|
O
MATUTO, O PADRE E O ESTUDANTE
Um
padre viajava pelo interior em companhia de um estudante, e os dois contrataram
um matuto para seguir com eles por alguns lugarejos, carregando a bagagem.
Em visita a uma casa na roça, o padre e seus companheiros de viagem ganharam de
presente um queijo de cabra. Mas o queijo era muito pequeno para ser dividido.
Então o padre decidiu que, na manhã seguinte, o queijo seria daquele que
tivesse o sonho mais bonito durante a noite.
É
claro que o padre, com sua prática de oratória, achou que ganharia com
facilidade. E também o estudante confiava em ganhar, pois tinha talento para
lidar com as palavras. - Os três foram dormir. Mas o matuto acordou à noite
com a barriga roncando e sentindo uma vontade irresistível de comer o queijo.
De manhã, os três se reuniram antes do café para que cada um contasse o seu
sonho. O padre contou um sonho maravilhoso: tinha visto uma escada de ouro que
subia até o céu, e estava subindo os degraus, já vendo anjinhos nas nuvens,
quando acordou.
O
estudante aproveitou a deixa e foi além: contou ter sonhado que se viu no céu,
rodeado de anjos e extasiado por uma música divina, enquanto via, lá de cima,
o padre subir. - O matuto resolveu seguir na mesma história e falou: - Pois é,
eu sonhei que estava olhando seu padre subir a escada e que o dotorzinho já
estava lá em cima, rodeado de anjinhos.
Aí
comecei a gritar bem alto para vosmecês escutarem: "Seu padre, seu moço,
o queijo! Vosmecês esqueceram o queijo!" Então, ouvi vosmecês
respondendo: "Pode comer o queijo, matuto. Não vê que nós estamos no céu
e não precisamos mais desse queijo?"
Com
um sorriso maroto, o matuto concluiu: - Foi um sonho tão vivo que parecia
verdade mesmo, então me levantei sem fazer barulho pra não atrapalhar o sonho
bonito de vosmecês, e comi o queijo...
Sonhar é essencial. A pessoa que cultiva um sonho de vida tem mais condições
de realizar suas aspirações. Mas, além das palavras, é necessário agir.
Prof.
GRETZ
Conferencista e Consultor, é
autor de vários livros, como Vida com Qualidade, A Força do entusiasmo, É
Óbvio e Viabilizando Talentos. - Tel. 48 228-0668 - www.gretz.com.br
- talento@gretz.com.br
AS CARTAS
DE AGRADECIMENTO DA SEMANA
ARTIGO
I - Você anda negociando muito? mau sinal... - Sr. Prof. Odino Marcondes
ARTIGO
II - Paradigmas - Sra. Prof. Franciane Ulaf
DICAS
DA SEMANA - (DICAS DE 4 PROFESSORES)
ARTIGO
III - Fidelização de Clientes - Medindo, Gerenciando e Criando Valor -
Thomas O. Jones
REFLEXÃO
DO SDR
PIADAS,
TESTES E MALVADEZAS
AS
CARTAS DE AGRADECIMENTO DA SEMANA:
Recebemos semanalmente
muitas assinaturas e pedidos de CD's, e metade delas vem com cartas. Gostaríamos
de publicar todas elas, para lhes mostrar nossa alegria, por ter cada um de vocês
como leitoras/es e usuárias/os. - Mas, e os artigos, as matérias, as Piadas,
as Reflexões ? Então vamos fazer assim, as primeiras 10 cartas serão
publicadas e representarão todos os demais, que cheguem na semana? Ta bom
assim? Todos conformes, felizes ? O maior abraço do Oiapoque ao Chuí, e de
Manaus a Vitória, para todos vocês,
ALEXANDRE MROKOWSKI JUNIOR
E MUITO IMPORTANTE PARA NOS REPRESENTANTES ESTAR LIGADOS COM VOCÊS.
OBRIGADO
Celso J. Gomes
ESTE JORNAL É SENSACIONAL!!!!!!
FABIANO DA COSTA
O jornal é muito importante para a classe, pois é possível trassarmos muitos
parâmetros e informações úteis.
ARIMAR PEREIRA CAMILO
Conheci o jornal por meio de um primo e gostei muito do mesmo, pois traz consigo
muitas dicas comerciais e empresariais dentre outras curiosidades.
FERNANDO ROGERIO MAZZARON
Aprendo muito com vocês.
Obrigado
MARILENE MARISA LANZ
Qualquer conhecimento que possamos adquirir é um tesouro, é a única
coisa que ninguém nos tira.Gostaria muito de receber o Jornal.
