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"Muitas
pessoas são muito educadas para não falar com a boca cheia,
porém
não se preocupam em fazê-lo com a cabeça oca"
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É comum ouvirmos expressões do tipo: - “Esse
cara entende de tudo; é muito competente!”.
Mas será que entender de
tudo um pouco significa competência? Ou é necessário algo mais? Diz o
ditado que “o
pau-pra-toda-obra dificilmente é competente em qualquer uma delas”.
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Você
arriscaria se submeter a uma cirurgia cardíaca com um médico,
que
entende de tudo um pouco, mas não é especialista em coração?
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Não
que esse médico não tenha competência para exercer a profissão. Muito
pelo contrário, mas deve ter alguma especialidade que ele tenha um maior
domínio. Além do mais, a função do clínico geral é fazer um diagnóstico
inicial para em seguida encaminhar o paciente a um especialista. Na
verdade devemos sempre ampliar nossos conhecimentos, ser generalistas, por
curiosidade, mas é fundamental sermos especialista em algo, para o melhor
desempenho das nossas profissões.
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Em vendas,
por exemplo, é fundamental que o profissional conheça bem o seu
segmento, seus produtos, seus serviços, seus mercados, seus concorrentes,
seus clientes etc. Nada impede (e
é muito bom)
que ele tenha conhecimento de outros segmentos, mas é necessário que
seja um especialista
naquilo que está vendendo. Caso contrário, não transmitirá confiança
e segurança para seus clientes, além de não conseguir resultados
positivos nas vendas. Assim também, dificilmente encontraremos jogadores
de futebol que atuem bem ao mesmo tempo no gol, no ataque, na defesa. São
geralmente especialistas em uma posição, onde devem demonstrar competência,
conhecendo bem o que fazem, conseguindo o máximo de eficiência.
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Para desenvolvermos uma atividade com competência, além do
conhecimento, da especialidade, entre outros fatores, é de vital importância
o comprometimento. E esse comprometimento tem que ser tanto conosco, como
com os outros, pois o nosso sucesso depende também do sucesso daqueles
com quem estamos nos relacionando. Um profissional de vendas não terá
sucesso se o seu cliente for mal sucedido. O mesmo acontece com o médico,
com o advogado, com o dentista e também com o jogador de futebol, que
depende do sucesso do seu time e da satisfação dos torcedores. Portanto,
a falta de comprometimento geralmente leva o profissional ao insucesso. E
o não comprometimento, faz com que as pessoas ao invés de construir
pontes rumo ao sucesso, passem a construir muros para o isolamento, para o
ostracismo.
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Por outro lado, a informação
nos leva ao conhecimento, o qual é poder em potencial. A partir do
momento em que colocamos esse conhecimento em prática, que entramos em ação,
passaremos a ser poderosos, pois o conhecimento é o bem mais valioso que
possuímos e ninguém nos toma, a exemplo de um bem material. Então a
competência depende, e muito, das atitudes. De nada adianta sermos
especialistas se não agimos no sentido de executar, de construir algo que
nos leve ao sucesso. Como disse Napoleon
Hill:
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“O
mundo não lhe dá medalhas pelo que você sabe,
mas
poderá coroa-lo com glórias e riquezas pelo que você faz”.
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Infelizmente,
muitas pessoas não são especialistas e muito menos generalistas, pois
de tudo um pouco entendem muito pouco, por falta de capacitação, de
leitura, de estudo no que fazem no seu dia-a-dia. No segmento de vendas,
é lamentável! Muitos profissionais acham que vender é executar
atividades mais físicas do que mentais, quando na realidade o esforço
mental é muito mais importante. O cliente
está cada vez mais informado e exigente. Para se identificar quem é
ele e o que espera do profissional, da empresa, dos produtos e serviços,
é importante que se esteja preparado, a fim de não passar por situações
constrangedoras e, conseqüentemente, sem êxito por mau desempenho da
profissão.
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Na economia moderna o cliente
é quem determina o que quer, como quer, onde, em que quantidade e
qualidade, que preço está disposto a pagar etc. Ou
seja, é quem dita as regras do jogo.
Se o profissional não tiver um bom domínio, um bom conhecimento do que
faz, fica totalmente sem argumentos para agregar valor aos seus
produtos/serviços, a fim de atender a essas necessidades. Portanto,
conhecer um pouco de cada coisa não é suficiente para convencer
o cliente, a
exemplo daquele que é especialista no que faz.
E
entre conhecer um pouco de cada coisa e não conhecer nada, é melhor
ficar com a segunda opção, pois pelo menos evita-se o constrangimento
de passar por situações difíceis perante o cliente,
tentando vender-lhe algo com argumentos frágeis, não convincentes,
resultando sempre no fracasso profissional. Por outro lado, sem
conhecimento algum, ou força o aprendizado pela necessidade ou então a
desistência da profissão pela falta de resultados, conseguindo,
talvez, oportunidade e êxito em outro campo de trabalho.
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Aliás, o fracasso e a grande
desistência da profissão de vendedor
estão exatamente na falta de especialidade
em vendas e
não no mercado em si, nas crises, como muitos pensam. O
pau-pra-toda-obra, aquele que faz de tudo um pouco, está ficando sem
espaço no mercado, o qual está cada vez mais exigente e carente de bons
profissionais.
Mas daqueles que queiram realmente investir na sua carreira, que estejam
dispostos a estudar, buscando sempre o aprimoramento rumo ao sucesso. E
na profissão
de vendas,
como em qualquer outra, ser bom o suficiente não resolve, pois só se
diferencia quem trilha o caminho da excelência, do melhoramento
constante, que os japoneses chamam de KAIZEN.
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SR.
PROF. ANTÔNIO DE PÁDUA B. BRAGA
Consultor
da SAGRA - Consultoria em Vendas
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