Você já parou para pensar no verdadeiro valor da sua empresa?
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Quem sabe a visão abaixo ajuda você a refletir sobre esse assunto!
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Você acabou de chegar ao escritório para uma reunião, talvez a mais importante de todas as que realizou ao longo de uma vida inteira dedicada à administração de empresas. A multinacional, que fez uma proposta para comprar a sua empresa, aguarda resposta ainda hoje, uma vez que
tem outras opções de negócios.
A equipe formada por profissionais de sua maior confiança parece desanimada. Um silêncio invulgar dá a entender que alguma coisa está fora de controle. Ao olhar a tela do visor estrategicamente colocada diante da sua cadeira, você vê o motivo de tanta preocupação. A empresa
compradora acabara de enviar o seguinte e-mail:
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Para que possamos dar continuidade à negociação, favor informar, com a máxima urgência,
quantos Neurogigas possui sua empresa. Data 7 de abril de 2010.
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Você também não sabe quantos Neurogigas tem atualmente sua empresa? Não se preocupe! Atente para o detalhe de que o e-mail é datado de 2010, e só a partir dessa é que esse valor começará a surgir nos ativos dos balanços das empresas. Mas se você não quiser passar pelo
constrangimento de não ter resposta na hora de negociar, é melhor começar a pensar nisso desde já.
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Que loucura é essa de Neurogiga, deve estar você perguntando. Nunca ouviu falar nisso? Eu também nunca tinha ouvido falar, até que me sentei para escrever este artigo. Neurogiga é uma palavra que acabei de inventar, que vai ajudar a
mostrar-lhe que o valor das nossas empresas e negócios tende a ser medido, não mais pela quantidade de máquinas e imóveis que a sua empresa possui, mas pela quantidade de cérebros pensantes e ativos que conseguiu formar e manter.
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Imóveis e máquinas podem ser rapidamente construídos e sucateados, à medida que a tecnologia os torna obsoletos, o que por sinal acontece em períodos de tempo cada vez menores. Milhões de dólares são gastos todo o ano, para lançar e divulgar novos produtos, desenvolver equipamentos mais modernos, sofisticados e robotizados, construir plantas que melhor atendam às exigências das
teorias de produtividade...
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Reflita um momento: - O que tem sido investido na sua empresa para aumentar a capacidade daquilo que nos dias de hoje está demonstrando ser o ponto de desequilíbrio entre as empresas modernas, ou seja, o estoque de neurônios sadios,
motivados, produtivos e criativos? Atrevo-me a prognosticar que muito menos do que seria necessário. O profissional, que tem no centro da sua cabeça a máquina das máquinas, é, na maioria das vezes esquecido à sua própria sorte, deixando assim a empresa de usar o que tem de mais importante, a “inteligência
empresarial”, também conhecida por aqueles que preferem falar em resultados, como “capital intelectual”.
Os empresários ou líderes, que ainda pensarem que os seus profissionais são pagos para executar e não para pensar, desculpem a franqueza, não merecem ter alguém trabalhando sob a sua orientação, e já deveriam ter mudado de lado há muito tempo. Se não mudar pelo amor, irá faze-lo pela dor. E não estou falando apenas de dor de cabeça, mas sim daquela que dá na parte do corpo
que mais costuma doer – o bolso.
Quantas empresas modernas você conhece, que surgiram praticamente do nada, apenas pelo ideal de alguém que acreditou no negócio e decidiu investir alguns míseros dólares? São tantas, que não vamos perder tempo dando exemplos.
O que os empresários acima mencionados, que pensam que o profissional é pago para executar e não para pensar teriam feito, se um Bill Gates (20), Steve Jobs (19), Jeff Bezos (31), tivessem batido na porta do seu escritório, com as
idades que aparecem entre parênteses, pedindo uma oportunidade para trabalhar? Não quero nem pensar!
Você deve estar imaginando que eu fui escolher exemplos de pessoas fora de série. Mas alguém poderia imaginar que eles seriam o que são hoje? Por mais avançada que esteja a tecnologia da adivinhação, a bola de cristal ainda não consegue enxergar tão longe.
Desculpe-me se estou filosofando em torno do óbvio. Mas nas nossas andanças por esse mundo afora, vivendo o dia a dia de um grande número de empresas, comprovamos que o óbvio está sendo preterido, da mesma forma que o iluminado prefeito de uma pequena cidade brasileira propôs revogar a lei da gravidade, que o impedia de levar água do rio para a caixa de água que orgulhosamente
mandara construir no topo da sua cidade.
Será que você também é um desses empresários que quer erradicar a lei da gravidade da sua empresa? Pelo simples fato de você ter tido paciência para ler este artigo até aqui, tenho a certeza que só não é, como está procurando algo novo para melhorar resultados. Quem sabe as reflexões abaixo não trazem um pouco de luz ao que você está procurando?
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VII reflexões que poderão melhorar o Capital Intelectual da sua empresa
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I. O que a empresa “ tem” é conseqüência do que ela “é”: - Está na hora de fazer uma reflexão sobre o que a sua
empresa realmente é. “Ser” é diferente do “Ter”. O Ser envolve a filosofia, valores, respeito ao profissional, crenças, culto ao ser humano perfeito, feliz e motivado, força da união, poder de criação e ação, e conhecimento. Com toda a certeza, o que ela poderá vir a Ter, será conseqüência da forma como conseguir administrar estas características.
