Sistema de Representação para Representantes Comerciais

BIBLIOTECA EXCLUSIVA DO PROFESSOR

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CHEFE OU EMPRESA?

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SR. PROF. ANTÔNIO DE PÁDUA B. BRAGA

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.Consultor da SAGRA - Consultoria em Vendas

Antônio de Pádua Braga é escritor, palestrante, instrutor de Vendas e Qualidade no Atendimento, da Sagra Consultoria em Vendas.

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É também autor de artigos sobre os referidos temas publicados em diversos sites do gênero e um dos professores mais solicitados e prestigiados da comunidade de representantes comerciais sdr.

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Na edição 858 da revista Exame, seção Agenda do líder, Jack Welch (biblioteca exclusiva do professor) comenta sobre a pergunta, que é feita com freqüência para consultores: O que é melhor: trabalhar para um chefe ruim numa empresa boa ou para um chefe bom numa empresa ruim?
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Diz que se você tiver de optar por um dos dois, que seja, por favor, pela empresa boa. Por quê? Porque, se sua empresa for realmente boa, um dia o chefe ruim será identificado e demitido, ainda que leve tempo. Nesse caso, você poderá ser recompensado com uma promoção por ter apresentado bons resultados, apesar de todo o sofrimento.
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Afinal, todo mundo sabe o que significa trabalhar sob as ordens de um sujeito mal-humorado, mesquinho ou mesmo incompetente. Prossegue dizendo: ainda que você não seja promovido, seu tormento não terá sido em vão. Você poderá ganhar um chefe melhor ou buscar outras oportunidades dentro da organização.

Quanto a segunda alternativa, o leitor já deve deduzir a resposta do ilustre consultor, sendo desnecessário comentá-la. Interessante que durante a minha vida de funcionário já assisti a esse filme várias vezes e atualmente como consultor ouço demais essa pergunta.

Principalmente, o que fazer quando se trabalha numa boa empresa com um chefe ruim?

Como experiência de funcionário, meu último emprego, por vários anos, foi numa empresa multinacional de grande porte, onde tive a oportunidade de trabalhar com vários chefes, com perfis totalmente diferentes. Uns bons e outros ruins. Não deixa de ser uma grande escola, pois a gente aprende tanto com as experiências positivas como com as negativas. O importante e difícil é saber fazer uso do autocontrole e aprender a engolir sapo.

Lembro-me de que na empresa tinha um grande e competente executivo e que muita gente passou pela sua liderança. Depois, essas pessoas, mesmo sob a liderança de outros chefes, sempre que tinham um problema mais sério recorriam a ele. Com sua habilidade, experiência e humildade orientava os mais jovens a fim de que não tomassem atitudes precipitadas, sobretudo quando estavam sob as ordens de chefes ruins.

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Ele sempre dizia que os chefes, bons ou ruins, tinham vida passageira nas empresas. Uns duravam mais enquanto para outros a permanência na chefia era menor, mas o certo é que as mudanças sempre ocorriam. Como disse Heráclito: Não existe nada permanente, exceto a mudança.

Por outro lado, muitas vezes, o ser humano muda totalmente de comportamento de acordo com o momento em que vive. Quem não conhece pessoas que ao serem promovidas o sucesso sobe para a cabeça da noite para o dia? Isso é característica principalmente do mau chefe. São profissionais que não estão preparados e não têm perfil para liderança. Mais cedo ou mais tarde darão seus lugares a outras pessoas, mas antes fazem grandes estragos nas empresas.
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Ainda como exemplo na empresa que trabalhei, tive um gerente de vendas que era bastante arrogante, apesar de muito conversador e de pouca ação. Isso faz parte do perfil dessas pessoas. Usava sempre como chavão a expressão:
Quem planta vento colhe ventania. Geralmente dificultava as coisas para seus subordinados, principalmente as condições de vendas, quando queria sacrificar alguém e mostrar poder.

Ao viajar com a próxima vítima, fazia concessões generosas para os clientes, fechando vendas, que ele mesmo dificultava, a fim de mostrar para a diretoria a sua importância no processo e na empresa.

Certa vez, um colega de empresa, em cargo diferente, mas na mesma hierarquia, falou-lhe de um problema particular pensando em receber algumas palavras de apoio, mas foi surpreendido com a expressão de sempre:

Quem mandou você plantar vento? Agora vai colher ventania! E o colega ficou engasgado por um bom tempo. Mas, como disse Jack Welch: um dia o chefe ruim será identificado e demitido, ainda que leve tempo, chegou a vez do cidadão. Foi chamado pelo diretor e recebeu o bilhete azul.

Nesse processo de desligamento ocorreram duas passagens interessantes:

  • a primeira é que ele estava surpreso com o diretor por estar-lhe demitindo. Perguntou, inclusive, ao mesmo se estava certo do que fazia naquele momento.

  • A segunda, é que foi choramingar exatamente com o referido colega, dizendo não entender o porquê da sua demissão e recebendo como troco a sua célebre frase: Quem planta vento, colhe o quê?

Portanto, não se iluda trabalhando para um chefe bom numa empresa ruim. Opte pela boa empresa, independentemente do tipo chefe e, em qualquer circunstância, faça mais do que sua obrigação, sem perder o autocontrole, que o sucesso está à sua espera.

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SR. PROF. ANTÔNIO DE PÁDUA B. BRAGA

.Consultor da SAGRA - Consultoria em Vendas

Antônio de Pádua Braga é escritor, palestrante, instrutor de Vendas e Qualidade no Atendimento, da Sagra Consultoria em Vendas. É também autor de artigos sobre os referidos temas publicados em diversos sites do gênero e um dos professores mais solicitados e prestigiados da comunidade de representantes comerciais sdr.

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