MARQUINHOS
Eu sou aluno de Administração de Empresas e vejo que muitas dicas que
vocês dão, são dadas na minha sala de aula da mesma forma. - Concluindo; O
trabalho de vocês serve para ter uma ótima noção sobre o funcionamento de
uma empresa (em geral). Abraços p/ toda a equipe
PREMIER REPRESENTAÇÕES LTDA
Nos dias de hoje, precisamos cada vez mais estar atualizados e tenho certeza que
a leitura é uma principal fonte de conhecimentos.
LUIZ RICARDO FIERA
Achei muito interessante as matérias do jornal, gostaria de recebe-lo em
meu e-mail.
GORETI MARIA BRESSANINI
ACHAMOS MUITO INTERESSANTES AS MATÉRIAS QUE ESTAMOS RECEBENDO.
Vocês que são maravilhosos em nos dar esta oportunidade, e queremos que
sempre, nossa humilde contribuição os motive, enriqueça e ilumine no dia a
dia, porque essa é nossa recompensa.

Equipe do SDR
"
VOCÊ ANDA NEGOCIANDO MUITO? MAU SINAL... "
Sr. Prof. Odino Marcondes
Você também acredita que é preciso ter confiança na pessoa com quem
negocia? Pois se prepare para uma surpresa: nós só negociamos porque não
confiamos!
Primeiro, é preciso definir o que é confiança. O grau de confiança
entre duas pessoas é determinado pela capacidade que elas têm de prever o
comportamento uma da outra. Também é "a expectativa que nasce no seio de
uma comunidade de comportamento estável, honesto e cooperativo, baseado em
normas compartilhadas pelos membros dessa comunidade". Quando isso ocorre,
tenho condições de prever o comportamento do outro em uma dada circunstância.
Esquematicamente podemos resumir assim:
CONFIANÇA
<==> PREVISIBILIDADE <==> COMPORTAMENTO <==> VALORES
Confiança é previsibilidade do comportamento. Ao observar o comportamento de
alguém, somos capazes de identificar os valores que determinam por que as
pessoas se comportam de uma determinada maneira. Portanto, quando digo que
confio em alguém, estou querendo dizer que: a) pertencemos à mesma comunidade
de valores, e b) sei que ele estará tão orientado para atender a meus/nossos
interesses quanto eu próprio estaria se estivesse no lugar dele. Quando isso
acontece, as pessoas não negociam: elas são capazes de entregar um cheque em
branco e assinado.
Assim, a quantidade e a freqüência das negociações podem ser indicadores de
que nem tudo vai bem. Se a oportunidade de negociar pode ser um indício de relações
democráticas e igualitárias, o excesso de negociações é um indicador seguro
de falta de confiança porque, no limite, quando eu confio totalmente, não
negocio. Assim, quanto maior o número de negociações, menor a abertura entre
os interlocutores.
Mesmo quando duas pessoas possuem fortes vínculos afetivos - marido e mulher,
por exemplo -, existem situações em que eles têm de negociar, porque um não
confia na decisão do outro e isso não tem, em princípio, nada a ver com
honestidade, mas sim com a incapacidade de prever o comportamento do outro. Um
exemplo: numa sexta-feira à noite, voltando para casa, o marido está
planejando ir ao cinema, pois há um filme a que ele quer muito assistir. Ao
mesmo tempo, a mulher deseja ir ao teatro. Se um deles deixar a decisão nas mãos
do outro - em confiança -, o desfecho será ganha/perde. Se decidirem negociar,
deverão explorar os reais interesses em jogo. Se o que eles desejam é,
realmente, assistir ao filme ou à peça, possivelmente cada um irá para seu
lado.
Tecnicamente, pode-se dizer que, nesse caso, eles não confiam um no outro,
ainda que em outras dimensões importantes do casamento a confiança seja total
e irrestrita.
A rapidez na solução do impasse dependerá do grau de abertura existente entre
os dois. Imagine que o marido teme abrir seus reais interesses para a mulher,
com medo de magoá-la. Como resolver o impasse? Com abertura. Ou seja, quanto
mais rápida e francamente eles revelarem o que desejam, mais facilmente poderão
resolver esse problema.
O efeito da abertura cria um círculo virtuoso:
ABERTURA
<====> CONFIANÇA
É com abertura que criamos confiança e, com essa, mais abertura. Quem começa?
O movimento de abertura pode ser unilateral. Eu não preciso esperar pela
pessoa, posso tomar a iniciativa agora. Não posso exigir que o outro confie em
mim sem fazer um movimento de abertura em sua direção.
A conseqüência prática é uma mudança no clima das negociações: as partes
caminharão muito mais rapidamente para as áreas de real interesse, os impasses
diminuirão, o tempo de argumentação e contra-argumentação (o esgrima
intelectual) cairá drasticamente, até que, no limite, a negociação
desaparecerá.
Examinemos a questão da confiança no âmbito
macroeconômico.
