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Quando
falo do tema das reuniões de vendas não posso deixar de lembrar-me de
uma cena do filme Glengarry Glen Rose. Aparece Alec Baldwin como um
comercial estrela da central da companhia que vem motivar à equipe de
comerciais de investimentos imobiliários que está numa dinâmica de
abandono e desmotivação (MATÉRIA
IMPERDÍVEL). Eles insistem que o problema é a falta de
fichas boas para ter visitas eficazes. Ele afirma que o problema é a
falta de capacidade da equipe de vender e por isso vem dizer-lhes como
fazê-lo.
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A
cena da reunião é absolutamente antológica. Sem dar nem um segundo de
respiro, xinga-lhes, vexa-lhes, afirma que lhes falta o que há que ter
para vender, mostra-lhes o modelo comercial AIDA
(MATÉRIA
RECOMENDADA) e
acaba ensinando os prêmios comerciais desse mês:
•
O
primeiro comercial: um Cadillac.
• O
segundo: um jogo de facas.
• Os
demais: serão demitidos.
Recomendo-lhes
o filme e especialmente essa cena. É o melhor exemplo do que NUNCA
deveria fazer numa reunião. E seguro que vocês não assistiram nunca a
uma reunião semelhante… ou
sim? Com um nível
de agressividade tão alto seguro que não, ainda que eu vi coisas
realmente surpreendentes (ver
anotação da realidade).
Mas com um nível de ineficiência semelhante seguro que tem múltiplos
exemplos. Porque, em realidade, para que devemos fazer reuniões de
vendas e como deveriam ser...?
Anotação
da realidade: A reunião motivadora: Numa
famosa empresa de seguros eram muito conhecidas e temidas as reuniões
de vendas. A diretora comercial tinha merecida fama de ser muito
agressiva e de refletir, de forma direta e dura, os resultados
negativos de sua equipe comercial. Quando fazia as reuniões de ciclo
para falar dos resultados sempre pedia a um ou dois dos comerciais
para ir na frente do resto dos colegas e diretores (+- 400 pessoas)
e pedia aos participantes um forte aplauso para os piores comerciais
do mês que seguiam batendo recordes de ineficiência uma vez mais.
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E
ainda explicava que se continuassem por esse caminho, cedo teremos o
prazer de não voltar a contar com vocês; e ainda agradecia por serem
um exemplo vivente para os demais do que não dever fazer-se. Não
cabe dizer que, evidentemente, quando chegava o momento da reunião
comercial muita gente faltava por doença e que esse tipo de reuniões
não serviam para nada mais que humilhar, sem conseguir o objetivo de
motivar. O pior é que muita gente pensa que é a melhor forma de
levar uma reunião.
O
primeiro que deve propor-se um líder comercial ou de marketing que
organiza uma reunião é a finalidade da mesma e como levá-la para
conseguir os objetivos, sem cair nos numerosos erros que
tradicionalmente cometemos. Uma convenção ou reunião de vendas não
deve fazer-se sem motivo específico, porque chega o final de ciclo ou
porque nos faltam semanas para acabar o ano e nos damos conta que não
vamos conseguir os objetivos e queremos sacar da galera um truque mágico
que nos faça alcançar os números. Uma convenção ou reunião de
vendas deve fazer-se só quando realmente tenhamos um motivo e um plano
a seguir para poder resultados da mesma, como descrevo abaixo:
•
Obter
um conjunto de boas práticas.
• Formar
nas técnicas de uso e argumentação de um novo produto ou campanha
comercial.
• Estabelecer
uma promoção comercial de forma a motivar a equipe.
• Reconhecer
e recompensar uma campanha bem executada.
• Conseguir
um grupo de boas idéias que permita aumentar o rendimento, a forma de
comercializar ou os resultados de forma real.
Mas,
quantas vezes nos encontramos que ao finalizar a reunião nos
perguntamos para que foi convocada, e o que teria acontecido se não tivéssemos
assistido? E é que é normal cometer algum dos seguintes erros
continuamente:
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1.
A reunionitis crônica: Convocar
reuniões sem objetivos concretos, porque toca e assim a equipe se
conhece e se relaciona. Nada mais é do que uma desculpa para ter um
momento lúdico de interação que não serve para obter resultados.
