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partir de R$ 20,00, com 3horas de antecedência.
"Gratos
pela preferência."
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Há
algo de anormal neste anúncio?
Não, muito pelo contrário. É uma maneira de se diferenciar na
conquista e fidelização dos clientes, cada vez mais exigentes, dando
preferência a quem facilita as suas vidas, oferecendo-lhes conforto e
comodidade. Este anúncio é de uma Delicatessen de Recife e está nos
milhares de folhetos que distribui para seus clientes.
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Mas,
o que há de anormal?
Somente o telefone, que geralmente não funciona. Não por defeito técnico.
É que o seu proprietário sempre desliga o aparelho da tomada,
sobretudo nas horas de pique, para não atrapalhar o atendimento aos
clientes face a face! Aí a sua boa intenção vai por água abaixo,
ficando somente na propaganda (enganosa).
O
cliente fica satisfeito?
Não pode! Ou seja, ao invés de atrair, espanta clientes, além de
jogar dinheiro fora com a confecção dos folhetos.
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Interessante que quando se pergunta a esse empresário como estão
os negócios, ele, prontamente, responde que estão difíceis, que vai
sobrevivendo. Que os fornecedores estão sempre subindo os preços, a
concorrência aumentando, os lucros diminuindo por não poder repassar
os aumentos, os clientes comprando cada vez menos etc. Mas
se a intenção acima fosse realmente posta em prática, aliada a outras
ações para uma boa prestação de serviço, haveria tanto motivo para
reclamar? Não
há dúvida de que as coisas não estão tão fáceis, com o poder de
compra da população em constante queda. É por essa razão que tem que
haver uma diferenciação, com um atendimento cada vez mais
personalizado. E é exatamente o que vem fazendo alguns supermercados
das periferias para enfrentar as grandes redes.
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Exemplos como esse é o que se vê diariamente. Muitas empresas
querem conquistar clientes, mas sem fazer nada de diferente. Aliás, até
fazem: - "espanta-os".
Isso fica bem claro no nosso dia-a-dia de consumidor, de consultor, de
palestrante. Ouve-se e se vê casos e mais casos interessantes. Casos
estes contados pelos próprios funcionários de lojas e até por
proprietários e também pelos representantes comerciais do Portal do
SDR, hoje mais de 52.000 leitores e com os quais mantenho uma
performance de escrita de mais de dois anos e se Deus permitir será por
muitos anos mais.
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Numa palestra que realizei numa determinada cidade, mostrei
algumas ações a serem exercidas para se conquistar e fidelizar
clientes. Ao seu final, um empresário veio falar comigo e disse que se
fosse colocado em prática apenas 10% do que falei, muita coisa seria
diferente no comércio da cidade. Que ele mesmo, como comerciante,
reconhecia que se faz muita coisa errada na sua loja. Quando
perguntei-lhe qual o motivo de não colocar em prática, ele disse que
é falta de hábito para se fazer o que é certo.
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Como disse Aristóteles:
- “Somos
aquilo que repetidamente fazemos”
e isso se torna um hábito, que pode ser bom ou mau. Nathaniel
Emmons também
disse: - “O
hábito é o melhor dos servos, ou o pior dos amos”.
Então ao invés de sermos dominados pelos hábitos, temos que
comanda-los, exercitando ao máximo a prática dos bons hábitos.
Complementando, ainda, disse Aristóteles:
- “A
excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito”.
Portanto, se quisermos ser bons em atendimento, em relacionamentos com
clientes, temos que fazer disso um hábito, treinando, exercitando, pois
a repetição é a mãe da perfeição, o qual passa a ser incorporado
normalmente nas nossas ações diárias, fazendo com que sejamos
diferentes dos concorrentes.
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Quando falo em palestras que o preço não é tudo numa relação
comercial, muita gente se assusta. Mas a verdade é que falar de preço
se tornou um (mau) hábito, está impregnado na mente de muitos
profissionais de vendas. Não que o preço não tenha sua influência.
Tem; mas antes do preço há muito que se fazer a favor do cliente.
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Vejamos,
por exemplo, na sua loja como está o desempenho da equipe de vendas,
dos funcionários do caixa, crédito e cobrança, empacotamento,
entregador, do gerente, e por que não o seu também?
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Não
somente como proprietário/empregador, mas nas relações com os
clientes (externos / internos), entre outras ações?
Há
uma tendência natural de reconhecermos nossos pontos fortes, mas os
pontos fracos só são enxergados nos outros, nos concorrentes. Temos a
receita pronta para fazer as coisas certas, mas o difícil é colocarmos
em prática. “Todos
pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo” (Leon
Tolstoi).
Os
seus funcionários conhecem bem os produtos com que trabalham?
Tem
um excelente padrão de atendimento? Relacionam-se bem tanto com os
clientes como com os colegas?
Aquele
sorriso gostoso, natural e permanente, faz parte do cotidiano deles?
E
a aparência, como está?
São
ágeis no atendimento, fazendo com que os clientes não se aborreçam?
As
entregas são feitas com rapidez, respeito e paciência para com seus
clientes?
A
motivação e o entusiasmo da equipe, como está?
E
os erros, são constantes?
E
quando acontecem, como são atendidas as reclamações?
Pratica-se
sempre o pós-venda?
Como
está o nível de relacionamento da gerência com os subordinados?
E
com os clientes?
O
gerente está atento a tudo que se passa na loja, a fim de orientar,
corrigir falhas, mas sem expor seus subordinados ao ridículo na presença
dos clientes, ou mesmo dos colegas?
Ele
é acessível e está sempre incentivando a equipe no sentido de
melhorar cada vez mais o desempenho ou vive em eterna competição com
os subordinados?
E
o acesso e a flexibilidade do proprietário, como é?
Existe
reconhecimento e valorização pelo bom desempenho dos funcionários?
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Por
outro lado, como está o lay-out da empresa?
Mantém
uma boa aparência, bem iluminada, com temperatura agradável, música
ambiente que não espante cliente, com fácil acesso, uma boa vitrine?
E
as mercadorias, estão sempre bem arrumadas, de fácil acesso, com preços
expostos para que o cliente veja com facilidade?
Como
está a divulgação da sua empresa, dos seus serviços?
É
só para impressionar, para atrair clientes, os quais, ao chegarem à
loja, deparam-se com uma realidade totalmente diferente?
Cumpre-se
com o prometido no material de propaganda/divulgação?
Como
se vê, existe uma série de ações a serem exercidas com o objetivo de
melhorar o desempenho de uma empresa, atraindo e mantendo clientes. Mas
é uma política para ser adotada com comprometimento e não com falsas
promessas, que ao invés de atrair clientes, numa competição bastante
acirrada, contribuem para afasta-los, mandando-os diretos para os braços
daqueles concorrentes que tanto incomodam.
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SR.
PROF. ANTÔNIO DE PÁDUA B. BRAGA
Consultor
da SAGRA - Consultoria em Vendas
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