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Esta resposta ou as respostas que poderiam haver num debate eu gostaria de ouvir, mesmo convidando donos de negócios e seus vendedores. Seria uma polêmica e tanto, dando muito pano para muitas mangas, mas eu gostaria de ficar protegido, longe dos projéteis que seriam atirados
entre as partes, porque cada uma delas iria puxar o assado para o seu braseiro. - Mas realmente, de quem é o cliente?
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Conversei com um mestre em custo e um grande empreendedor sobre clientes ativos e inativos e fechei o assunto com uma suposta tese ou argumentos para fazer uma suposta tese sobre a propriedade de um cliente, ficando a dúvida de quem detém esta posse.
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Existem empresas ou negócios que são únicos como no caso do cimento, quando há somente 2 ou 3 ensacadores, os quais brigam entre si para ver quem mais tem
clientes, mas esquecem que a forma que eles comercializam o cimento está mais para um cartel, uma ditadura
do que para um comércio livre que praticamos no Brasil. Quer comprar, compre; não quer? Tem quem quer. Não há prazo maior de 7 dias e se um cliente atrasar um dia , somente à vista, quando não é cortado o acesso na indústria e ele, o cliente, perde as condições de compra, devendo recorrer aos distribuidores que, devido a pouca margem que o cimento oferece, não tem como suprir a
demanda em tratando-se de preço.
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Há outras empresas, que não sendo detentoras de determinados produtos, brigam fortemente com seus concorrentes, procurando possuir maior número de clientes em sua carteira, fazendo com que o preço seja o argumento mais forte, pois quem melhor oferecer, mesmo com uma grande variedade de serviço agregado ao produto, leva o espaço na prateleira do cliente. - E
agora, quem é o dono do cliente?
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Até aqui, ninguém, pois os exemplos acima configuram o monopólio e a venda de comodities, mas quando ocorre que um cliente seja, digamos assim, propriedade de uma empresa? - São duas as situações:
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troca-se de vendedor e a empresa não tem queda alguma no volume de suas vendas
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troca-se de empresa, e o vendedor leva seus clientes junto para a nova empresa, havendo inclusive a troca de marcas.
Esta ficando confuso, não é? - Por mais que seja organizada uma empresa, oferecendo sempre condições para que seus clientes permaneçam comprando dela, toda
troca de vendedor é traumática, principalmente sendo vendedor, organizado, disciplinado e atento com as necessidades do mercado, procurando não ser um vendedor em si, mas um gestor de vendas que auxilia seu cliente na tomada de decisões.
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É traumática porque os clientes observam o atendimento dado e quem dá é o vendedor e, quando este sai de uma empresa, ele tentará manter sua posição sócio-econômica, vendendo para os mesmos clientes que atendia anteriormente e isto está provado, pois na maioria das trocas
que já realizei, mesmo colocando mais vendedores em uma determinada área, o volume de vendas baixou, levando meses para que os clientes voltassem a comprar de nós, comprovando que um Grande Vendedor leva consigo a carteira de clientes.
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Mas as empresas dizem o contrário: - quem sai, já era, mas permanece a fonte e esta, a princípio, é inesgotável, mudando sempre suas decisões, criando sempre novas oportunidades, mas esquecem que sem o elemento de contato "o vendedor"
nada poderão vender e se venderem, quem prestará o derradeiro auxílio ao cliente?
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Ao meu ver, o vendedor leva seus clientes consigo, a não ser que sejam clientes de produtos com pouquíssimos fornecedores; caso contrário, havendo similares, está provado que a fidelizaçao de um cliente se dá quase que unicamente pelo atendimento e este, no meu segmento de vendas, é o vendedor quem faz.
Cito um exemplo: - minha equipe de vendas é vendedora de produtos Bosch, através da empresa em que atuamos. São 14 equipes de vendas em todo o Brasil, podendo
atuar em qualquer parte do território, excluindo-se aqueles clientes de alto potencial, os quais são atendidos pela gerência de cada estado. Tenho amigos clientes de longa data, nos quais não consigo vender os produtos Bosch, pois eles são fieis – não a Bosch – mas sim aos vendedores que estão – lado a lado – enfrentando todas as adversidades que o mercado mostrou nos últimos
anos. Se um cliente precisar urgente de uma determinada máquina e a fábrica levar mais de 10 dias para entregar, o cliente perde o negócio e eles, na iminência desta perda irreparável, emprestam uma máquina de outro cliente, satisfazendo o cliente deste, deixando todos satisfeitos.
Quem fidelizou quem? - Claro que foi o vendedor, com sua prestação magnífica, pois os preços e as condições em todas as 14 equipes é a mesma, mas o que muda é somente
o atendimento e este, não tem preço, mas tem valor para o cliente.
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Recentemente houve troca de uma das equipes de venda e os vendedores da que foi excluída, no outro dia, foram contratados pelos seus antigos concorrentes e isto antes mesmo da notícia vazar, tamanho era a preocupação de levar consigo a carteira de cliente.
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O maior conselho que posso dar a um novo vendedor é que ele deve tratar seus clientes como se fossem seus dentes, mas tendo o cuidado necessário de mantê-los em perfeito estado, pois ao primeiro deslize, eles – os dentes – o mordem,
quando não adoecem...
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Por outro lado, o cliente é dono de si mesmo e de mais ninguém, pois quando resolve não mais comprar, podemos até oferecer de graça que ele recusa. Sua determinação é tanta, que devemos fechar nossa lista de preço, ensacar nossa viola e ir cantar em noutra freguesia, de modo a não piorar o momento, mas o cliente, então, agora não tem dono. E
como ficamos?
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Ficamos na expectativa dele continuar a nos receber, pois a decisão unânime não pode ser contrariada, tal qual aqueles clientes que não gostam que se ofereça, mas sim gosta de tomar a iniciativa, não deixando margem para negociarmos.
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Polêmica lançada, mas fico com a minha teoria que, em geral, o cliente além de não ser dono de ninguém, não quer ser fiel à empresa alguma e se tiver um atendimento como espera, acompanha o vendedor, logicamente se as condições a serem oferecidas estejam dentro dos parâmetros que estava acostumado a
comprar..
Ia esquecendo: - não adianta uma empresa, quando perde um grande vendedor, para a concorrência, resolver melhorar as condições, dantes não oferecidas, pois os clientes vão comprar, tal qual pára-quedista em salto festivo. Acabando
as ofertas, preço por preço, ficará o atendimento daquele vendedor que costumava atendê-lo e ponto final, pois o preço é parte de um todo, ou você compra de quem lhe atende mal?
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