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2.
Prescrever a doença como remédio: Imagine
que numa visita ao médico, este lhe dissesse ante sua queixa de que lhe
dói a cabeça: “pois
que deixe de doer-lhe”.
Seguro que você ficaria irritado, verdade? Pois é o que ocorre quando
o líder comercial prescreve ante o problema de falta de resultados:
"O que há que fazer é vender mais". "Como?"
perguntam os comerciais. "Pois vendendo", responde o líder.
As vezes costuma adicionar: "Vocês sabem como" ou "se
tenho que dizer como fazê-lo talvez você não sirvam para a função,
ou alguma coisa do tipo. Em realidade é a prescrição de quem não
sabe como e não tem solução, ou seja é incapaz de lidar com a
liderança de uma força de vendas (SALA).
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3.
Mais do mesmo: É o
que sucede quando, reunião após reunião, o diretor ou responsável
insiste continuamente nas mesmas soluções mesmo quando
tradicionalmente não nos deram o resultado esperado. Vai na contramão
desse ditado tão conhecido que diz: "Se segue fazendo o mesmo que
fez até agora, seguirá conseguindo o mesmo que conseguiu".
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Anotação
da realidade: Mais do mesmo: Era
uma companhia que vendia alimentos infantis. Levavam uns anos de dinâmica
comercial negativa (MATÉRIA
RECOMENDADA).
Cada ano vendiam menos. A natalidade diminuía, a pressão sobre os
pediatras aumentava e os resultados não eram os esperados. Ao pouco de
começar a reunião já se tinha decidido a solução: Aumentar o número
de visitas aos pediatras para pedir a prescrição. Perguntei que tinham
decidido na anterior reunião e me comentaram que o mesmo. E na
anterior, e na anterior… Levavam algumas reuniões já decidindo o
mesmo e com o resultado conhecido por todos. Ao fazer-lhes ver essa
incongruência começou uma dinâmica diferente na que se produziu um
processo de criação de novas idéias.
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Algumas
arriscadas, outras francamente boas: Vender papinhas em geriatrias para
anciãos com problemas de mastigação, para doentes com problemas
digestivos, mudar o formato para fazer envelopes de porções
individuais, direcionar as vendas para hotéis ou restaurantes,
prescrever de forma diferente para diferenciar-se da concorrência. Em
fim, um monte de sugestões que se acabaram radicalmente quando o líder
comercial, cada vez mais nervoso, finalizou a reunião dando um soco na
mesa e solicitando, que deixassem de tolices e aumentassem as visitas
aos pediatras. Adivinham o que aconteceu com as vendas esse ano...?
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4.
Ir à solução antes que ao problema: Num
famoso episódio de Albert Einstein (LEIA
ESTA HISTÓRIA) lhe
perguntaram que faria se soubesse que numa hora um meteorito aniquilaria
a terra; rspondeu dizendo que dedicaria 55 minutos a analisar o
problema. E é que não há boas ou más soluções por si mesmas, senão
boas ou más propostas de problemas. E com freqüência nos encontramos
que nas reuniões não dedicamos muito tempo à análise das situações
e vamos diretamente a propor alternativas de solução.
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5.
A paralisia por análise: Justo
o contrário, quando analisamos sem fim e não somos capazes de chegar a
uma solução. Dá medo tomar uma decisão e pretendemos, como diz o
provérbio árabe: Que se esperamos o suficiente veremos passar pela
porta o cadáver de nosso inimigo e assim, magicamente, se solucionarão
os problemas.
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6.
Dinâmicas internas negativas: Este
apartado o veremos no seguinte capítulo desta série. Por enquanto o
reservo para tratar logo mais...
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Estes
erros acontecem com mais freqüência do que o desejado e suas conseqüências
são conhecidas por todos: Desmotivação, Dinâmica circular que se
retro-alimenta de desconfiança e Nula orientação aos resultados, o
que produz pouco envolvimento da equipe.... O
que a seguir vamos apresentar-lhe são duas ferramentas muito poderosas
para evitar estes erros e dar sentido e eficácia a suas reuniões
comerciais:
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o
DM3 (DESEJO, METAS, MÉTODOS e MEDIDAS) e o quadro de Fluir.