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II. A força está na simplicidade: - Um dos grandes segredos da vida reside na simplicidade do Ser. Quanto mais próximo estivermos do simples, provavelmente mais perto estaremos do certo. Quantas empresas não se perderam no emaranhado
de idéias aparentemente criativas, que nada mais fizeram do que leva-las a um beco sem saída?
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III. Não reinvente a roda. Procure acompanhar quem já está voando: - Como vulgarmente dizemos, pesquisar o pesquisado é burrice. Se você é um profissional responsável por buscar
resultados, deve ter estudado profundamente, não por curiosidade, mas por obrigação, o case das melhores empresas brasileiras do ano passado. Se não o fez, ainda está em tempo. Sabe o que vai encontrar? Que todas elas tiveram como base do sucesso a formação e desenvolvimento de seus profissionais. Permita-me aqui dar dois exemplos de empresas bem sucedidas, cujas ações retratam
bem a tese que defendo neste artigo.
“Desenvolver e reter talentos com potencial inovador e criativo, capacidade de participar ativamente de vários processos e de produzir e gerar idéias que resultem em maior produtividade e proporcionem ganhos de qualidade”.(André Attanasio – presidente da
Bristol). Melhores e Maiores Exame junho/99.
“Nossas armas são motivação, bom clima organizacional, programas sociais, agressividade mercadológica combinada com um programa de lançamentos expressivos e presença forte na mídia, para fortalecer a marca e reforçar o vínculo com o consumidor”. (Guilherme Leal – presidente executivo da Natura). Melhores e Maiores Exame junho/99.
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IV. Cada profissional é uma pedra preciosa, em estado natural, esperando ser lapidada: - É verdade! A maior ou menor valorização dessa pedra preciosa está nas suas mãos. Muitos líderes empresariais têm creditado os bons resultados
que conseguem à sensibilidade que desenvolveram de descobrir novos talentos. Tal como Michelangelo, eles conseguem ver uma bela estátua num tosco bloco de mármore. É só fazer os retoques necessários. Quem diria que um jovem de 20 anos poderia transformar-se, em tão pouco tempo, no homem mais rico do mundo? Olhe à sua volta. Será que tem alguém para você lapidar? “Se as
pessoas crescem, a empresa também cresce. O desempenho da Beira Rio é resultado da dedicação e da satisfação dos funcionários”. (Roberto Argenta – presidente da Beira Rio). Melhores e Maiores Exame junho/99.
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V. Só é vencedor quem consegue formar um time de vencedores: - Esse é o seu grande desafio. De nada adiantará querer chegar sozinho ao topo da montanha. Se por acaso conseguir, não
vai ter com quem dividir as glórias do feito, e o que é pior, não deixará testemunhas nem seguidores. Você sabe exatamente quem está pronto para caminhar ao seu lado nessa escalada ou quem tem potencial para ser explorado? Estou falando de avaliação de desempenho. Vamos ver o que faz uma das empresas campeãs?
“Os nossos funcionários passam por avaliações freqüentes, nas quais recebem uma classificação de desempenho baseada na comparação com outros colegas que ocupam o mesmo cargo. Trata-se de uma maneira de respeitar as necessidades diferentes das pessoas, e o respeito é um dos nossos principais valores”. (Carlos Ribeiro – presidente da Hewlett Packard). Melhores e Maiores Exame
junho/99.
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VI. Valorize o valor das ações da sua empresa cuidando do Capital Intelectual: - Se as empresas possuem planejamentos e estratégias de tudo que é tipo, marketing, redução de
custos, implemento de qualidade, financiamentos, expansões, demissão voluntária ou compulsória, lançamento de ações na Bolsa, etc., o que estão esperando para elaborar Planos de Carreira e Desenvolvimento Profissional que mantenham o Capital Intelectual valorizado por um período maior de tempo? O conhecimento tem duas características importantes: é muito importante, mas também
muito volátil. Se a sua empresa não cuidar com carinho de quem o detém, com toda a certeza vai ter um reflexo negativo nos futuros Balanços.
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VII. Vantagem competitiva é proporcional ao estoque de Neurogigas: - A sua empresa só poderá competir e vencer se tiver um estoque considerável de Neurogigas. Isso
significa ter gente pensando mais, criando mais, agindo mais, com mais felicidade e vontade de viver e vencer. Como pode ver, o sucesso da sua empresa é muito mais uma questão de coração e emoção do que conhecimento e razão. Quase sempre o Querer Fazer tem mais força do que o Saber e o Poder Fazer. Não é apenas preparação e força física que fazem o maratonista cruzar a
linha de chegada, mas a força interior e a vontade de vencer. São exatamente essas forças vitais que você empresário, precisa começar a entender e administrar, e eu garanto que o topo do podium será pequeno para comportar você, sua equipe e suas vitórias..
Se quiser ver às quantas anda o estoque de Neurogigas da sua empresa? Faça o teste...
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