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Os 5 SENTIDOS DA VENDA - Um caminho sensorial para vender

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psicólogo e prof. DAVID CUADRADO i SALIDO

Nascido em outubro do 68, David é bacharel em Psicologia Industrial pela UB e é Mestrado em Análise e Condução de Grupos. Pós-graduações em Gestão de MPGE e Formação de consultores. assistiu a numerosos programas de formação em habilidades diretivas e comerciais. Título de People Capability Madurity Model da Carneggie Mellon University.

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Foi diretor de formação de Montaner & Associados, de Yeti Clube e de Strategic Company antes de montar VIVENTIA, sua própria consultoria em formação e desenvolvimento organizacional. Formou a mais de 15.000 diretores e comerciais de 250 empresas diferentes. 

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Autor dos livros: A União faz a força? e Os 5 sentidos da Venda, escreve habitualmente para a revista Mk Marketing+Vendas e Capital Humano. Membro da Junta Diretiva de Aedipe Cataluña, sócio de AIJEC e do Clube de Marketing Barcelona da que é patrocinador de seu comitê comercial, faz parte de Consell Assessor da Formació da Diputació de Barcelona e da Revista de Aedipe Cataluña. É professor do Master de Recursos Humanos do CEF e em EADA e professor Master de Grupos da UB.

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VIVENTIA consultoria  -  DAVID CUADRADO i SALIDO

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SOU PSICÓLOGO, PROFESSOR E ESTOU no mundo da formação PROFISSIONAL EM VENDAS desde 1991. Não sei se é muito ou pouco. Mas alguns milhares de pessoas passaram por meus cursos. Mais de 10 ou 12 mil, não o sei com exatidão. E, com eles, passaram seus medos, episódios e exemplos. Deixem-me dizer-lhes o primeiro de todos esses medos... A frase que quiçá mais vezes tenho escutado num curso. Especialmente no início dos mesmos: Eu não preciso um curso de vendas.

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E, em parte, é verdade, tem sua lógica. Se cremos que nossa atuação está sendo sobressalente, excelente… para que ir a um curso de vendas? Se quem falha é marketing ou I+D, a política financeira ou a climatologia… faz sentido ir a um curso de vendas...? Pois bem, ainda no hipotético caso de que o que falhasse estivesse sempre fora de um mesmo (coisa farto improvável) e que só nós estivéssemos realizando corretamente nosso trabalho, mesmo assim faria sentido ir a um curso de vendas e formar-se.

No outro dia escutei uma entrevista com a nadadora mais laureada da história de Espanha. Uma das melhores nadadoras de nado sincronizado do mundo. Que faz Gemma Mengual quando não compete...? Treina. Aprende o modelo que depois utilizará na competição até que o interioriza completamente.

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E que faz Tiger Woods, quiçá o melhor golfista da história? O mesmo... Treina! E Robinho, e Ronaldinho, Felipe Massa ou qualquer desportista profissional que se aprecie. E os neurocirurgiões quando se preparam para uma operação. E os pintores, os cientistas ou os astronautas...

Treinam. Aprendem modelos e os seguem. Observam-se seguindo o modelo e aprendendo, não do resultado… senão do mesmo processo. Isso é (ou deveria ser) um curso de vendas. Ter um modelo real, aplicável e útil que todo comercial deveria seguir observando-se a si mesmo como se se visse num filme.

Tão negativo é pensar que a formação e/ou os modelos não nos ajudam em absoluto, como pôr em mãos dos cursos todo o sucesso de um negócio em vendas. Em mais de uma ocasião me encontrei comerciais que deixaram na mão da climatologia todo o sucesso das vendas:

no mundo dos sorvetes, dos refrigerantes, dos móveis, da roupa, do turismo, das auto-peças… como se a melhora das vendas da concorrência na mesma época do ano, tivesse sido um fator inexplicável.

