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biblioteca exclusiva da univ. wharton Chegando mais perto do cliente: estratégias qualitativas e quantitativas Depois de adaptar a tecnologia da informação, para que por meio dela pudessem desenvolver métodos de pesquisa ainda mais sofisticados, os profissionais de marketing dedicam-se agora a um outro tipo de análise, mais qualitativa, mais humana, buscando sondar por seu intermédio, e com maior profundidade, as mentes e corações dos consumidores.
É imprescindível que as empresas pesem o custo-benefício de projetos que envolvam grandes quantidades de dados. Se não houver ganho algum nisso, diz Fader, o profissional de marketing arrisca então uma reação em que os gerentes gerais deixam de tentar compreender de uma vez por todas o cliente e passam a confiar exclusivamente na informação quantitativa. Essa estratégia pode resultar na paralisação da função do marketing, que é substituída por funcionários encarregados dos pedidos ou por especialistas em controle de estoque.
Da coleta de dados ao insight criativo: - George Day professor com PHD em marketing da UNIV. Wharton, observa que as estratégias quantitativas, tais como a prospecção de dados em que estes são processados no intuito de se descobrirem tendências são de grande importância para empresas com produtos já consolidados. Todavia, empresas que estejam à procura de crescimento orgânico em mercados em evolução ou para onde há convergência de tecnologias talvez nem sequer possuam dados; portanto, em tais circunstâncias, os métodos qualitativos revelam-se úteis.
O que verdadeiramente importa para as empresas é o modo como os insights do consumidor são utilizados, seja qual for o método empregado para coletá-los. Uma aplicação interessante, diz Day, é a que vem sendo posta em prática pela Whirlpool e pela Procter & Gamble, onde as informações sobre o cliente resultam na formação de bancos conceituais, os quais impulsionam o desenvolvimento de novos produtos. Essas informações, que podem se referir inclusive à reação do cliente a determinados atributos do produto, podem ser combinadas no intuito de desenvolver novos conceitos.
Americus Reed, professor com PHD em marketing da UNIV. Wharton, chamou a atenção para o ressurgimento de técnicas que priorizam o lado qualitativo da pesquisa de mercado, em que as empresas tentam fazer com que os clientes projetem suas opiniões verdadeiras. Há certas situações, tópicos e questões que os consumidores talvez prefiram não discutir abertamente.
Pode-se, por exemplo, pedir aos consumidores que examinem um desenho em que algumas pessoas aparecem em uma situação específica; em seguida, convidá-los a preencher os balões em branco que aparecem sobre a cabeça dos personagens. Pode-se também pedir simplesmente que digam o que
pensam sobre a situação apresentada, ou que descrevam o que se passa. Trata-se de um exercício de livre dedução. A idéia por trás das técnicas de projeção é a de que as pessoas projetem suas opiniões e atitudes pessoais.
. David Reibstein, professor phD EM Marketing da UNIV. Wharton, professor de marketing da Wharton, assinala que as estratégias qualitativas devem ser utilizadas no período que precede a pesquisa quantitativa, estabelecendo assim as reações a serem estudadas ou a terminologia a ser adotada. . Várias das técnicas baseadas em padrões antigos persistem ainda, como os grupos de foco, a que as pessoas costumam recorrer, mas que não passam de preâmbulo de uma amostra de tamanho maior, mais formal, por meio da qual se obtêm resultados de melhor qualidade.
Reribstein aponta um exemplo de estratégia quantitativa que tem dado resultados excelentes a utilização dos chamados sistemas a cabo segmentados. Em algumas comunidades, as tevês a cabo exibem comerciais diferentes para diferentes famílias que concordam em participar deste projeto. Essas famílias passam então a monitorar suas compras, para que os profissionais de marketing possam determinar até que ponto os comerciais foram decisivos ou não nas compras daquele lar.
Outra estratégia intrigante de pesquisa de mercado, de acordo com Patricia Williams, professora com PHD EM Marketing da UNIV. Wharton, consiste no desenvolvimento de comunidades de marcas, em que as empresas reúnem grupos de clientes com o objetivo de aprofundar a relação que mantêm com eles. Williams cita o caso dos gerentes da Harley-Davidson que, metidos em uma jaqueta de couro, costumam acompanhar os clientes em eventos patrocinados pela empresa.
Outro exemplo vem da indústria farmacêutica, responsável pelo desenvolvimento de comunidades baseadas na Web, em que os pacientes podem interagir uns com os outros e com a empresa. Não creio que os consumidores saibam sempre o que desejam, observa Williams. Por meio destas comunidades experimentais de marcas, torna-se desnecessário perguntar diretamente ao consumidor o que quer que seja. Basta observar. Trata-se de uma estratégia de caráter mais antropológico. Ao mesmo tempo, há limites no que se refere ao tipo de produto que se presta à apreciação da comunidade de marca, diz Williams, citando como exemplo o papel higiênico. Além disso, formar comunidades de marca sai caro e, por vezes, costuma ser visto como modismo.
Williams enfatiza também a necessidade de números mais consistentes e de mais insights qualitativos. Os melhores gerentes de marcas estão abertos a todo e qualquer meio que lhes permita conseguir respostas de melhor qualidade. Não creio que os enfoques qualitativos sejam necessariamente melhores; creio, porém, que foram muito negligenciados, e agora estão se tornando cada vez mais populares.
Em certo sentido, tudo isso começou com a automação computadorizada. O CRM (Marketing de Relação com o Cliente) é uma versão na esfera das massas para o que as boas equipes de representação e vendas sempre fizeram bem feito. A pergunta que se deve fazer é se as campanhas de marketing produzem de fato uma relação de custo-benefício vantajosa.
Conselhos consultivos de clientes: - Algumas empresas estão criando conselhos consultivos de clientes para ajudá-las a descobrir o que seus clientes desejam de fato. O que descobrimos foi que informações de qualidade são ferramentas poderosas para os executivos, assinala Sean Geehan, presidente dos Conselhos Consultivos da Geehan, em Dayton, Ohio, responsável pela formação e gerenciamento de conselhos de clientes. Eles querem tendências. Querem identificar movimentos amplos que possam ajudá-los a estabelecer uma vantagem competitiva sustentável.
Para que valham a pena, os conselhos consultivos de clientes devem ser estruturados cuidadosamente, observa Geehan. A empresa em busca de aconselhamento deve fazer com que a alta gerência se comprometa com as reuniões do órgão, se é que espera atrair para o conselho clientes de esferas igualmente elevadas, que são aqueles responsáveis pela tomada de decisões. As reuniões não devem durar mais de um dia ou dois, ocorrendo uma ou duas vezes ao ano, para que não se perca o foco. Ninguém se queixará se o evento for realizado em local aprazível. Os conselhos devem também oferecer elementos positivos aos seus membros.
. . PROFESSORAS/ES CITADOS NO ESTUDO: |
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. . . sistema de representação comercial e vendas .L
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