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biblioteca exclusiva da univ. wharton . Se dependesse de você, como seria a campanha de marketing do seu produto? . Com um número cada vez maior de veículos de propaganda se acotovelando no atual cenário de marketing entre eles a imprensa tradicional, a televisão e o rádio, o uso de merchandising, o bochicho dos sites de Internet, campanhas virais e mensagens de celulares, os profissionais de marketing dispõem de imensos grupos de clientes em potencial.
Apesar de cada um deles ter uma opinião bem definida sobre o assunto, todos concordaram que a melhor maneira de gastar com sensatez os dólares reservados ao marketing depende do quanto sabemos sobre os pontos fortes e fracos do produto e do direcionamento o mais preciso possível do público-alvo que desejamos atingir.
Bradlow sugere que os produtores de filmes de ação de sucesso recorram à publicidade de pré-lançamento de diversas formas diferentes. Em primeiro lugar, o professor da Wharton sugere que eles façam um contrato de participação de marca com os fabricantes de produtos para levar a informação da estréia do filme para fora das salas de cinema. Sugere ainda o envio de clips para diversos sites para criar, desde logo, uma certa expectativa em torno do filme, além de exibir trailers em cinemas que estejam passando filmes semelhantes e que, por isso mesmo, podem muito bem atrair esse mesmo público.
Um novo modelo de telefone celular pode se beneficiar do merchandising em que o profissional de marketing paga para inserir seu produto em cenas veiculadas em programas de televisão ou em filmes, num recurso a uma forma mais sutil de publicidade, diz Bradlow. Contudo, embora o merchandising possa ser uma forma eficaz de conseguir uma boa visibilidade inicialmente, sua utilização costuma gerar polêmicas. Os produtores de filmes, sitcoms etc., relutam em abusar do merchandising porque acreditam que esse expediente atenta contra a integridade da sua obra. Além disso, ninguém sabe ao certo qual seria o volume ideal de merchandising.
Os celulares dados como brindes a celebridades ou aos consumidores para que testem o aparelho sem nenhum custo também geram boca-a-boca sobre o produto, diz Bradlow, ressaltando, porém, que muitos celulares hoje entram na categoria de produto primário ou item secundário dos planos de serviço sem fio (SALA DO BOCA A BOCA).
Um sucesso espetacular ou uma enorme bomba?: - Para Jehoshua Eliasberg, professor com PHD em ADM. DE empresas da UNIV. Wharton, estudioso da indústria do entretenimento, as estratégias do marketing cinematográfico diferem conforme a percepção do estúdio, isto é, se ele acha que tem nas mãos um sucesso ou uma bomba. Hoje os estúdios testam os filmes com platéias reduzidas semanas antes de exibi-los para avaliar a reação das pessoas.
No caso de um filme ruim, a estratégia do estúdio consiste em ficar no controle do marketing e evitar o boca-a-boca espontâneo. Por outro lado, se o filme for muito bom, é obrigação do estúdio estimular a expectativa do público, diz Eliashberg.
Eliashberg diz que a Internet já é utilizada como espaço para o marketing de filmes. O usuário assiste a clips e trailers nos sites de relacionamento social. O professor da Wharton cita o caso de uma nova estratégia viral usada no ano passado para promover o thriller Lucky number Slevin. O estúdio colocou os primeiros 8 minutos no site do filme.
Esse tipo de campanha viral é mais fácil de administrar do que a campanha do tipo diz-que-diz-que, ou bochicho, em que as empresas precisam identificar os formadores de opinião e, em seguida, convencê-los a promover um produto, diz Eliashberg.
Tentando manter vivo o bochicho: - Para David Schmittlein, professor de marketing e vice-reitor da Wharton, as campanhas que recorrem ao bochicho podem sair mais caras do que parece. Já vi resultados de testes de campo que mostram como esse tipo de campanha pode realmente interferir no volume de vendas, porém o desafio consiste em manter os custos baixos o suficiente para que o retorno efetivo e substancial não seja sobrepujado pelo montante pago para deflagrar a campanha”, diz ele. Mesmo que você esteja fazendo as mesmas promoções gratuitas de sempre junto aos agentes do bochicho [...] é difícil fazer com que o esforço pague por si mesmo.
No caso do marketing de um filme de ação, Schmittlein aconselha os estúdios a direcionarem a atenção para o público jovem do sexo masculino provável espectador desse tipo de filme. A programação esportiva, principalmente na TV por assinatura, bem como sites como os da Sports Illustrated e ESPN, seriam um bom lugar para começar, diz ele, salientando, porém, que a campanha viral na Internet pode não ser tão fácil de decolar.
Em alguns países, sobretudo na China e no Japão, pode-se perfeitamente chamar a atenção do espectador para um novo filme anunciando-o pelo celular, acrescenta Schmittlein, ressaltando que, nos EUA, a maior parte dos celulares não dispõe de tecnologia suficiente para gerar o retorno esperado por esse tipo de campanha. Vem aí a campanha via video-celular, porém o grau de penetração do marketing nesse caso ainda é limitado. É um espaço onde os anunciantes querem fazer testes; eles estão observando o que funciona e o que não funciona. É difícil, porém, criar uma campanha pelo celular.
Vários dos novos celulares tornaram-se aparelhos indiferenciados, o que os torna mais dependentes da campanha de marketing das concessionárias do setor. A cobertura irregular do setor em território nacional complica a tentativa de veicular anúncios pela TV ou pela imprensa escrita.
Modelos pink e azuis: - De acordo com David Bell, no caso de um blockbuster dirigido ao grande público, a campanha de marketing deve se concentrar na mídia de massa, como jornal e televisão. Já um filme de vanguarda, de apelo restrito, deve ter uma campanha mais objetiva utilizando a Internet ou anúncio de última geração via telefone celular.
O marketing de um novo aparelho celular exige decisões estratégicas de publicidade baseadas na natureza do produto, diz Bell. Se for um modelo básico, pode-se deixá-lo simplesmente aos cuidados das concessionárias do segmento sem fio e de campanhas de marketing abrangentes na televisão e nos jornais. Se o modelo for do tipo fashion, podem-se agregar componentes sociais à campanha, tais como o depoimento de uma celebridade, acrescenta Bell.
A cantora Madonna, por exemplo, fez a promoção do superfino Razr, da Motorola, em versão pink e azul.
Para Bell, a personalização cada vez maior dos produtos e as complexas estratégias de marketing que isso exige, podem produzir o efeito contrário se intimidarem o consumidor. Ele cita o caso do vinho australiano Yellowtail como exemplo de produto de sucesso, principalmente porque, com seu rótulo amarelo despojado, ele é simples de entender.
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