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representação,
negociação, marketing, vendas
Maquiavel
(Retrato
de Santi di Tito (séc. XVI)
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Os
fins justificam os meios.
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Não
se pode chamar de "valor" assassinar seus cidadãos, trair
seus amigos, faltar a palavra dada, ser desapiedado, não ter religião.
Essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à
glória.
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Homens
ofendem por medo ou por ódio.
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Assegurar-se
contra os inimigos, ganhar amigos, vencer por força ou por fraude,
faze-se amar e a temer pelo povo, ser seguido e respeitado pelos
soldados, destruir os que podem ou devem causar dano, inovar com
propostas novas as instituições antigas, ser severo e agradável,
magnânimo e liberal, destruir a milícia infiel e criar uma nova,
manter as amizades de reis e príncipes, de modo que lhe devam
beneficiar com cortesia ou combater com respeito, não encontrará
exemplos mais atuais do que as ações do duque.
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Um
príncipe sábio deve observar modos similares e nunca, em tempo de
paz, ficar ocioso.
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...Pois
o homem que queira professar o bem por toda parte é natural que se
arruíne entre tantos que não são bons.
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"...
vindo a necessidade com os tempos adversos, não se tem tempo para
fazer o mal, e o bem que se faz não traz benefícios, pois julga-se
feito à força, e não traz reconhecimento."
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Tendo
o príncipe necessidade de saber usar bem a natureza do animal, deve
escolher a raposa e o leão, pois o leão não sabe se defender das
armadilhas e a raposa não sabe se defender da força bruta dos
lobos. Portanto é preciso ser raposa, para conhecer as armadilhas e
leão, para aterrorizar os lobos.
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Pelo
que se nota os homens ou são aliciados ou aniquilados.
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a
pouca prudência dos homens impulsiona a começar uma coisa e pelas
vantagens imediatas que ela procura, não se dá conta do
veneno que por debaixo está escondido.
Maquiavel
nasceu em Florença, na Itália, no ano de 1469. Seu pai era advogado e
membro de uma proeminente família italiana. Sua obra mais famosa foi
“O
Príncipe”
(1513). Também escreveu “A
Arte da Guerra”
e “História
de Florença”.
Mas seu mais brilhante e conhecido trabalho é, sem dúvida, “O
Príncipe”.
A obra-prima de Maquiavel pode ser considerada um guia de conselhos para
governantes. O tema central do livro é o de que para permanecer no
poder, o líder deve estar disposto a desrespeitar qualquer consideração
moral, e recorrer inteiramente à força e ao poder da decepção.
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Maquiavel
afirma ainda que um líder deve buscar o apoio de seu povo. Para a
surpresa de muitos, o autor explicou que ao assumir o poder:
deve-se
cometer todas as crueldades de uma só vez, para não ter que voltar a
elas todos os dias...Os benefícios devem ser oferecidos gradualmente,
para que possam ser melhor apreciados.
Maquiavel
também afirma que, se necessário, um governante deve mentir e
trapacear. O autor declara que é melhor para um líder caluniar do que
agir de acordo com suas promessas, se estas forem resultar em conseqüências
adversas para sua administração e seus interesses. Da mesma forma que
Maquiavel acreditava que os líderes deveriam ser falsos quando preciso,
ele os aconselhava a ficarem atentos em relação às promessas de
outros: - "eles
também podem estar mentindo caso seja de interesse deles".
Poucos
filósofos políticos foram tão condenados quanto Maquiavel. Seu nome
virou sinônimo, inclusive na língua portuguesa, de duplicidade e
manipulação: - “maquiavélico”.
As
idéias de Nicolau Maquiavel podem não ter sido morais, mas foram
certamente influentes. O próprio Maquiavel declarou que elas não eram
originais, seus conselhos já haviam sido adotados na prática por
diversos governantes bem-sucedidos.
“O
Príncipe” tornou-se notório após ter sido lido por diversos vilões
da história. Benito
Mussolini, o
líder fascista italiano durante a 2ª Guerra Mundial, um homem que
trouxe muita destruição para seu país, elogiou publicamente o livro.
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Dizem
que Napoleão
Bonaparte
dormia com um exemplar do livro sob seu travesseiro. No entanto, deve-se
lembrar que Maquiavel apenas apresentou, e não criou, a realidade
amoral da política.
Maquiavel
acreditava na capacidade humana de determinar seu próprio destino.
Para ele, os fins justificavam os meios: - "um
governante deveria fazer qualquer coisa para atingir seus
objetivos". Ao escrever “O
Príncipe”, Maquiavel desejava guiar os governantes,
alertando-os sobre as armadilhas da selva política. Seu livro é um
manual de auto-preservação para líderes mundiais.
Nicolau
Maquiavel faleceu em 1527, aos 58 anos de idade. Independente de
admiradores e críticos, não se pode negar a influência de Maquiavel.
Seu trabalho e suas idéias continuam sendo amplamente lidas e
discutidas e ele é considerado um dos principais filósofos políticos
de todos os tempos. Se a teoria política moderna é discutida hoje com
tamanho realismo, grande parte disso deve-se ao autor de “O
Príncipe”.
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