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BIBLIOTECA EXCLUSIVA DO PROFESSOR

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Que mais posso adicionar ao mailing clássico?

(E que me aumente a resposta, claro)

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PROF. Gorka Garmendia Torres

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Diretor Criativo DE C'Direct - ICEMD

BARCELONA - ESPANHA - EUROPA

Instituto de Comercio Eletrônico E Marketing Direto

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cdirectgorka@infonegocio.com  -  http://www.ICEMD.COM

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Não posso acreditar que não queira aproveitar esta oferta GRATUITA, porque o primeiro volume é GRÁTIS...: Assim começava a primeira "lift letter" da qual se tem constância. O sucesso que teve este invento de Paul Michaels, realizado para Greystone (uma espécie de Círculos de Leitores), foi imediato e rapidamente copiado por todos. Passaram-se já várias décadas desde então e ainda hoje as lift letters seguem dando uns 10 a 12% de resposta extra.

Em EUA é o 5º elemento de grande parte dos mailings (além dos quatro típicos: envelope, carta, folheto e cupom)

Mas… que é isto das lift letters?: Uma lift letter é, literalmente uma "carta que levanta" (a resposta, claro). A inicial de Paul Michaels era um papel pequeno, dobrado ao meio, e dirigido aos que tinham decidido renunciar à oferta. Pode ser que as conheça com o nome de "Publisher", "enews letter", porque ao princípio as assinavam os editores. Chame-se como se chame, o importante é o conceito:

com muito pouco custo extra (e quatro linhas de texto) podes conseguir muitos pedidos extras.

Por que adicionar mais papeis?: Se teu cliente diz que "sim" na primeira, perfeito. Mas e se não? Aqui é onde a lift letter é perfeita…

1 …. para os que duvidam: Muitos de teus clientes estão sentados num muro. Um empurrãozinho os pode fazer cair do seu lado. Recorda-lhes em poucas palavras a garantia para eliminar a sensação de risco, reforça-lhes o benefício principal ou potencial a sensação de urgência (esta oferta acaba!). Aqui pode estar a diferença entre um cliente duvidoso ou um pedido.
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2 …. para os que dizem não: Ainda que o cliente cruze os braços e negue com a cabeça não está tudo perdido. Os bons comerciais insistem até 7 vezes. Paul Michaels se saiu bem na segunda. Também podes passar-lhe uma batata quente:

pede a teu cliente que, seja qual for sua decisão, responda-te, Tanto se é que sim como se não.

O importante é que responda (terás que lhe dar um bom argumento de porquê, claro). Esta técnica do Sim-Não (as vezes se potencia com a inclusão de etiquetas “Sim-Não”) costuma aumentar a resposta. Ademais, os que finalmente respondem com um NÃO são muito, muito poucos.

Dois melhor do que um: Se provas e descobres que adicionando uma "lift letter" consegues melhorar a resposta, por que não adicionas duas? Barbara Harrison utilizou esta técnica de forma criativa:

Escrevi um mailing para uma newsletter de uma universidade veterinária que ia dirigida a donos de cachorros. Tinha não uma, senão duas lift letters: uma seria do decano e outra de um cachorro que declarava odiar a newsletter. Este último jogava em cara à newsletter que revelasse seus segredos e que inclusive ensinasse a seu dono a romper seus amados maus hábitos (como perseguir aos carros, morder os sapatos…). Não foi fácil convencer ao decano de que participasse, mas o humor adicionado da segunda lift letter deu um bom empurrão à resposta.

Dois, três, quatro… assim até quando?: Em C'Direct realizamos com freqüência mailings com só uma peça (uma postal) ou com até 11 elementos, todos justificados, desde o primeiro até o último. O número de peças depende de teu cliente e da natureza da oferta. Ao igual que ocorre com o número de páginas da carta, o número de peças ótimas de um mailing só poderás determiná-lo a ciência verdadeira com um teste.

Este tipo de testes são muito simples: o mailing de sempre sem peça extra contra o mailing de sempre com a nova peça. Se a peça extra só adiciona custo (a resposta é a mesma) ou se melhora o resultado mas não o suficiente (os rendimentos aumentam menos do que os custos), melhor que a elimines. Se pelo contrário os resultados são positivos… já podes ir pensando em adicionar mais coisas!

Uma lift letter especial: os testemunhais: Quando o que dizem as empresas se percebe como pouco fiável, talvez o que digam os clientes satisfeitos melhore a credibilidade. Estas recomendações de clientes são os "testemunhais" (Leia ESTA MATÉRIA) e com freqüência se utilizam em publicidade geral como eixo de toda a campanha.

Em marketing direto os testemunhais se utilizam mais como elementos secundários, para apoiar o comercial que fala na carta. Isto é, ajudam a melhorar a resposta mas não se pode deixar sós, não podem fazer eles sozinhos todo o trabalho comercial.

O problema é de onde tirar testemunhais: O normal nas empresas é que, quando alguém telefona ou escreve uma carta para felicitar pelo serviço ou produto que acaba de receber, ninguém se preocupa de pedir-lhe a autorização para publicar seu "depoimento".

Ou muito pior, nem sequer se guarda um registro deste feedback tão valioso.

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