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MONTAR O PRÓPRIO NEGÓCIO GARANTE A INDEPENDÊNCIA?

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SR. PROF. ANTÔNIO DE PÁDUA B. BRAGA

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.Consultor da SAGRA - Consultoria em Vendas

Antônio de Pádua Braga é escritor, palestrante, instrutor de Vendas e Qualidade no Atendimento, da Sagra Consultoria em Vendas.

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É também autor de artigos sobre os referidos temas publicados em diversos sites do gênero e um dos professores mais solicitados e prestigiados da comunidade de representantes comerciais sdr.

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Ser independente é o desejo da maioria das pessoas e por isso muita gente sonha em um dia ter o seu próprio negócio. Mas será que ser empresário é garantia de independência? É fácil ser empresário? E o que fazer para montar um negócio de sucesso?

São perguntas que merecem reflexão, pois ser empresário não significa independência e muito menos sucesso, sobretudo quando não se pensa e age como empreendedor. Porque há uma grande diferença entre os dois, com maior probabilidade de sucesso para o empreendedor.

O empresário comum monta um negócio, sem o devido planejamento e espera que dê certo. Ao contrário, o empreendedor tem sucesso porque faz com que dê certo. Como se sabe, o sucesso de um empreendimento, como de qualquer outra atividade, não ocorre por ocaso, mas é resultado de um trabalho duro, incansável e planejado.

Dentre os vários fatores, três são fundamentais para que um empreendimento tenha sucesso:

1) Conhecimento do ramo pelo empreendedor;

2) Identificação com a atividade e

3) Dedicação e profissionalismo do empreendedor.

Mas quantas pessoas iniciam um negócio sem querer atender a essas regras?: Aí o resultado não pode ser diferente do fracasso, que muitos atribuem à falta de sorte ou às crises do mercado. É por isso que muitos empresários, mesmo tendo o capital inicial suficiente para montar o negócio, não progridem. O capital ajuda em muito para o bom desempenho da empresa, mas por si só não garante o seu sucesso.

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E um capital mal investido, sem rentabilidade, termina sendo deteriorado, culminando com o fechamento da empresa.

Mas o que acontece na prática é que muitas empresas não fecham de um dia paro o outro, mesmo operando sem capital de giro, porque o capital investido já foi para o espaço há muito tempo. Esses empresários, embora conscientes do prejuízo, vão levando de barriga até o dia que der. E aquele sonho de empresário independente passou a ser um pesadelo. 
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Antes da independência, o futuro empresário tem de ter a consciência de que se livrará momentaneamente do patrão, mas irá depender, e muito, dos clientes, fornecedores, governo, bancos, funcionários etc. Ou seja, a sua conta de dependência irá crescer. Para contrabalançá-la, é importante não pensar em independência, mas na saudável relação de interdependência.

O que se vê no dia-a-dia dos negócios é que muitas empresas, principalmente as micro e pequenas, vivem na enorme dependência dos fornecedores de dinheiro. E nas cidades menores dos interiores predomina a figura do agiota, com ganhos de 10 a 15% ao mês em cima do capital emprestado. Bom negócio para ele, embora de muito risco, porque pode não reaver o seu capital, e péssimo para o tomador. 
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Como se entra nessa situação E como se sair dela?: São algumas perguntas feitas diariamente por esses empresários. As respostas são simples:

1) Começaram e continuam trabalhando errado;

2) Não têm um controle dos indicadores de viabilidade de suas empresas (ponto de equilíbrio, lucratividade, rentabilidade, retorno do capital investido etc.);

3) Alto volume de vendas com prazo longo;

4) Elevado índice de inadimplência;

5) Alta dependência de bancos e agiotas para financiar o capital de giro;

6) Vendas sem lucratividade, entre outros.

Um fator preocupante nessas empresas é o índice de inadimplência, chegando a ser em muitas delas de 50% a 70%. É inacreditável, mas é verdade.

Vem então a pergunta: como conseguir capital de giro? Aí se recorre a bancos e agiotas para bancar o cliente que não paga. Até que ponto isso é interessante? Em uma palestra um empresário me perguntou: O que fazer quando o seu melhor cliente é mau pagador?. Pedi que fosse mais explícito e ele disse que tem um cliente que representa 50% do seu faturamento, mas é um péssimo pagador e não aceita pagar juros pelos atrasos.

Ora, esse não é o melhor cliente e sim o pior, pois o está afundando cada vez mais. Sugeri que o mais correto é excluí-lo da sua relação de clientes. Mas o argumento dele foi de que se deixasse de vender para o tal cliente o concorrente venderia. Nesse caso é melhor que compre do concorrente mesmo, pois o que importa não é quantidade de clientes e grandes volumes de vendas, mas sim qualidade nas vendas.

É ter lucratividade e rentabilidade. Vender e não receber é nadar contra a maré, tendo como desfecho o afogamento, causado pelo “sócio” de quem o empresário mais dependeu – o cliente mau pagador. 

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