não se tem tempo para
fazer o mal, e o bem que se faz não traz benefícios, pois julga-se
feito à força, e não traz reconhecimento."
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Tendo
o príncipe necessidade de saber usar bem a natureza do animal, deve
escolher a raposa e o leão, pois o leão não sabe se defender das
armadilhas e a raposa não sabe se defender da força bruta dos
lobos. Portanto é preciso ser raposa, para conhecer as armadilhas e
leão, para aterrorizar os lobos.
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Pelo
que se nota os homens ou são aliciados ou aniquilados.
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a
pouca prudência dos homens impulsiona a começar uma coisa e pelas
vantagens imediatas que ela procura, não se dá conta do
veneno que por debaixo está escondido.