Com freqüência, quando
numa reunião devemos decidir que fazer e como desenvolver para conseguí-lo,
duvidamos entre o plano de ação hiper-detalhado onde não existe lugar
algum à livre decisão dos participantes, ou a plena liberdade e
improvisação sem decidir alguns passos concretos que garantam uma
verdadeira qualidade do processo.
Anotação
da realidade: alguns exemplos: Existem
multinacionais que utilizam ferramentas similares para determinar o
processo de determinação de objetivos de forma vertical: Desde a
direção geral até o último comercial realizam este sistema. O
primeiro nível hierárquico desenha dois ou três desejos que descompõem
em várias metas. Estas passam a ser os desejos do nível hierárquico
inferior, elegendo só as que lhes correspondem de forma funcional.
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Por
sua vez dividem seus desejos em várias metas que, novamente, passam a
ser desejos do terceiro nível. Aí já se desenvolve todo o processo
inteiro, até as medidas. Posteriormente se renegocia para acima para
comprovar a bondade do sistema. Empresas como Procter & Gamble (HISTÓRIA
DA MARCA) ou Henkel
o utilizam com outros nomes. Em algum outro caso inclusive nas reuniões
internas a direção exige que se entregue um DM3
como resultado final ou que se realize nos processos de negociação
multifuncionais.
Ademais
é difícil motivar-se com aquilo que não entra dentro de nosso próprio
sistema de eleição. Como na metáfora da omelete de presunto, a
galinha se sente implicada no processo porque numa ocasião depositou um
ovo, mas uma vez feito o processo, nunca mais se soube dela; enquanto o
porco teve que se comprometer no ato já que para dar o presunto teve
que ceder parte de si de forma permanente e definitiva.
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Para
entender-nos: quando o comercial só recebe instruções fechadas, sem
nenhum tipo de possibilidade de participar no processo, é difícil
passar além do envolvimento e, quase nunca se chega ao compromisso.
Propomos
uma ferramenta que pode superar esse erro: DM3: DM3
provém de DESEJO,
METAS, MÉTODOS e MEDIDAS.
É uma ferramenta muito precisa para passar de uma idéia pouco concreta
e inespecífica, até um plano de ação minucioso, detalhado e
comprometido com todos os participantes do processo.
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DESEJO
faz referência a uma idéia inespecífica e genérica que queremos
conseguir: Utiliza
verbos em infinitivo como atingir, conseguir, superar, ganhar… mas
sem especificar que há que fazer. É o que surge de uma reunião
quando sabemos o que queremos atingir mas não temos claro exatamente
o "que
e nem como".
Costuma se decidir em uma escala hierárquica elevada e passa aos níveis
hierárquicos inferiores, subdividido em metas. Quando se realiza de
forma individual ou em grupo homogêneo representa o motivo pelo que
nos reunimos e o que queremos atingir. Não é conveniente colocar
mais de dois ou três desejos num método de DM3 já que ao
descompor-se de forma sucessiva em várias alternativas, o processo
pode crescer de forma descontrolada.
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A
META é a expressão prática de um desejo: Representa
o que queremos conseguir e, ainda que não é um plano de ação
concreto, mostra os caminhos que devemos seguir para atingir o desejo.
Se a meta é suficientemente ampla para ser trabalhada com comodidade
é porque provavelmente seja um desejo. Para que o processo seja claro
deve perguntar-se, uma vez que comece a baixar, se a soma das metas
definidas dá a consecução do desejo de forma completa ou, no mínimo,
num grande percentual. Não exponha mais de duas ou três metas por método
e lembre que uma meta pode servir para mais de um desejo, mas que não
podem ter desejos que não se descomponham em metas.
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O
MÉTODO é COMO vamos conseguir a meta: Agora
sim que expressamos uma ação concreta. Ainda não sabemos nem quem o
faz nem quando, mas sabemos a forma na que vamos conseguir. Deve ser já
expressado de forma específica e sem que reste lugar para dúvidas
sobre os passos a dar. Normalmente a passagem de meta a método é o
mais complicado e o que mais erros cria. Se não tem claro se está
realizando corretamente o processo pergunte-se se ao determinar o método
fica claro sem nenhuma dúvida, o que se espera que desenvolvamos como
grupo ou pessoas individuais? Temos claro quais são os passos a
seguir para atingir a meta superior? Novamente vários métodos podem
fazer parte de uma meta e é o nível menor que permite ser
comprometido num grupo. Você pode, inclusive definir os desejos. Pode
compartilhar ou não as metas. Mas é obrigatório que abra o processo
nos métodos se quer que este motive ao compromisso.