Por outro lado, ainda lembro daquela companhia que queria contratar-me para fazer um curso de vendas e assim conseguir que seu produto (uma máquina de limpar ao vapor, concorrência de uma que se anunciava na tv) vendesse-se mais. Ao perguntar sobre suas vantagens competitivas descobri que não era, nem melhor, nem mais barata, nem mais atrativa, nem com melhor serviço pós venda, nem melhor logística… nem nada de nada. E para valer o diretor acreditava que com um curso íamos solucionar semelhante problema de falta de valor!

E com esse objetivo em mente desenhei faz tempo um modelo chamado “Os 5 sentidos da VENDA”....

VENDA, neste caso, é o acrônimo de VALIDAÇÃO (da informação de nosso cliente),

ENTRADA (em sua mente e seus motivadores de compra),

NECESSIDADE (não satisfeita do cliente),

TRANSMISSÃO (adequada e personalizada dos argumentos),

AÇÃO (de tratamento de objeções e fechamento).

Os seguintes parágrafos que apresentamos a seguir são um extrato ou resumo do livro publicado em maio do 2007 e que representa justamente um modelo de treinamento para aumentar, dia a dia, nossa competitividade e profissionalidade nas vendas. A pergunta que se nos poderia ocorrer ao ver que o livro tenta relacionar um modelo em técnica de vendas e o mundo da prova sensorial de vinhos é:

Que têm em comum a cata de vinhos e as vendas?: Seguro que o primeiro em que pensamos é nos almoços de negócios regados com um bom vinho de alto valor. Ou, sendo criativos, imaginar-nos uma reunião de negócios numas adegas.

Isso foi o que pensei quando conheci a Alfred Peris. Ele é um dos melhores vinólogos (experientes em vinho) e vinógrafos (jornalista sobre vinhos) deste país. Sua paixão era levar o conhecimento do mundo do vinho à empresa. Para que todos os que fazem negócios em almoços ou jantares e sentam-se a uma mesa e bebem vinho, saibam realmente apreciá-lo em sua completa intensidade. Seu método era do mais eloqüente...

Levar os 5 sentidos ao vinho. Aprender a fazer provas sensoriais. E isso foi o que me chamou a atenção. Que ambas as coisas, saber vender e saber beber, precisavam dos 5 sentidos completamente. Dessa idéia inicial surgiu uma colaboração que desembocou neste modelo que brevemente apresentamos: Os 5 sentidos da VENDA.

Assim, começando pelo ouvido: O experiente em vinho nos mostra a lírica do vocabulário da cata. Sabe que um vinho nunca tem sabor ou cheiro a vinho. Um vinho pode saber a recordações de bosque, a frutas especiais, a fragrância de flores ou ao passeio tomado da mão de tua companheira pela beira mar. Mas não a vinho... Há que saber escolher sempre o vocabulário mais adequado. Assim se comunicam os experientes entre eles. E assim, sabem-se escutar. Escutar ao experiente e distinguir os falsos mitos das verdades do vinho. Desmontar os tópicos e centrar-se no verdadeiro.

Por seu lado, o comercial sabe que seu sucesso radica em sua capacidade de escuta, em pôr todo a atenção em seu cliente e em obter a máxima informação. Sabe pôr corpo e cara de estar escutando com alma e vida. Sabe eleger as palavras e o vocabulário que demonstram ao cliente que conhece seu negócio e entende suas necessidades. Sabe eleger, entre todas as fontes de informação que tem sobre seu cliente, as que são principais para poder oferecer o que ele precisa. sabe Utilizar sistemas de administração comercial com ferramentas de CRM (Customer Relationship Management) e de escuta ativa como passos principais e primordiais no processo da venda.

Seguindo um ordem lógica, o seguinte sentido é a vista: O catador admira a cor do vinho, aprecia sua paleta cromática, sua intensidade, sua juventude ou velhice. Sabe antecipar, só olhando, se o vinho tocou madeira ou não, se está em sua plenitude ou já começou a morrer. Qual de entre um conjunto deles é mais jovem e qual já deu grande parte do que tinha. Fixa-se em sua luminosidade e transparência ou na presença de matérias em suspensão. Trata, em definitiva, de prever o que depois encontrará em nariz e em boca.

