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Ao
se falar de Marketing, a primeira idéia que vem na cabeça de muita
gente é a propaganda. Aliás, quando se pergunta numa platéia o que é
marketing, as respostas mais comuns são a propaganda, a publicidade, o
merchandising etc., quando na verdade é muito mais do que isso. O
marketing é bastante amplo e oferece excelentes ferramentas para se
vender mais e melhor, além da conquista e retenção clientes. Se for
bem trabalhado...!
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A propaganda é apenas uma das variáveis importantes do
marketing. Ou seja, um dos P’s do composto de marketing, que na
realidade é a comunicação com o público alvo para divulgar, através
dos vários meios, um determinado produto. Portanto, a propaganda faz
parte do marketing, mas não é o marketing como um todo.
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Então,
o que é marketing?
O marketing vem do latim, de mercare,
que significa mercar, comercializar. Em resumo, tem como objetivo a
satisfação das necessidades ou desejos das pessoas, com produtos ou
serviços, num processo de venda ou troca. Mas para um produto chegar da
indústria ao consumidor final estão envolvidos uma série de fatores,
que vão desde a pesquisa, fabricação, venda etc. até a satisfação
do cliente. E é aí onde mora o perigo.
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Já que falamos no P de propaganda, é importante fazermos uma
menção nos P’s de: - "Produto,
Preço e Praça ou Ponto-de-venda".
Isso é importante porque a atitude de muita gente que está no comércio
é de trabalhar estas quatro variáveis controláveis, esquecendo-se de
uma muito importante, que se pode classificar como o quinto P. Ora, não
adianta termos um ótimo produto, com bom preço, uma boa propaganda e
um bom ponto-de-venda se aquele “bichinho”
complicado não for bem trabalhado. E esse “bichinho”
é exatamente o "quinto
P", que
são as Pessoas.
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Entretanto,
quando se fala em pessoas nas empresas, não é raro se ouvir que a
complicação está nos clientes, abusados e cheios de direitos.
Realmente, grande parte do problema está nos clientes, mas nos
internos, nas próprias empresas, que muitas vezes têm os quatro
fatores acima a seu favor, mas pecam bastante nos relacionamentos com os
clientes externos.
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E interessante, ainda, que o quinto P é também uma variável
perfeitamente controlável, pois, como se sabe, 80%
dos motivos da perda de clientes estão na má qualidade do atendimento
e nas reclamações não atendidas.
Então,
por que não se dá especial atenção aos clientes?
Para
se sobreviver e evoluir no mercado competitivo, é fundamental que se
tenha clientes satisfeitos, que garantam faturamento e rentabilidade
para as empresas. Por outro lado, esperar que essa satisfação ocorra
simplesmente com base no produto, preço, ponto-de-venda e propaganda,
está longe de ser realidade.
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Em
palestras, às vezes as pessoas perguntam:
- “E
quando o patrão não é bom, como é que posso trabalhar com satisfação?”.
Dando logo a entender que transferem sua insatisfação para os clientes
como uma forma de punir o patrão. Na realidade, não estão punindo o
patrão, mas sim a si próprias, por várias razões. Uma delas, por
desconhecerem o conceito de empregabilidade, não se preocupam com o seu
desenvolvimento profissional e, logicamente, por estarem sempre
despreparadas, não podem se manter competitivas no mercado de trabalho.
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Sendo assim, têm que permanecer onde estão, mesmo sem gostar.
Uma outra, é que as pessoas têm que colocar na cabeça que não
trabalham para empresas ou patrões, mas para elas mesmas. E que o seu
crescimento profissional só depende delas e de mais ninguém,
entretanto, para isso, têm de fazer por onde merecer. Não se pode
evoluir profissionalmente remando contra a maré, isto é, prejudicando
o cliente e a empresa, pois, antes de tudo, está prejudicando a si próprio.
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É muito importante, então, que antes das pessoas dizerem que o
cliente é chato, exigente, e que os patrões são verdadeiros
exploradores, façam uma análise do seu perfil profissional, a fim de
se posicionarem no mercado.
Estão
preparadas?
Vão
além das expectativas?
São
empregáveis?
Estão
bem cotadas no mercado de trabalho?
São
cortejadas por outras empresas?
Se
não estiverem aptas a atenderem a essas exigências, está na hora de
rever seus conceitos e correr atrás do prejuízo, enquanto houver
tempo, porque senão...
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Um fator profissional importante é que não adianta as pessoas
dizerem que são boas nisso ou naquilo, como é comum acontecer. Quem
tem que reconhecer isso é o mercado e a melhor expressão vem da
satisfação dos clientes, através da solução dos seus problemas,
aliado a um atendimento e uma prestação de serviços de primeiro
mundo. Se isso acontecer, o funcionário passa a ser bem cotado tanto na
sua empresa como na concorrência. Aí sim, a sua empregabilidade está
garantida e ele escolherá a melhor alternativa para colaborar com seu
competente trabalho, não tendo do que reclamar e nem passar raiva. Pelo
contrário, estará sempre motivado, entusiasmado e com o astral no nível
das nuvens.
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O
marketing mix, ou 4 P’s,
é uma ferramenta importante para se evoluir num mercado altamente
competitivo? Não há dúvida que sim, mas desde que se faça uso com
competência também do P de pessoas, do marketing de relacionamento, de
fidelização. Os 4 P’s, por si só, não são diferenciais
competitivos num mercado moderno, evoluído, fortemente disputado, onde
a era da relação deixa para trás, de longe, a exclusividade da transação
praticada por muitas empresas.
Portanto,
para se vender mais e melhor, deve-se dar um passo além, saindo do
tradicional, que já foi diferencial no passado, a fim de se garantir o
passaporte livre para a era da modernidade. E isso é responsabilidade
de todos numa empresa, do mais alto cargo ao funcionário de menor posto
na hierarquia.
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SR.
PROF. ANTÔNIO DE PÁDUA B. BRAGA
Consultor
da SAGRA - Consultoria em Vendas
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