Nas últimas décadas, o Brasil viveu um forte processo de desorganização de
sua economia, caracterizado por períodos prolongados de altas taxas de inflação.
Além de outras causas, a inflação é, também, conseqüência de um estado de
espírito típico de desconfiança entre os agentes econômicos.
Num
ambiente inflacionário, um agente econômico reajusta seus preços porque não
acredita que seus concorrentes não farão o mesmo; não acredita na política
econômica; enfim, ele faz tudo isso porque não tem segurança de que o outro
lado está tão orientado para seus interesses quanto ele gostaria. Do lado
oposto da mesa, o outro estará fazendo a mesma coisa. Daí porque, no extremo,
só os choques e as mudanças radicais nas regras do jogo foram capazes de criar
uma base para as relações: ninguém queria abrir mão primeiro.
O bozó
No nível microeconômico, o fenômeno se repete. A pessoa vai a uma loja
para comprar um terno. Vê um que lhe agrada na vitrine; entra e é atendida por
um vendedor. Prova o terno e decide comprá-lo. Ao perguntar o preço, o
vendedor pede que ela o acompanhe até o caixa, onde ele aciona uma máquina de
calcular.
Depois
de fazer uma série de cálculos, o vendedor apresenta-lhe a fita com pelo menos
três opções: à vista com 20% de desconto, três vezes no cartão pelo preço
à vista ou quatro cheques pré-datados com 10% de desconto.
Todas as vezes que isso acontece comigo, imagino que estou em frente a um
caixote de maçãs em cima do qual um sujeito manipula três tampinhas de
cerveja, debaixo de uma delas deve estar uma bolinha e o truque consiste em
descobrir onde. Na loja, o truque é descobrir qual das opções é a melhor
para mim.
Quando um agente econômico - um consumidor que quer simplesmente comprar
roupas, por exemplo - não tem condições de prever, minimamente, o
comportamento do outro agente econômico, instaura-se a desconfiança na relação
e consumidor desconfiado é um pessimista, no sentido de que espera o pior do
outro, aquele que vê o outro sempre como uma ameaça em potencial.
Na
década de 80, numa pesquisa, constatei que o percentual de
"pessimistas" (66%) no Brasil era igual ao verificado em uma pesquisa
feita com ex-combatentes do Vietnã portadores de síndrome de estresse pós-traumático!
Já a população pesquisada no Brasil era composta, basicamente, de
participantes de seminários de negociação. Portanto, numa condição
completamente diferente de um ex-combatente internado em um hospital ou vivendo
de pensões do governo.
Na época - início dos anos 90 -, o Brasil estava às voltas com o fenômeno da
hiperinflação. Com taxas mensais variando de 20%, 30%, 50% até o recorde
mensal de 84% em fevereiro de 1990, a inflação desorganizou as relações econômicas
de forma dramática. As causas da inflação são conhecidas.
Entretanto,
se não é a causa primária da inflação, a desconfiança é reconhecida como
uma das principais, porque deixa os agentes econômicos com o pé atrás, e
esses, para se protegerem, geram mais inflação ao criarem gorduras que serão
consumidas e desbastadas em penosas negociações.
O saco de sal
Eu cresci ouvindo meu pai dizer que, "para se confiar numa pessoa, é
preciso, antes, comer um saco de sal com ela". Demorei a entender o
significado dessa expressão da desconfiança mineira. A primeira dúvida era
quanto ao tamanho do saco: 1 quilo? 40 quilos? Nunca soube.
A
segunda dúvida - infantil - era se eles comiam tudo de uma só vez...
Sabendo-se que o brasileiro ingere, em média, 5 gramas de sal por dia, duas
pessoas demorariam mais de dez anos para comer um saco de sal de 40 quilos
juntas! Ou três meses para comerem 1 quilo... O raciocínio funciona, e a
desconfiança aumenta, se estivermos trabalhando com a hipótese de que os dois
vão tomar todas as refeições juntos.
Fora
o lado folclórico, fica a essência conservadora da desconfiança: é preciso
tempo para ver o outro em ação (comportamentos), porque é esse que vai
possibilitar a descoberta dos valores que guiam o sujeito e, portanto, indicar
se ele é confiável - previsível - ou não.
A questão é que a velocidade da abertura - ou o tempo que duas pessoas levam
comendo o saco de sal - é escolha delas ou, pelo menos, de uma delas, e não há
nada que diga que esse tempo deva ser longo ou curto, além da decisão pessoal
de expor-se para o outro e tornar-se mais rapidamente previsível - ou confiável.
Se não há abertura, não há confiança; se não há confiança, as negociações
duram mais e, principalmente, acabam sendo de má qualidade. As melhores soluções
aparecem quando os negociadores são mais abertos, porque a abertura favorece a
criatividade.