O comercial, por sua vez, sabe que deve cuidar a entrada tendo em vista para no provocar no cliente uma sensação de rejeição. Sabe que os primeiros instantes são essenciais. Sabe começar a identificar necessidades não satisfeitas para podê-las solucionar. Em definitiva, põe em prática técnicas de perguntas para prever o que depois deverá argumentar de forma convincente.

Com o olfato: O catador descobre os aromas primários, secundários e retro nasais. Sabe que os primeiros os dá o tipo de uva e suas variedades: Aromas florais, frutíferos, minerais… Sabe que um vinho banco só pode cheirar a flores e frutas brancas, e que um vinho tinto só cheira a flores e frutas vermelhas. Aprecia em toda sua profundidade o que o vinho transmite e as recordações que acorda nos secundários, os aromas gerados pela fermentação. E explode finalmente os aromas da criação no barril e o redutivo em garrafa.

O comercial, igualmente utiliza seu olfato para saber o que precisa seu cliente e, ademais, por que o precisa e como decide seu compra: seus motivos ocultos. Sabe que uma coisa é o que aparenta precisar… e outra o que realmente precisa. Sabe distinguir entre necessidade de produto ou serviço e motivador interno de compra.

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E assim, apreciando o comportamento interno de decisão dos clientes, sabe apreciar em sua justa intensidade aquela famosa frase DO PROF. DALE Carneggie (EXCELENTE MATÉRIA): A mim, encantam-me os morangos mas, quando vou pescar, ponho MINHOCAS no anzol. Porque a mim me encantam os morangos… mas aos peixes não.

Chegando ao gosto: O catador degusta o vinho, aprecia a primeira impressão em sua chegada a boca, observa e sente sua acidez, sua estrutura tânica, sua textura... Em definitiva, descobre porquê umas garrafas são únicas, sublimes, incomparáveis, e outras somente garrafas de vinho... Sabe deixar entrar o vinho em sua boca para apreciar toda sua intensidade. Rompe-o com ar, sorve-o, passeia-o pela língua, pelo paladar e o leva até o final da boca para apreciar se tem um plácido regosto amargo.

Obviamente, este é o momento no que o comercial transmite os argumentos que foi desenvolvendo, com o máximo gosto possível, para adequá-los ao máximo a seu cliente. Sabe passar das características aos benefícios. Sabe construir o que comporá o argumento perfeito: se sê o que quer ou precisa meu cliente e sei porquê compra (os motivadores internos de decisão) saberei que dizer-lhe exatamente para vender-lhe minha solução de acordo com a sua necessidade.

E ao final o tato: O experiente em vinho sabe que não nos referimos tanto ao aspecto físico senão de como cuidar o vinho, como interpretar sua evolução. Quando comprar ou como guardar… ou melhor ainda, porquê não guardar e tomá-lo já. Se um vinho se sacou ao mercado para ser tomado numa data… porquê deixá-lo meses encerrado num espaço não adequado... Assim mesmo conhecerá com que deve tomar-se um determinado estilo de vinho, se iniciará no casamento e novamente fugirá dos tópicos para chegar ao autêntico.

Assim mesmo, o comercial, chegando a este sentido saberá como cuidar ao cliente e saberá fechar a venda. Como utilizar técnicas de fechamento e tratamento de objeções que lhe permitam fechar com assertividade: com segurança e confiança mas sem ser agressivo. Mantendo a fidelização do cliente como objetivo último neste processo e fomentando uma relação de sincera confiança.

Lhes agradou a metáfora? Pois esta é a tese do meu livro: "Os 5 sentidos da Venda" que Alfred Peris, o vinólogo e eu mesmo, David Quadrado, escrevemos a quatro mãos. Obviamente há bem mais nele e ali explicamos não só o modelo, senão também as ferramentas para atingí-lo.

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