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MEDIDAS
É o seguinte passo - é o mais fácil de determinar em papel: Mas
quiçá o mais difícil de levá-lo à prática. As MEDIDAS são a
determinação de QUEM faz, QUANDO o deve fazer, quem é o RESPONSÁVEL
de controlá-lo, ONDE executa e QUANTO vai custar-nos. Deve ter um
grupo de medidas para cada método e deve ser muito claro e específico
ou senão, se encontrará que não serve para nada e ficarão num
processo de boas intenções e nada mais.
Vejam
a seguir um exemplo bastante real de elaboração de um DM3:
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DESEJO
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MODO
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MÉTODO
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MEDIDAS |
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AUMENTAR
AS OPORTUNIDADES COMERCIAIS DAS PAPINHAS |
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CONSEGUIR
NOVOS TARGETS |
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MODIFICAR
OS FORMATOS PARA NOVOS CANAIS |
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REALIZAR
UMA REUNIÃO INTERNA COMERCIAL COM UM
PROCESSO DE BRAINSTORMING (tempestade DE
IDÉIAS)
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PROMOVER
UMA REUNIÃO COMERCIAL COM UMA EMPRESA
ESPECIALIZADA EM ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL O
PARA 3ª IDADE.
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REALIZAR
UMA REUNIÃO INTERNA COMERCIAL COM UM
PROCESSO DE BRAINSTORMING (tempestade DE
IDÉIAS)
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REALIZAR
UMA REUNIÃO INTERNA COMERCIAL COM UM
PROCESSO DE BRAINSTORMING (tempestade DE
IDÉIAS)
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TODA
A EQUIPE NA PRIMEIRA SEGUNDA FEIRA DO MÊS
SEGUINTE; NOS ESCRITÓRIOS; A CONVOCA A
ASSESSORA/R DO LÍDER COMERCIAL.
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O
DIRETOR DE MARKETING CHAMARÁ AO DIRETOR
GERAL DA COMPANHIA x E LHE INFORMARÁ NA
SEGUINTE REUNIÃO QUANDO PODEM ESTABELECER
OS OBJETIVOS.
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TODA
A EQUIPE NA PRIMEIRA SEGUNDA FEIRA DO MÊS
SEGUINTE; NOS ESCRITÓRIOS; A CONVOCA A
ASSESSORA/R DO LÍDER COMERCIAL.
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O
LÍDER COMERCIAL E UM GERENTE REGIONAL
REPASSARÃO A I+D AS CONCLUSÕES DA REUNIÃO
DE IDÉIAS.
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Se
seguir o processo de forma firme e coerente, se encontrará com uma
eficaz ferramenta de elaboração de objetivos de forma compartilhada,
clara e que leva a um conjunto de ações concretas que, ao ser
realizado de forma participativa e aberta a novas idéias, eliminará
grande parte dos erros mais freqüentes antes descritos, e promoverá o
compromisso da equipe comercial. Mas não alcança com saber definir
objetivos. Também devemos conseguir que estes sejam motivantes em si
mesmos. Para isso deixe-me falar-lhes de quem melhor trabalha o conceito
da auto-motivação ou objetivos autotélicos (cuja
finalidade está em sua própria (realização).
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O
PSICÓLOGO Mihaly Csikszentmihaly (ele mesmo pede perdão por seu nome
em seu famoso Best Seller “Fluir”) fala de dois conceitos que devem
relacionar-se nos objetivos que têm motivação por si mesmos. Durante
25 anos tem estado estudando o conceito da felicidade e da auto-motivaÇÃO,
provavelmente a única motivação que existe. Fez uma investigação
que chegou a ser um clássico no tema.
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ASSIM
Deu a um grupo muito numeroso de pessoas (mais de cem mil chegaram a
participar num ou outro momento) algo parecido a Uma procura do que,
aleatoriamente, fazia um som Num determinado número de vezes ao dia.