Quando
as partes, por estarem se defendendo menos, podem explorar idéias novas e antagônicas
sem medo, tornando a negociação um empreendimento cooperativo e aí, de tanto
negociar, bem poderão negociar cada vez menos!
Odino Marcondes
odino.marcondes@uol.com.br
Sociólogo
e diretor da Marcondes & Consultores Associados.
Paradigmas
|
|
Um
paradigma é uma forma de ver ou entender algo, um modelo de
interpretação, um padrão de referência. Quando nos deparamos com
alguma situação, problema ou qualquer coisa que requeira de nós uma
opinião, um ponto de vista, uma decisão, recorremos aos nossos
paradigmas para interpretar a situação. Paradigmas são mapas que
construímos para interpretar e nos guiarmos na realidade da vida.
Entretanto, eles não são a realidade em si, e devido à isso temos
que partir do pressuposto de que eventualmente alguns de nossos mapas
podem estar errados e nos levando à lugares onde não desejamos
estar. Você não poderá começar a planejar a sua vida e organizar o
seu tempo em cima de objetivos baseados em mapas errados, pois se
fizer isto, estará planejando o próprio fracasso.
|
|
Você
deve questionar-se e descobrir se os mapas que mantém da realidade
estão o levando ao sucesso ou ao fracasso e caso descubra que eles não
o estão levando para onde você gostaria de ir, deve muda-los e
passar a adotar um outro paradigma. Vejo que há muitos cursos e
livros sobre como obter o máximo de si, como tornar-se mais motivado,
bem sucedido, como desenvolver suas habilidades para obter melhores
resultados, mas uma parcela ínfima aborda esta questão de
paradigmas.
Fico me
perguntando, de que adianta você "se turbinar" se tem em mãos
o mapa errado? É como você querer ir a algum ponto de Belo Horizonte
tendo em mãos um mapa de São Paulo e para chegar mais rápido a este
lugar, você equipa o seu carro, coloca gasolina aditivada, dirige em
alta velocidade e pensa positivamente.
Vai
adiantar alguma coisa? Não, você só vai chegar mais rápido ao
lugar errado. Portanto, recomendo que tomem cuidado com cursos e
livros sobre como melhorar suas habilidades. Antes de tudo, você
precisa saber se você indo realmente em direção ao lugar onde pensa
que está indo, e ainda se este é de fato o lugar onde você quer
chegar. O grande problema da literatura de auto-ajuda é que tentam
mudá-lo exteriormente sem modificar seus paradigmas. É como querer
modificar a aparência física permanentemente utilizando-se de
truques de maquiagem. É impossível.
As
pessoas entram nestes cursos, ouvem um guru dizendo que suas idéias são
capazes de levar qualquer um ao sucesso, de tornar uma pessoa motivada
permanentemente, enfim, prometem mudanças que requerem alterações
paradigmáticas, mas nem sequer tocam neste assunto. As pessoas saem
motivadas, achando que encontraram finalmente o segredo do sucesso.
Uma
semana depois, estão novamente encrencadas com seus problemas,
desmotivadas e nem sequer lembram do curso que fizeram. Seja lá o que
for que você queira mudar em você, o primeiro passo é descobrir
qual o paradigma por trás, ou seja, qual o modelo mental que você
tem sobre aquele assunto e alterá-lo, fazer uma mudança no mapa,
passar a ver a realidade de uma outra forma. Se não fizer isto, sua
mudança será apenas superficial e durará somente pelo tempo em que
você conseguir segurar a máscara.
Os
mapas que mantemos em nossa mente se dividem em duas categorias: os
mapas de como as coisas são, ou da realidade, e os mapas de como as
coisas deveriam ser, ou dos valores. Todas as decisões que tomamos na
vida são baseadas neste dois grupos de mapas. O grande problema é
que raramente questionamos estes mapas para sabermos se realmente eles
refletem de fato a realidade, ou os atualizamos, muitas vezes mantemos
mapas que não fazem mais sentido para nós, eles faziam sentido em
determinada época de nossa vida, mas simplesmente não os atualizamos
e mantemos formas de pensar arcaicas, que não condizem com a
realidade.
Boa
parte de nossos paradigmas não foram criados por nós,
adquirirmos-nos ao longo de nossas vidas do meio onde vivemos.
Cultura, religião, sociedade, pais, escola, ambiente de trabalho,
amigos, vão, à medida que crescemos, formando em nós um corpo de
paradigmas as quais levaremos pela vida e que serão os principais
influenciadores das decisões que tomamos.
Um único paradigma pode englobar uma forma de ver as coisas que
interfere em uma série de outras coisas.
Quando
Copérnico disse que o Sol era o centro do universo e não a Terra,
ele mudou um paradigma e junto com ele, uma série de outras crenças
agregadas àquele paradigma. Copérnico não estava totalmente certo,
mas descobriu algo que não correspondia à realidade, a Terra não
era o centro do universo.
