Nos últimos anos se tornou evidente que possuímos mais coisas
do que realmente precisamos, e que não temos o tempo suficiente para desfrutá-las. Este é o dilema do consumidor "pós-consumo". Portanto, o que realmente precisa é ajuda para aproveitar melhor o que já tem.
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Como há suficientes produtos e serviços à altura, se uma empresa quer crescer, tem que fazer um pouco mais, para que a gente esteja disposta a comprar, usar e falar, porque a atenção já não pode comprar-se. As pessoas só prestam atenção a quem os conquista seja com produtos ou serviços.
Para captar a atenção dos consumidores, em primeiro lugar, as empresas têm que ir aos extremos, até encontrar esse pequeno grupo de pessoas interessadas no que
vendem e que as surpreendam por sua excelência, sua funcionalidade ou seu preço. Segundo, há que tratar à gente com respeito. De acordo com minha experiência, esta combinação consegue coisas das quais a gente decide falar. Finalmente, para vender há que descobrir a quem estão escutando, e criar grandes histórias que queiram repassar e difundir a
outros (EXCELENTE
MATÉRIA).
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Mas antes que nada, essa grande história deve ser verdadeira. Não porque se trate de um fato, senão porque é coerente e autêntica. Ademais, deve levar implícita uma promessa de diversão, dinheiro, segurança. Também deve ser confiável. Ninguém terá sucesso contando uma história, a não ser que tenha ganho previamente, a credibilidade do consumidor. Por outro lado, as grandes histórias são sutis, quanto menos dizem explicitamente, mais poderosas resultam.
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É bem mais eficaz permitir que o consumidor tire suas próprias conclusões. As grandes histórias não só apelam à lógica, senão também a nossos sentidos, e raras vezes estão dirigidas a todo mundo. Se uma empresa lhe resta intensidade a sua história para atrair a públicos diversos, terminará por não atrair a ninguém.
Como se converteu
Wikipédia
num dos 10 lugares mais conferidos de Internet?: Se considerar que só tem uma dúzia de funcionários e nenhuma fonte de rendimentos, além de pequenas doações. A maneira em que Jimmy Wales desenvolveu
Wikipédia é é uma lição porque atraiu a um pequeno grupo de pessoas e as comprometeu com uma visão. Não lhes disse que fazer nem controlou seus esforços, CONDUZIU-AS.
Wales conectou aos membros da tribo com tecnologia avançada que lhes facilitava comunicar-se e comprometer-se.
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E deu à tribo uma plataforma que podia usar para envolver ao mundo exterior.
É simples, três passos: motivar, conectar e alavancar. O exemplo de Wikipédia
sintetiza as principais idéias. A premissa é que os inovadores inteligentes encontram ou reúnem a um grupo de indivíduos que pensam de maneira parecida e conseguem entusiasmá-los com um novo produto, serviço ou mensagem, com freqüência via Internet.
No mercado atual se castiga a mediocridade, como o mostra o fato de que
Google, nas buscas, só identifica a zona excepcional onde está o maior
valor
(matéria
recomendada). Se uma empresa ainda faz marketing em massa, trata de chegar ao consumidor
médio com produtos médios. O problema radica em que as pessoas dispostas a prestar atenção estão nos
extremos, são as insatisfeitas e não querem mediocridade. De ali que a nenhuma empresa
medíocre, isto é, que não se destaque, lhe resulte fácil crescer.