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No
interior de muitas empresas é comum encontrarmos cartazes afixados
nas paredes com os dizeres VOLTE SEMPRE. Também, após a concretização
da venda, o vendedor ainda diz mecanicamente OBRIGADO E VOLTE SEMPRE.
Será
que o cliente volta? Ele obedece a essa ordem?: -
Infelizmente, a maneira como a frase está exposta, ou como é dita pelo
vendedor, dá a impressão de uma ordem, até mesmo porque nada é feito
no sentido de que o cliente sinta-se estimulado a voltar. Muitos
vendedores de lojas, por exemplo, já não fazem uma abordagem positiva, não
conquistando com facilidade a simpatia e confiança do cliente, mas, mesmo
assim, alguns ainda vendem. Entretanto, feita a venda, abandonam o cliente
no meio do salão de vendas, sem conduzi-lo ou pelo menos indicar onde é
o caixa e o setor de embalagem.
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Fazem
exatamente como o "cavalheiro"
que deixa a dama no meio do salão de festa após a dança. Ora, se
enquanto ele está face a face com o cliente o comportamento é esse,
imaginemos o que acontece depois que este vai embora. Aliás, não podemos
nem considerá-lo como cliente, porque certamente não voltará mais.
Pós-Venda?
O que é isso? É trabalho do "patrão", pois o do vendedor,
na sua concepção, já foi cumprido, que é fazer a venda.
Mas
será que essa venda atendeu às expectativas e necessidades do
cliente?
O
produto que está levando é adequado para a solução do seu problema?
Será que o cliente vai voltar para reclamar ou devolver o
produto?
Ou
será que passará a fazer parte daquela faixa dos 90% a 95% de clientes
que não reclamam, simplesmente trocando de loja ou de fornecedores?
Muitos
"empresários"
e "vendedores"
acham que vender é fazer com que a mercadoria saia do estoque, interesse
ou não ao cliente. Razão porque não dão pelo menos um telefonema ou
mandam uma cartinha para saber se o cliente ficou satisfeito com o
produto, se este atendeu às suas necessidades, colocando-se à disposição
para servi-lo cada vez melhor. Será que alguém não se sente bem em
receber tal mensagem?
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O que acontece, na prática, é que muitas pessoas pensam que só o
cliente precisa delas e assim praticam comércio mecanicamente, durante
todos os dias do ano. Não procuram se diferenciar, ficando, portanto, na
mesmice e perdendo cliente o verdadeiro dono da empresa. E o fim desta é
previsível!
Para
muitas empresas/vendedores, o pós-venda é trabalhoso, toma tempo e
custa caro. Não têm pessoas disponíveis para isso.
Os
vendedores / funcionários estão sempre ocupados com suas vendas e
demais tarefas.
O
patrão tem outros afazeres mais importantes e assim sucessivamente.
Então,
de quem é a responsabilidade do pós-venda? Não deve ser feito?
Muito
pelo contrário, deve ser bem feito, e muito, sendo dever de todos na
empresa, fazendo parte de um trabalho prioritário, tal como a pré-venda
e a venda. O processo da venda só se completa se o trio estiver em
perfeita harmonia.
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Assim,
podemos dizer que a empresa é digna do cliente, pois está trabalhando
com competência e profissionalismo para a solução do seu problema,
comprometendo-se com o seu sucesso. Vejamos, através de algumas ações,
como é simples, mas poderoso, o trabalho de pós-venda, para a conquista
definitiva do cliente:
1)
Ligar para o cliente para saber se a mercadoria chegou em perfeitas
condições, dentro do prazo combinado, se o produto solucionou seu
problema, se foi realmente útil, se satisfez a sua necessidade, se
era isso mesmo que ele queria. Se não solucionou, vamos partir para
outra alternativa, contanto que o nível de satisfação seja atingido
na sua plenitude.
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2) Verificar se o cliente necessita de alguma ação de suporte
para o funcionamento do produto ora adquirido. Orientar sobre sua
instalação, uso adequado, instruções adicionais, como tirar melhor
proveito etc. Ou seja, deixar o cliente a par de como se beneficiar ao
máximo desse produto, otimizando o seu trabalho.
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3) É uma boa oportunidade para avaliar o trabalho de pré-venda
e da venda, com o objetivo de corrigir falhas e aprimorar os acertos.
Procurar aproximar-se ao máximo da perfeição. Analisar se
argumentou corretamente, se o cliente ficou realmente consciente dos
benefícios do produto, se ficaram perguntas sem respostas,
permanecendo dúvidas etc. Se as objeções foram de fato superadas,
deixando o cliente convicto disso, ao ponto de concordar com um feliz
e entusiasmado SIM. Se foi eficiente no fechamento da venda, se não
deixou espaços vazios para o concorrente.
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4) Ligar para o cliente, ou visitá-lo, não só na hora da
venda, mas também em outras ocasiões, como data do aniversário, dia
o profissional, aniversário da fundação da empresa, dia da secretária,
para fazer um elogio por alguma ação ou feito por parte do cliente,
que chegou ao seu conhecimento etc. Mostrar que está acompanhando de
perto o seu cliente e que apesar de atarefado, está sempre se
lembrando dele, como pessoa importante na sua vida.
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5) Como seres humanos, somos suscetíveis a falhas e se estas
vierem a ocorrer, de maneira alguma pode-se fugir delas. Muito pelo
contrário, tem-se que agir imediatamente no sentido de corrigi-las. Não
deixar o cliente na mão. Reclamou hoje, faça tudo para atender
"ontem", não deixe para amanhã, que já fica tarde.
Reclamações não atendidas e má qualidade no atendimento geram
desgastes horríveis, chegando a responder por 80% das perdas de
clientes, enquanto que, atendidas e resolvidas prontamente, com urgência,
não só criam oportunidades de novos negócios, como contribuem para
a fidelização do cliente.
Portanto,
para se ter êxito em vendas, não abandone o seu cliente e nem deixe que
ele o abandone. Faça um bom pós-venda, não só pensando como se fosse a
pré-venda da próxima venda, mas também com o objetivo de estreitar
relacionamentos e conquistar novas amizades. Não devemos trabalhar
somente com ações voltadas para lucro de curto prazo e sim para a geração
de clientes-amigos de longa duração, que o retorno será sempre
crescente..
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SR.
PROF. ANTÔNIO DE PÁDUA B. BRAGA
Consultor
da SAGRA - Consultoria em Vendas
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