Ele fez
uma correção no mapa, e abriu caminho para que posteriormente,
outros cientistas avançassem e melhorassem o mapa de interpretação
do universo. Assim deve ocorrer com nossos paradigmas pessoais.
Não
devemos esperar obter um retrato exato da realidade da primeira vez
que refletimos sobre a questão, devemos formar um mapa, mas estarmos
conscientes de que ele pode estar errado (ou incompleto) e estarmos
preparados para questiona-lo e fazermos as alterações necessárias
à medida que vamos percebendo novas faces da realidade. Um grande
obstáculo para manter esse tipo de atitude com relação aos
paradigmas é que as pessoas se apegam à eles e temem altera-los.
De
alguma forma, a possibilidade de admitir que o que você sempre
acreditou sobre algo estar errado pode deixa-lo inseguro. Além do
fator orgulho, muita gente não muda de opinião porque não quer dar
o braço a torcer e adotar outro ponto de vista (mesmo que ninguém
saiba disto, são orgulhosas para si mesmas).
LEVANTAMENTO DE PARADIGMAS E MUDANÇA
Como então você irá descobrir seus paradigmas e muda-los se for
necessário? Descobrir não é bem a palavra certa, pois você já os
conhece, seria na verdade torna-los explícitos para que você possa
questiona-los e mudá-los.
Levantamento e mudança de paradigmas passo-a-passo
No dia em que estiver disposto a refletir sobre seus paradigmas,
separe um período em que você tenha tempo de sobra, não seja
interrompido e não tenha que sair correndo para algum compromisso.
Esta é uma tarefa que exige calma e tempo.
1º PASSO
Separe duas listas: a de mapas da realidade e a de valores. Cada item,
ou seja, objeto da realidade tem seus paradigmas e valores
relacionados, portanto as listas devem ser preenchidas ao mesmo tempo.
Separe temas que são importantes para você. (ex. família, sucesso,
sentido da vida, felicidade, saúde, etc). Na lista de paradigma você
deve escrever o que pensa sobre cada assunto e na lista de valores as
idéias resultantes, ou seja, no quesito família, por exemplo, qual o
modelo de família ideal. Os valores são pequenas frases ou apenas
palavras, os paradigmas são textos que explicam de que forma você vê
aquele assunto.
2º PASSO
O passo seguinte é questionar se você faz o que acredita ou se age
de forma contrária aos seus valores e paradigmas. Quando trazemos
nossas crenças mais íntimas para fora, podemos perceber que nossas ações
do dia-a-dia, mesmo que sem querer, podem não corresponder àquilo
que acreditamos, ou seja, pensamos estar indo para um lugar, mas
nossas ações diárias nos levam à uma outra direção
O
grande risco aqui é a autocorrupção, a tendência que temos de, de
acordo com a conveniência, mudarmos nossa linha de pensamento para
acreditarmos em algo que será de mais fácil absorção, ou não nos
machucará tanto. Descobrir, por exemplo, que a atividade à qual você
se dedica à anos está te levando para um lugar onde não deseja
estar pode fazer com que você acione algum mecanismo de defesa para
se proteger da decepção de ter dedicado tanto tempo à algo que
agora você vê como inútil.
3º PASSO
O terceiro passo é o teste de seus paradigmas através de projeções.
Por exemplo, você é solteiro e acredita que ter uma família é
fundamental. Em seus sonhos a família ideal tem dois filhos, mora num
bairro residencial tranqüilo, e uma série de detalhes que sua
imaginação é capaz de criar. O teste da projeção é tentar
imaginar com a maior veracidade possível essa realidade que você
acredita ser ideal. Em questões mais profundas, vale até ler livros,
assistir filmes para ajuda-lo a questionar-se se de fato o dia em que
conquistar aquilo que deseja, você se sentirá satisfeito, ou ficará
com aquela sensação "mas eu lutei tanto pra isso?!"
4º PASSO
Depois de identificar seus paradigmas e valores e questiona-los, o
quarto passo é verificar se há alguma mudança necessária a ser
feita. Mudar um paradigma ou um valor pode não ser tão fácil, mas
vale muito mais a pena do que dedicar tempo utilizando-se do mapa
errado e chegar em qualquer outro lugar, menos aquele em que você
gostaria de estar.
Sra.
Prof. Franciane Ulaf
É
criadora da técnica PEP. Atua como consultora em desenvolvimento
pessoal e profissional e na área empresarial em treinamento e
desenvolvimento de recursos humanos.
É autora dos livros "Planejamento Estratégico Pessoal",
"Manual de Administração do Tempo" e "Manual de
Definição de Metas". Possui formação acadêmica na área de
Administração de Empresas com especialização em marketing e
planejamento estratégico.
|
" DICAS
DA SEMANA "
Hoje são 5
Professoras/es
"Quem se
queima com leite, vê uma vaca e chora" - do editor...
