sistema de representação comercial e vendas
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.. . qual e a resposta média em marketing direto? .. . . PROF. Gorka Garmendia Torres . Diretor Criativo DE C'Direct - ICEMD BARCELONA - ESPANHA - EUROPA Instituto de Comercio Eletrônico E Marketing Direto . , |
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. . Se te dizem que uns 3,54% de resposta está bem porque é mais do que a média, podem-te estar metendo um gol. Se perguntas ao criador que te acaba de fazer um mailing sobre que resposta espera da campanha e diz que não tem nem idéia, podes estar falando com um verdadeiro profissional. Se em marketing direto há alguma pergunta que não se pode responder mais do que com um depende, é esta:
Apesar de tudo, vamos tentar respondê-la: - Nos EUA, Meca de quase tudo em marketing direto, a Dma - direct Marketing Association publicou um estudo que parece ter o que procurávamos: The DMA Response Rate Study (Estudo da Taxa de Resposta da DMA). As cifras do estudo são, como não podia ser de outra forma, em grande estilo:
Tabulando tantos dados e variáveis se pode imaginar a quantidade de taxas de resposta média que saíram. Mas para não aborrecer aqui tens o resumo:
. Seguro que funciona assim?: - Trabalhei numa editorial que vende cursos multimídia para diretores onde conseguir um mailing com uma resposta do 0,3%, isto é, 3 pedidos de cada mil. Em outro cliente, 14% de resposta em segundo por campanha é um autêntico desastre.
No lado oposto, há quem consegue taxas superiores ao 100%. Como?: - Enviando mais de um cupom resposta no mesmo mailing. Possivelmente já chegaste à solução. Sim, a taxa de resposta depende de muitas coisas. Depende de que estás tentando conseguir, uma venda ou um possível cliente. De se teu produto ou serviço tem muita margem ou pouco. Cada caso é único. Por este motivo as médias são só referências. O melhor é do que definas tu mesmo a resposta que precisas:
Neste caso precisas 179 respostas para que os rendimentos (179 x 84 = 15.036) igualem aos custos (15.000). Portanto, precisas uma resposta de 179 / 10.000 contatos = 1,79 %. Isto é o que se conhece como "break even" ou ponto morto:
Imagina-te que o objetivo do mailing é apagar um fogo. O mailing seria então a corrente de pessoas que passam umas a outras os baldes de água: basta apenas que uma só delas não faça seu trabalho para que o esforço do resto seja inútil. Se o mailing falha, a água acaba no chão, não nas chamas.
A definição de um target adequado: - Se não contamos com uma boa base de dados é como tentar vender geladeiras aos esquimós. Sem os endereços adequados, os esforços criativos, as horas dedicadas no departamento de marketing e o dinheiro investido em comprar envelopes, em imprimir folhetos ou na franquia terão sido em vão.
Inclusive tendo o nome e o endereço correto podemos dar contra um muro infranqueável que muitas vezes não temos em conta. É o que ocorre nos mailings B2B com... a assessora/or! Um de meus clientes, diretor de uma imobiliária, comentou-me um dia o importante que é fazer-se amigo da assessora/or, ganhar-se com simpatia e mão direita. Caso contrário nunca consegues que te passasse o telefonema e muito menos do que te procure um buraco na agenda de seu chefe.
Em C’Direct provamos com sucesso várias técnicas, como escrever o endereço manualmente, pôr selos de entrega em mãos no envelope, mudar a franquia por um selo real e outros artifícios criativos. Quando estamos enviando um mailing de seguimento em resposta a uma solicitação anterior, a melhor fórmula segue sendo pôr num lugar bem visível:
Talvez chegou, mas nunca se abriu: - Conheces os livros de Onde está Wally? É um livro-jogo no qual deves encontrar a um personagem característico com óculos e camisa de listras vermelhas e brancas escondido entre uma multidão de milhares de pessoas. Esteve na moda entre o público infantil faz uns anos. E os pais super felizes pela quantidade de tempo que tinham a seus filhos entretidos na busca do tal Wally.