ASSIM Pediu aos participantes no experimento que, quando escutassem o
som, deixassem de fazer o que estivessem fazendo e escrevessem numa
agenda se estavam satisfeitos, felizes ou não, com a atividade e porquê.
A partir daí chegou a uma determinação.
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Há
dois fatores que contam no momento de conceder uma experiência
auto-motivadora ao trabalho realizado: A capacidade para faze-lo e a
dificuldade da tarefa.
A teoria funciona mais ou menos assim:
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Se
fazemos tarefas cuja dificuldade vai além de nossa capacidade para fazê-las,
entramos progressivamente numa situação de estresse e ansiedade que,
ao longo do tempo, provocará desmotivação, absentismo, reações
psicossomáticas, alienação com o meio trabalhista, escasso
envolvimento com os objetivos. Se a dificuldade da tarefa é
evidentemente inferior a nossa capacidade para executá-la, se imaginam
o que sucede...? Efetivamente, que entramos progressivamente numa situação
de estresse e ansiedade que, A MÉDIO E LONGO PRAZO, provocará
desmotivação, absentismo, reações psicossomáticas, alienação com
o meio trabalhista, escasso envolvimento com os objetivos…
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Ao contrário, se a dificuldade da tarefa e nossa capacidade para
realizar o trabalho coincidem, podem chegar àquilo que ele denomina
"Fluir", estado de fluxo, em que a ação que desenvolvemos é
motivadora por ela mesma. Por sorte todos temos estado em alguma ocasião
numa situação na qual nos sentimos tão motivados pelo que estávamos
fazendo que o tempo passava voando, a fome e o sonho se relativizavam e,
em certa forma, não queríamos que acabasse o trabalho. E isso ocorre
com desportistas em sua competição preferida, comerciais com um
cliente que Lhes EXIGE o máximo ou GERÊNCIAS DE PRODUTOS desenhando a
melhor estratégia possível para um novo produto NO PRÉ-LANÇAMENTO.
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E isso marca um quadrante
que rapidamente nos pode ajudar a posicionar os objetivos que devemos pôr
à equipe. O primeiro que deve fazer é estudar e analisar as diferentes
concorrências de cada um dos membros de sua equipe. Posteriormente
posicionar na gráfica de "Fluir"
cada membro segundo seu posicionamento e, para finalizar, fazer um plano
de ação (lhes
recomendo uma ferramenta chamada DM3, lembram?)
para conseguir fazê-los levar até a linha central de fluxo. A partir
de aqui tudo consistirá em não baixar o ritmo.
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Só
maus uma detalhe para finalizar: Se olhar o quadrante verá que não
começa em "0’0" senão com um nível de dificuldade algo
mais elevado do que a capacidade... Por que? Para cumprir com o que o
Psicólogo Lev Vigotsky (WIKIPÉDIA)
denomina a zona de desenvolvimento proxima.
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Ele
afirma que nas crianças e eu lhes digo que nos adultos também, há que
começar a motivar e solicitar a ação de recompensa não no nível que
a pessoa é capaz de realizar, senão no estado imediatamente superior
ao que agora é capaz de fazer.
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Assim
devemos motivar a alguém que é capaz de chegar a um determinado nível
de resultados, só quando seja capaz de superá-lo continuamente num nível
imediatamente superior (nem o mesmo, nem o inferior). Dessa forma o
esforço a realizar sempre estará no limite da capacidade para fazê-lo
e no limite da dificuldade da tarefa que possa suportar.
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Não
duvide em desenhar objetivos conjuntamente entre o DM3 e o quadro de
Fluir e se encontrará que suas reuniões melhoram enormemente em eficácia
e motivação, especialmente se o desenho das mesmas se faz consensuado
entre todos.
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Anotação
da realidade: Na
empresa de referência, uma multinacional de grande consumo, os chefes
regionais comerciais não sabiam como desenhar sob medida os inumeráveis
objetivos que desde a central lhes propunham:
Incentivos
de vendas, quota de mercado, introdução de novos produtos, número de
referências trabalhadas… até que lhes apresentamos as ferramentas
citadas. Agora têm para cada gestor comercial um desenho sob medida dos
objetivos procurados, a forma de consegui-los e a gráfica para que
sejam auto-motivantes e se mantenham assim de forma progressiva.
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