Recompensando
aqueles que trabalham para você
Aqui vai algumas dicas que você precisa saber sobre as pessoas que trabalham
para você: - Os profissionais de hoje, - de qualquer nível - querem saber
porque eles estão fazendo alguma coisa. Não diga algo como,"Pare tudo que
você está fazendo, e conclua essa venda". Ao invés disso, invista 2
minutos do seu tempo para explicar a esse funcionário o porquê daquela tarefa.
Os profissionais de qualquer nível querem projetos desafiadores, e tem orgulho
de si mesmo quando cumprem com suas funções. Seja generoso quando um funcionário
termina um trabalho. Demonstre a sua apreciação e reconhecimento.
Os profissionais de hoje desejam ter acesso livre a seus supervisores, alguns às
vezes são um pouco envergonhados até que você realmente aprenda a abrir as
portas para eles. Reuniões onde você reúne grupos reduzidos de pessoas, e
pede por sugestões são uma boa maneira de conseguir o envolvimento das
pessoas.
Os profissionais de hoje querem sentir que o seu trabalho está fazendo diferença
para a empresa. Invista alguns minutos do seu tempo para explicar a eles que o
seu trabalho importa MUITO para o sucesso da empresa.
"Tempo investido com o seu funcionário, é tempo investido no futuro da
sua empresa."
Prof. Ricardo Jordão
"Uma sociedade de
carneiros acaba por gerar um governo de lobos"
(Vitor Hugo , escritor francês, século XIX
A qualidade não se resume unicamente em produzir muito e fazer bem feito.
Humanizar o ambiente de trabalho também é fator importante de qualidade.
Respeitar as diferenças, colaborar de boa vontade, comprometer-se com a
harmonia geral, é ter qualidade.
Para alcançarmos a qualidade total é preciso considerar, além da nossa
qualificação profissional, também o nosso aperfeiçoamento moral.
Pensemos nisso!
Luiz Aguiar Oliveira
"Esposas são
amantes para os jovens, companheiras para os adultos e enfermeiras para os
velhos"
Francis Bacon
"O maior
obstáculo - o medo
O maior erro - desistir
A melhor distração - o trabalho
O que nos deixa feliz - ser útil aos outros
A coisa mais bela do mundo - o amor"
(Madre Tereza de Calcutá)
Portanto: Não tenha medo, não desista nunca, trabalhe muito para servir bem e,
principalmente, ame o que faz.
"O elefante não sente
o peso de sua tromba" Provérbio angolano
Penélope charmosa
Elas têm bom gosto, poder aquisitivo e sabem muito bem o que querem,
principalmente em se tratando de carros. As mulheres representam hoje cerca de
35% dos compradores de automóveis do país, percentual que dobrou nos últimos
15 anos, fruto da ascensão feminina no mercado de trabalho.
Foi para atendê-las adequadamente - seguindo a idéia de encantar o cliente
para se sobressair num ramo amplamente competitivo - que os fabricantes de
carros resolveram investir em pequenas modificações e acessórios especiais.
As novidades vão do espelhinho para maquiagem ao protetor antideslizante para
sapatos. Até o design interno foi reformulado para se evitar que as unhas
quebrem ou que as meia-calças desfiem.
Mas para aqueles que pensam que elas só se interessam por detalhes considerados
como "frescura", estão enganados. As moças também não dispensam
rodas de liga leve ou vidros escurecidos - de acordo com o site Webmotors -,
acessórios almejados até então por inúmeros representantes do sexo
masculino.
Insituo MVC - Estratégia e Humanismo
FIDELIZAÇÃO
DE CLIENTES – MEDINDO, GERENCIANDO E CRIANDO VALOR
Thomas O. Jones
Autor do Livro Putting The Service Chain to Work – HBR
Se clientes satisfeitos são a alma de qualquer negócio bem-sucedido, clientes
fiéis são essenciais para a sustentação da liderança no negócio. Mas como
uma empresa evolui de clientes meramente satisfeitos para clientes absolutamente
fiéis ?
Muitas empresas acreditam que fornecer produtos e serviços continuamente
melhorados, a preços competitivos, seja o suficiente. Outras vão mais além,
proporcionando programas de benefícios para usuários freqüentes e descontos
preferenciais. Mas nada disso aumenta significativamente a fidelidade do cliente
a longo prazo.
Por quê? Por que a maioria desses enfoques não está centrada no cliente
individual e na sua definição individual de valor. Em vez disso, tratam os
clientes como uma grande massa sem muita diferenciação.
A chave para a fidelidade a longo prazo é expandir valor para o cliente com
base na sua definição individual de valor. Essa definição pode variar muito
de um cliente (por exemplo, descontos no preço) para outro (por exemplo, atenção
pessoal) e ainda para outro (por exemplo, acesso a informações).