Pepsi realizou um anuncio de imprensa no qual aparecia uma bandeja de cubinhos de gelo ao lado de um copo cheio do refrigerante. O original era que cada um dos 12 ou 14 cubinhos esticasse uma mão, como tentando desesperadamente chamar o atenção para esfriar a bebida, para ser o eleito.
Para que teus mailings se leiam o melhor do que podes fazer, antes de escrever uma só linha, é entupir-te de dados. Estudar o produto. testa-lo a fundo. Procurar informação na Internet. Ver que mailings fazem em tua concorrência. Acompanhar aos comerciais para descobrir que é o que lhes aterroriza a teus clientes e daí é o que lhes faz sonhar.
Quiçá o leram, ainda que sem muito interesse. Nossos clientes não são diferentes de nós. Também são preguiçosos e também não se fiam dos mailings. Mas igual que nós, podem sucumbir ante o convincente Marlon Brando em seu papel do Padrinho: Vou-lhes a fazer uma oferta que não poderão recusar...
Antes de seguir, ponhamo-nos de acordo em que entendemos por oferta: se tua empresa comercializa computadores portáteis, a oferta não é tela panorâmica TFT com gravador de DVD, 80 gigas de disco duro, processador a 2,8 GHz., modem interno, etc. etc. Isto são as características do produto. Para este produto se poderia construir esta oferta:
As vezes se criam mailing com criatividades surpreendentes. Mailings que são muito comentados, que nos apaixonam e que permanecem em nossas mesas durante anos. Mas são mailings que não funcionaram. Porque não responderam à pergunta que se faz o cliente quando lhe pedimos seu dinheiro:
Dói-me dizê-lo, mas os mailings não são para todos. Se não tens uma oferta irresistível, farás melhor dedicando teu orçamento a outros meios. Ou estando atencioso aos próximos meses nos que aprofundaremos sobre a construção de ofertas sólidas.
Para isto já tínhamos outras vias mais efetivas como um anúncio em imprensa ou uma cerca publicitária. Chegam a muito mais gente com um custo unitário muito menor, comparado com o que custa cada carta enviada. Para conseguir respostas há que as pedir.
Pede-as de forma insistente, em cada elemento do mailing, por que talvez atiram tudo ao lixo exceto uma das peças. Oferece todas as formas possíveis de resposta, porque cada cliente tem suas preferências. E que seja um processo fácil, claro e simples, um jogo de crianças. . Não porque teu cliente seja menos inteligente, senão porque não dedicarão a teu mailing nem um segundo mais do necessário. Também pôde ocorrer que teu cliente, que mesmo que queria responder, deixou-o para manhã...
Há milhares de presentes, descontos e outros recursos que encarecem a oferta mas aceleram a resposta. Ainda que as vezes podes conseguir mais rapidez, isto é, mais resposta, quase sem aumentar custos.
Muito bem, mas… quem foi? Como vimos, há muitos motivos para que um mailing não funcione. Temos toda uma lista de suspeitos a quem carregar-lhe a culpa. Mas com isto só solucionamos a metade do problema. Da mesma maneira que numa novela de Agatha Christie não costuma ter mais do que um assassino, num mailing costuma ter um erro principal que mata a resposta:
Podemos montar um comitê. Mas corremos o risco de assinalar com o dedo ao mais suspeito, o mordomo, quando em realidade era a inofensiva condessa na cadeira de rodas. Este é o momento em que o marketing direto vai aos testes, o arma secreta da que carece sua irmã mais velha, a publicidade convencional...
Os testes permitiram e permitem criar grandes empresas baseadas exclusivamente no marketing direto, inclusive prescindindo de comerciais ou pontos de venda. Mas melhor do que te convenças tu mesmo da utilidade dos testes, com os números e os casos reais que encontrarás no próximo artigo que a equipe do SDR publicará de forma exclusiva para vocês... |
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