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.. . . Porque os testes são a arma secreta do mkt direto?. . . PROF. Gorka Garmendia Torres . Diretor Criativo DE C'Direct - ICEMD BARCELONA - ESPANHA - EUROPA Instituto de Comercio Eletrônico E Marketing Direto . . |
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O objetivo, que cada cliente que entrasse na joalheria para comprovar se o que recebeu era uma zirconita ou um diamante. Se tratasse deste último, podia ficar com o mesmo...
O joalheiro, pensando na resposta do mailing, babava pensando na avalanche de pessoas que iria conquistar e no doce som da caixa registradora que iria produzir. Mas, quem podia ter previsto que só apareceriam 35 clientes dos 4.000?
Suponho que já terá adivinhado porquê em vez de começar com as maravilhas dos testes te conto esta história, por verdadeiro, tão autêntica como os 200 diamantes perdidos para sempre. Exato. Com um simples teste prévio o joalheiro De Boer poderia ter descoberto que seus clientes não engoliriam que aquele bocado de cristal poderia valer uma fortuna.
Mas seu erro é perdoável, afinal de contas devia ser seu primeiro mailing e não tinha porquê saber para que servem os testes. Outra coisa é que tivesse tido um diretor de marketing experiente em mailings ou um criativo ou consultor de marketing direto.
Vejamos que nos contam as estatísticas americanas sobre a realização de provas prévias ao lançamento de campanhas de marketing (fonte: Sales Lead Report): De 280 profissionais de marketing entrevistados, fazem testes:
Os precavidos somam pouco mais da metade (51%). Se tiramos deste resultado os testes de tipo subjetivo como as dinâmicas de grupo, as entrevistas em profundidade ou as enquetes, e nos centramos só nos testes, que nos resta? Possivelmente um 25% ou menos... No entanto, se há algo que distingue o marketing direto do resto de especialidades é sua arma secreta:
Os testes eliminam riscos, acabam com as discussões das reuniões de marketing e permitem inclusive o privilégio de contradizer ao mesmíssimo CEO da companhia.
E apesar de todas suas vantagens, os testes seguem sendo uma esquisita avis rara no marketing direto. Por que não utilizamos mais os testes? Possivelmente há muitas
desculpas. Vejamos a seguir que há para valer em cada uma delas
(se
quiser, pode ir diretamente a tua preferida): 1ª DESCULPA: Testes? Que é isso? Como os testes de inteligência?: - O desconhecimento é a única desculpa que exime de toda culpa. Afinal de contas, se ninguém a teu
redor os utiliza, como você iria saber que são os testes e para que servem? .
Ainda segue pensando que não tem tempo nem orçamento? Imagina-te agora que precisa eleger uma destas três variantes de oferta:
Como o dia do lançamento do produto está muito encima, opta pela primeira. A campanha sai a tempo. Bem. Peninha que os resultados sejam insuficientes. Não jogue a toalha e teste a segunda. Pode que a metade do preço seja mais fácil de entender e emocional do que um frio 50%. Os resultados melhoram algo, mas pouco. Aqui o normal é pensar em abandonar os mailings, não são para ti. Mas você continua. Um último esforço com o 2X1... Et voilà! 40% de melhora na resposta! Isto sim que é suficiente!
. 3ª DESCULPA: Não tenho que testar nada, eu já sei o que
meu quer cliente: - Pois
poderia levar muitas surpresas. Como a que nos acabamos de levar na agência, quando num teste para uma instituição financeira, o fato de adicionar um presente à oferta nos fez perder 42 contratos, com
relação à oferta simples. Ou quando, num cliente de venda por catálogo, a versão que menos adeptos tinha ao princípio se situou em primeiro lugar da bateria de testes, e a
boa distância das outras versões. Nos dois casos as opiniões majoritárias, se não se tivessem declarado, teriam provocado senhores fracassos. E o pior é
de que nunca nos teríamos inteirado. A lógica e a intuição em marketing direto falha mais miúdo do que parece e por isso profissionais com décadas de experiência no setor nunca a jogam com uma só carta. . . . Suponhamos que uma empresa dispõe de uma lista com 2.000 possíveis clientes e precisa concertar entrevistas para apresentar a empresa e captar clientes. A diretoria não se põe de acordo com os incentivos que gerarão mais respostas positivas:
Se esta empresa envia 500 cartas de cada versão, as taxas de respostas podem ser pouco representativas. Mas pode enviar primeiro 2.000 cartas com a versão na qual acredita mais. Ao cabo de um mês envia a segunda versão aos mesmos 2.000 endereços. Ao 3º mês e depois de analisar os resultados dos mailings prévios, pode enviar a terceira versão, ou bem uma das anteriores melhorada ou uma nova. Depois de 6 meses e 12.000 envios já podem ter uma idéia fiável de que, por exemplo, a opção D não faz falta nem declará-la.
. 6ª DESCULPA: Se meu cliente não faz testes, eu faço o que diz meu cliente: - Para uma agência fazer testes é, primeiramente, divertido. É uma competição com outros criativos, com outras agências, com free-lancers, com a equipe interna do cliente, ou simplesmente, com você mesmo. Quando chegam os resultados, o de menos é quem ganhou, o importante é descobrir que ganhou! Ver em que acertamos e em que não. Em definitivo, saber mais de marketing direto do que o ano passado. Acumular experiência e valor para vendê-lo a outros clientes. Mas o melhor dos testes para um agência é isto:
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