As empresas bem-sucedidas em manter altos níveis de fidelização de clientes
nos apresentam algumas lições importantes sobre a fidelização de clientes:
Um bom produto ou serviço será sempre a base para o desenvolvimento da
fidelidade do cliente.
Sem ele, nenhum programa para fortalecer o relacionamento de uma empresa com
seus clientes será bem-sucedido.
As empresas devem desenvolver produtos e serviços personalizados de acordo com
o que os clientes individuais querem e não de acordo com o que as empresas estão
atualmente preparadas para oferecer ou de acordo com aquilo que acham que os
clientes querem.
Desenvolver a fidelidade do cliente deve ser um compromisso de toda a empresa.
Todas as atividades da organização devem servir ao objetivo de criar valor
para o cliente.
Reunir informações sobre os clientes não é tudo. Por mais sofisticada que
seja, a tecnologia da informação é simplesmente um instrumento para melhorar
a qualidade do produto e do serviço para atender às necessidades individuais
dos clientes.
O impacto econômico do foco de uma empresa na fidelidade do cliente torna-se
evidente apenas após um longo período de tempo. Portanto, a avaliação a
longo prazo do comportamento do cliente é essencial para se compreender o
retorno sobre o investimento em iniciativas de fidelização.
Sem avaliação, uma empresa pode perder prematuramente o seu foco na fidelidade
do cliente. - Nunca perca de vista as atividades dos seus concorrentes.
Questões-chave para você responder:
-
Como
a sua empresa poderia identificar os seus melhores clientes ?
-
Qual
é o principal valor do produto ou serviço de sua empresa para o cliente ?
-
Que
outras opções os seus clientes têm, dentro e fora do seu setor, para
obter este valor ?
-
Quais
deveriam ser os limites de seus serviços ?
-
Quais
são as oportunidades de que sua organização dispõe para captar informações
sobre seus clientes ?
-
Como
a sua organização poderia usar essas informações para fornecer produtos
e serviços melhores, talhados para as necessidades individuais do cliente ?
-
Que
inconvenientes o cliente tem ao fazer negócios com a sua empresa ?
-
Quais
medidas a sua organização poderia tomar para começar a reduzir os
inconvenientes e expandir o valor ?
A
partir das respostas a essas perguntas, você poderá iniciar o processo de
conduzir sua organização a tornar a fidelização de clientes parte integrante
de sua missão.
"
REFLEXÃO "
Falta ar e
sobram moscas, neste domingo de janeiro... - O sol frita as cigarras, dorme um
matungo azulado sua "sesta". Alguns frangos estão de bicos abertos, e
nos lagos de sombra, tem umas ovelhas bebendo. Pelos caminhos quentes, cruza a
sesta na lerdeza do verão. Olhos azuis de cardo, curioseam de longe, e assomam
pelas goteiras, olhos azuis de céu. Tudo é doce, de tão pobre!
Frente ao rancho de tábuas velhas, que anda com os 4 cotovelos feridos pelo
tempo, vende um rematador os pertences de um Peão velho. Há muitos
interessados, são vizinhos todos eles, rapazes que até pouco
tempo, o chamavam de avô.
Recostado no palanque, olha tristão o velho. Tem ido a comprar barato coisas
que não tem preço, e pensa com amargura... "Já não dá gente boa o
tempo"...
Que vale este par de esporas ? E as rodelas de ferro, eram como duas lágrimas
que chorassem pelo dono. - Com elas, saiu a ganhar já faz muitos invernos, a
noiva num bagual branco, a vida num bagual negro.
Os moços sobem
a oferta, dou 10, 15, 20 reais. Disputam como urubus o coração do Peão velho,
e ao escuta-los, fica roxo de vergonha o Ipê. São suas as esporas! diz para um
o leiloeiro.
Tem lhe vendido
as choronas, logo hoje, que no palanque da vida, atou seu bagual mais negro, e
pensa com amargura... - Já não dá gente boa o tempo...
Sacam a venta um poncho onde chovem os fiapos, para molhar os olhos a quem o
leve. - Tem a boca cerzida, e o gastou tanto o tempo, que ao transluz do
sol se vê a história do velho. -
Guampas,
tesouras e facões, o crivaram de furos, mas sua filosofia sempre lhe põs
remendo. - De dia com um azul claro, de noite com um lucero. - Eu pago toda a
plata que tenho! - Boa sua oferta, se não tem quem de mais o queimo:- diz o
leiloeiro ? - Então cai o martelo no duro do silêncio.
Um moço leva o poncho, e ali cerca o Peão velho, está tremendo de frio numa
tarde de janeiro, e pensa com amargura...Já não dá gente boa o tempo...
