Aproxima-se o dia do juízo final para Toby. Toby é um coelho que se fez famoso graças a seu dono. Este montou uma web chamada
SaveToby.com onde ameaçava matar a sua querida mascote e comê-la no caso de não arrecadar 50.000 dólares.
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A história lhe saiu bem, porque todos os meios de comunicação lhe dedicaram seus cinco minutos de fama e assim, pouco a pouco, conseguiu nada menos que 28.372 dólares em doações de particulares (e até o dia de hoje seguro que são mais).
A arrecadação não chegou aos 50.000 dólares, mas sim o dia fatídico (30 de junho) e, no entanto não aconteceu nada. Exceto que o dono de Toby, vendo que em vez de um coelho tinha a galinha dos ovos de ouro, decidiu espremê-la e adiar a data até o dia de Ação de Graças de 2006. Ademais, mudou o resgate: agora exige vender 100.000 cópias de seu
livro.
Mas, que tem a ver esta história com o mailing?: Muito. Serve para demonstrar que o ser humano tem capacidade de resposta ilimitada. Só terá que ser hábil para estimulá-la. No entanto, o
mailing tem a injusta fama de ser um meio pouco efetivo, muito gasto de papel e de distribuição e pouca resposta. Uma ou nenhuma.
De fato, segundo um estudo publicado pela DMA - Associação de Marketing Direto do Reino Unido, de 762 entrevistados uns 20% afirmava ter comprado ou solicitado informação como resposta a um mailing, enquanto, no caso dos correios a cifra baixava a 12%.
A que se deve este pobre dado? Talvez é porque o mailing não é utilizado corretamente. Talvez é questão de procurar boas idéias para tirar-lhe todo seu suco. Está de acordo? Então, acende tua imaginação e segue lendo… Dois exemplos criativos:
Chega em casa, coloca a chave na fechadura e algo brilhante no chão chama sua atenção. Parece como se por baixo da porta estivesse saindo água. Um escape? Felizmente não se trata de nenhuma avaria senão de um folheto de uma seguradora em forma de poça e colocado estrategicamente entre o tapete e a porta. Prestaria atenção a este peculiar correio? Ou seria desses 60% que afirma que folheto que
recebe, folheto que joga no lixo?
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No dia seguinte encontra um folheto da Gillette na caixa postal com algo diferente: uma etiqueta. Ao que parece tem que colá-la na parte exterior de tua caixa postal para avisar ao entregador do correio de que deixe uma mostra gratuita da maquininha Match3. A colaria como fez 18,5 % das pessoas que receberam este sampling inteligente?
Estes são só dois exemplos de correios que funcionam. Os dois tem algo em comum: criatividade. O primeiro no folheto e o segundo na estratégia. Os dois estão a anos luz do típico correio indiscriminado, aborrecedor e ineficaz, o que não funciona.
Depois de dois casos assim, deveria reconsiderar ao menos a possibilidade de utilizar o mailing em teu marketing
mix?