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biblioteca exclusiva da univ. wharton .
prof. david reibstein - univ. wharton
1: - Muitos marketeiros gastam muita energia no nome da marca; realizam estudos e se pegam vários meses em testar diversos nomes como se uma palavra tivesse o poder, por si mesma, de vender-se sozinha. Meu sentido comum me diz que o nome realmente não importa. As empresas acabam fazendo uma considerável quantidade de publicidade e criando uma imagem ao redor do nome.
Nomes relativamente novos como Diageo proprietária de Pillsbury, Burger King, Guinness, relevantes marcas de licor, ou Agere, fabricante de componentes de comunicações adquirido por Lucent Technologies, podem parecer estranhos. Mas esses nomes não têm maior nem menor significado que Ford, Marriott, Coca-cola ou outras marcas de renome.
Quais são dois dos nomes mais famosos surgidos durante a década passada? Amazon e Starbucks. Antes que existissem os estabelecimentos pensávamos em café quando escutávamos Starbucks? Rotundamente não. A maioria pensava, de fato, no personagem da série Battlestar Galactica. Nós começamos a conhecer uma empresa mediante seu marketing e publicidade, e a partir daí começamos a criar uma imagem.
2: - Contar com uma grande marca, que seja conhecida e admirada por todos deve representar um grande orgulho. No entanto, às vezes se cai num erro que, levado ao extremo, pode arcar conseqüências desastrosas: uma marca não assegura o sucesso econômico pelo simples fato de ser famosa. De fato, às vezes a fama pode jogar na contramão. Um exemplo: apesar de sua categoria de supermarca global, com 30 mil restaurantes e 46 milhões de clientes ao dia, uma marca como McDonald's (leia a história da marca) pode experimentar problemas.
Mas os novos produtos fizeram marcas na rapidez do serviço característica de McDonald's, e fizeram surgir problemas de qualidade. Hoje, McDonald’s está tentando novas estratégias que lhe permitam reposicionar-se como uma marca com uma melhor imagem pública e com produtos que não se saiam de sua força original:
O caso McDonald’s pode servir como exemplo para ilustrar que a diversificação não sempre é boa. Ultimamente, Starbucks tentou aumentar as vendas ampliando a variedade de produtos que vende. Antes se costumava associar Starbucks com o café. Inclusive podias imaginar-te a Starbucks vendendo artigos relacionados com o café, como podem ser xícaras, café em grão ou jarras para o café; mas agora vendem cartões de felicitações, música, sanduíches e suco naturais.
3: - O típico anúncio de televisão de 30 segundos de duração, considerado como o pilar do marketing em massa e o meio mais eficaz para comunicar uma mensagem, começou a perder influência à medida que as novas tecnologias se vão consolidando entre as novas gerações.
Para compreender melhor qual é o rendimento de investir em publicidade tradicional através da rádio e a televisão, o maior publicitário de massas dos EUA, Procter & Gamble (HISTÓRIA DA MARCA), está promovendo um joint venture de referência entre Arbitron e VNU, a empresa holandesa proprietária de Nielsen Media Research. A televisão se encontra sob escrutínio desde várias frentes.
Outra ameaça é que, em comparação com as gerações anteriores, os jovens passam mais tempo adiante do computador que vendo a televisão. Por último, o auge da televisão por cabo tem fracionado a audiência televisiva, debilitando por tanto o alcance que os publicitários conseguem com um só anúncio. O debate sobre a efetividade dos anúncios de televisão ultrapassa o ponto de inflexão. Alguns dirão e estarão certos, que não há razão de que se preocupar e que o céu não caiu. E têm razão.
4: - Ser o pioneiro, contar com a vantagem da oportunidade e inaugurar um mercado é, sem dúvida, um ativo crucial. Não obstante, nestes tempos ninguém pode permanecer só no mercado durante muito tempo. Não basta ocupar uma posição segura, deve-se inovar constantemente. A conclusão sobre a concorrência poderia resumir-se no cuidado dos aspectos tangíveis e intangíveis de uma companhia:
Os pioneiros são os que fazem mais dinheiro, disso não há dúvida, mas só os pioneiros que conseguem consolidar-se mediante um processo de renovação constante são os que conseguem perdurar e institucionalizar-se. E talvez essa realidade competitiva possa soar agressiva, mas ao final é algo que beneficia a todos.
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