Assim perde na descida do martelo o que ganhou na dura subida da vida. - Uma por
uma as ovelhas, peça por peça seus pertences. Quisera salvar do lote seu
matungo azulão, para que o pegue a noite num cavalo estreleiro. -Não tem mais
que um, um, e esse, o queima o Leiloeiro.
Aí termina o remate, cobram suas contas os bancos. - Agora sim, ao vê-lo à
pé, tão amargo, tão desfeito, todos os rumos armam os laços dos caminhos, e
são como 4 laçadores que estão esperando ao Peão velho, que quando quiser
sair, vão dar contra o solo.
Então aqueles moços, se acercam a defende-lo, e os mais medonho lhe diz, entre
tremor e risonho.. - Todos compramos seus pertences, para que salvasse-los
avô!
Aqui tem suas esporas, aqui tem seu cavalo, um lhe traz nos braços, igual que
uma criança os arreios; outro lhe amorna as mãos com aquele poncho de fiapos;
outro que não comprou nada, lhe estampa na frente um beijo, porque segue dando
gente...mui linda gente o tempo!!!
Adaptado do
folclore Uruguaio pela Equipe do SDR
" PIADAS "
Eram uns amigos
que sempre iam ao futebol juntos, mas desde que um deles casou, não se reunia
mais com os outros. Um dia se encontram e cobram dele uma posição... Mas
homem, - Que desde que casaste não apareces mais para ir ao futebol, qual é
meu...
Pois é, é que quando digo que vou no jogo, ela fica uma arara, e eu para não
deixar mais brava, desisto de sair...
Mas meu amigo, o que tens que fazer, e dar umas boas de umas palmadas nela, para
mostrar quem manda na casa...
Mas capaz, será que é isso mesmo ?
Podes provar que vai dar certo...me faz caso...
Depois de várias semana, se cruzam os amigos de novo e o conselheiro lhe
pergunta... - E aí ? que qui foi meu...Fizestes o que tinhas que fazer...?
Sim fiz!!! No domingo passado que marcamos futebol, me aprontei para sair, ela
começou a gritar e berrar, aí decidido peguei ela, botei no colo, levantei a
saia, baixei a calcinha quando olhei a bundinha dela, - pensei... - sabes uma
coisa, que me importa a mim o futebol, campeonato, amigos, cervejas...
O Homem perfeito...
O homem perfeito é lindo;
tem um pouco de mistério;
é belo quando está rindo
e é belo quando está sério.
O homem perfeito é bom,
tem um jeito carinhoso;
quando fala, em meigo tom,
causa arrepio gostoso.
O homem perfeito é fino,
é solícito, é fiel,
tem a graça de um menino
e é mais doce que o mel.
O homem perfeito adora
dar flores, botões de rosa,
a alguma velha senhora,
ou a uma senhorita idosa.
O homem perfeito tem
energia, não se cansa:
lava louça, enxuga bem,
gosta muito de criança.
O homem perfeito é
sensível à grande arte;
gosta de dança e balé.
Nunca haverá de magoar-te.
Encerrando - finalmente
os versos que perpetrei,
devo dizer-te, somente:
O homem perfeito é gay
O médico mantinha um romance com a enfermeira. Ao pouco tempo engravida e como
não sabia o que fazer para manter oculto o idílio, da uma boa grana e manda
ela para Itália, até ganhar o filho. - Ela perguntou antes de sair, como
avisar quando o bebe nascesse... - Manda uma postal avisando
"espaguete", que eu me encarregarei das despesas. - Passaram 6 meses e
a esposa do médico entrega uma postal quando este chega em casa, dizendo que não
tinha conseguido entender a mensagem... - O marido pega a postal e sobe as
escadas para ler escondido, mas cai fulminado por um enfarte... Chegam ao pronto
socorro e no CTI o Medico chefe, pergunta a mulher que tinha precipitado tal
enfarte e a esposa diz: - Não sei, subiu as escadas com uma postal da Itália
que dizia, - "Espaguete, Espaguete, Espaguete, Espaguete - 2 com salsicha y
almôndegas y 2 com ostras...
Duas garotas conversando no bar.
- Ontem fez duas semanas que eu conheci o Juvenal e ele já me pediu em
casamento - diz a primeira.
- Eu não acredito! Pois há um mês atrás ele me fez o mesmo pedido.
- É mesmo? Bem que ele me disse que antes de me conhecer fez um monte de
burradas!
Fulana e Fulano se viram por 1ª vez na praia, se olharam, apaixonaram e
imediatamente casaram!!!
Na lua de mel, Fulano diz:
- Amor...a partir de agora vou te chamar de Eva!!!
Mas porque Eva diz ela...
Por que tu es minha primeira mulher...
E tu vás a ser meu Peugeot diz ela...
Porque Peugeot diz ele, todo feliz...
Por que tu es meu 203!!!
|