Sistema de Representação para Representantes Comerciais

BIBLIOTECA EXCLUSIVA DO PROFESSOR

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TER VISÃO AJUDA OU ATRAPALHA?

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SR. PROF. Oscar Marques Schild

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.ESCRITOR - CONSULTOR

. REPRESENTANTE COMERCIAL

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DIRETOR DO SITE

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Grandes Vendedores

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Sentado, caminhando ou até dirigindo são ambientes em que podemos visualizar um empreendimento, percebendo uma oportunidade ou um negócio, bem como a solução de determinado problema ou também podemos quebrar paradigmas que atrapalham o nosso crescimento.
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Ter uma visão ou para outros uma intuição pode nos levar ao sucesso, pois todo o criador, cuja criação fora sucesso, partiu simplesmente de uma idéia, a qual poderia ter sido concebida por uma visão. Lógico que há aqueles que pesquisam incessantemente, procurando encontrar a solução para determinado problema ou a cura para determinada doença ou isto e aquilo, mas quando passamos ao lado e percebemos uma oportunidade, ter esta visão ajuda ou atrapalha?
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É confuso o que escrevo, pois em um mercado aonde o
empreendedor pode ser a alavanca para o crescimento de terminado setor, ter uma visão pode ser o sucesso, mas quando se trata de um mercado ditado pela ganância do somente lucro, uma visão pode atrapalhar, pois muitos terão de mudar e mudar gera custo, sem falar que os homens não querem mudar por ter medo ou por estar com medo, já que mudança envolve muitas ações e quem sabe o que tem por detrás das portas e dos caminhos a serem seguidos?
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Lendo a Isto É, edição de 19/01/2004, no artigo do brasileiro
Ricardo Bellino, sócio do magnata americano Donald Trump ( http://www.poderdasideias.org ) que sabe ser um grande empreendedor e homem de visão, constata-se, através da entrevista, que a visão decorre do entusiasmo e do espírito empreendedor, pois aquele que não é entusiasta e empreendedor, nada verá a sua frente, principalmente quando as oportunidades batem à sua porta. Estas pessoas, como é o caso do Ricardo Bellino, que vê os objetivos, elabora uma estratégia, vislumbra os potenciais riscos e coloca um plano de ação, pois não basta ter a visão para chegar ao sucesso (até pode), mas partindo de uma visão, podemos chegar ao sucesso, bastando seguir os passos acima, pois descobrir petróleo e não saber como usá-lo ou transformá-lo, de nada ele servirá.

Um item interessante que coloca em cheque é o de visualizar os potenciais riscos e, quem os faz?

No meu segmento (REPRESENTAÇÃO COMERCIAL E VENDAS), muitas vezes temos visões de grande poder comercial, mas esquecemos que para chegar até a concretização das mesmas, muitos caminhos serão percorridos e muitas pessoas estarão envolvidas, sendo que somente poucas conseguirão por as mãos no sucesso e isto me preocupa, porque se tenho de formar uma equipe de vendas para colocar determinados produtos num mercado existente, ter de usar as pessoas para chegar até lá não faz parte do meu feitio de agir. Ou todos participam e aí é começo do sucesso de qualquer empreendimento, ou a conquista, mesmo que seja feita, não terá o mesmo sabor e logo ficará no esquecimento, quer pelos clientes externos, quer pelos internos. Participação é a palavra chave.
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Criar uma nova área de trabalho, partindo-se de uma já existente é dividir 100 por 2 e acrescentar 20% ao rendimento dos participantes, ocorrendo uma perda de 40% nos ganhos individuais, mas com um crescimento de 20% no faturamento da empresa e esta, com certeza não visualizou os potenciais riscos. Além do mais,
equipe insatisfeita pode até produzir, mas com a insatisfação corre à acomodação e cliente sendo atendido por pessoas acomodadas ou que trazem em seus rostos a pressão sofrida pela empresa, trocam de fornecedor e onde ficou a visão?
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Muitas empresas vendo um potencial a ser trabalhado, colocam máquinas e pessoas no campo, mas esquecem que os
clientes internos também devem ser reforçados, treinados e capacitados para poderem atender o que estas máquinas e estes homens trarão para à empresa, sob pena de ficarem desacreditados, o que resultará em perda de mercado, mesmo com os novos vendedores em ação.
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Conheço uma empresa que ao ter o seu dirigente uma visão, não mediu esforços para realizá-la, mas também não esqueceu de medir os potenciais riscos. Com isto, está chegando perto do
líder, o qual acha-se líder e a cada dia, mesmo aumentando sua participação no mercado, deixa de ser líder, pois estar presente em todos os segmentos não significa ser líder. Ser líder é ser seguido devido as atitudes feitas, as quais podem ser medidas, bastando serem feitas algumas pesquisas de satisfação.
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Voltando à empresa
(omito o nome), o que tem ela de diferente, além de medir os riscos? Se pensou em motivação, aceitou e esta palavra motivação deveria ser o começo da missão de qualquer empresa, pois até um rolamento se não tiver graxa, logo ele chia e trava, quebrando a cadeia produtiva.
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Não estou reclamando de uma situação, mas somente constando que não basta ter uma visão se todos os aspectos dela não sejam medidos. Muitos acreditam que por morarem em um bairro populoso podem abrir uma padaria, mas esquecem que outras já estão no mercado e que boa parte dos consumidores compram seus pães na volta do trabalho, ocasionando a quebra desta padaria. É simples a matemática, bastando terem medidos os riscos.
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Vou colocar novos colaboradores no mercado, pois estou somente vendo o que ele consome
(mercado), mas esqueço que outros também tem o mesmo pensamento ou tiveram a mesma idéia ou visão que estou tendo. O que vai acontecer? Vai haver uma divisão, diminuindo os ganhos, mas as despesas serão as mesmas e os águias ficarão soltas e poderão ser contratados por outras empresas, que sabem medir os riscos e, os próprios clientes já sabem que quem é dono do mercado é aquela empresa que sabe dividir os lucros, sem fazer negócios unilaterais, ou seja, bom para todos (empresa, clientes e colaboradores).
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As empresas que participam os lucros aos colaboradores, desde que sejam verdadeiramente colaboradores estão no topo do sucesso; já as que agem através do vértice da pirâmide, colocando tudo e todos na base, até tem sucesso, mas por quanto tempo?
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Diz o ditado que o avó funda, os filhos naufragam e os netos afundam e isto acontece realmente, todos os dias, mesmo que não aja três gerações, bastando que os donos dos negócios esqueçam que tendo visão, para colocá-la no mercado, precisa-se de muito mais além do investimento necessário.
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Se sua empresa está entrando no mercado em que atua, reveja seus procedimentos e passe a dar maior valor a sua cadeira produtiva e jamais esqueça de visualizar os potencias riscos, pois conforme a lei física, a cada ação corresponde uma ação.

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