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Em
vendas, o conhecimento do produto é importante?.
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Não há dúvida que sim, embora não seja o fator preponderante,
como muita gente pensa, negligenciando os demais. Pois, como se sabe, a
venda é um processo bastante dinâmico, resultado de um somatório de
pequenas tarefas. O conhecimento do produto, tão importante, é apenas
uma parte desse processo, mas que pesa bastante na decisão do cliente.
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Aliados a ele podemos citar as técnicas de vendas, de comunicação,
de relacionamento interpessoal, atitudes pró-ativas, conhecimento do
mercado/cliente e muitos outros fatores. Entretanto, apesar do alto grau
de importância de se conhecer o produto, muitos vendedores ainda vão
todos os dias para os seus postos de trabalho desarmados, sem o devido
domínio sobre as características e benefícios dos seus produtos,
tendo como conseqüência a quebra do processo.
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A venda não se concretizará porque dificilmente um cliente vai
querer comprar de quem não demonstra segurança e convicção no que
está argumentando. E quando o vendedor não tem domínio sobre o que
vende, torna-se um especialista em dizer: - “que
é um bom produto”, “que é de ótima qualidade”, “que a marca já
diz tudo”, “que o preço está excelente”, e assim por diante, mas
ele mesmo não diz nada. Convence o cliente? Não, apenas toma tempo e
aborrece.
Outro
dia presenciei um caso onde a venda não foi realizada por falta de
conhecimento do produto. Estava visitando uma loja quando um cliente
chegou para comprar um equipamento para irrigação. Ele já tinha o
produto em mente, mas o vendedor falou que aquele não era o
equipamento adequado para o tipo de serviço que ia executar,
mostrando qual seria o mais indicado. O cliente então se interessou
pelo produto que o vendedor estava sugerindo, mas queria saber mais
detalhes e o porquê de ser aquele equipamento adequado. O vendedor não
foi convincente e o caso foi para o gerente, que também não o
convenceu. Nisso, ligaram para o fabricante, mas não conseguiram
obter a informação que queriam, por desencontro de horário (verão
no Sul e não no NE). O cliente, por sua vez, agradeceu e se despediu
dizendo que depois voltaria. Pelo que o vendedor me informou depois o
cliente não voltou. Será que ficou sem comprar o equipamento? Sem dúvida
que não! mas certamente encontrou outra pessoa que resolvesse o seu
problema.
Casos
como esse ocorrem todos os dias e assim as empresas perdem muitas
vendas, mesmo tendo o produto certo dentro de casa. E o que fazer para
se vender com qualidade? Simplesmente capacitar a equipe para que se
torne especialista em vendas, e não em argumentos que não convencem
por falta de conhecimento e segurança no que faz. O cliente de hoje é
não mais o bobo de antigamente. Está muito esperto e não quer
empregar o seu dinheiro na compra de um produto que duvida ser o
adequado para a satisfação de suas necessidades. No entanto, muitos
vendedores ainda insistem que o preço é tudo numa venda.
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Por falar em preço, este passa logo a ser uma séria objeção
quando o vendedor não tem o devido conhecimento do produto que está
vendendo. Por mais barato que seja, torna-se caro, pois onde está o
valor agregado se o cliente não está convencido do benefício que terá?
No entanto, a partir do momento em que são feitos argumentos de vendas
com bastante conhecimento, segurança, convicção, entusiasmo, ficando
bem claras as reais vantagens e benefícios do produto, qualquer cliente
se dá por satisfeito e concorda com o vendedor, esquecendo-se
facilmente daquele que não demonstrou competência, mesmo querendo
vender com menor preço.
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Como
disse P. Whiting:
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“Nenhum
cliente reclamará que um vendedor fala demais,
se
este disser em poucas palavras o que deseja”.
Mas
para isso, acrescenta ele, é necessária uma boa dose de
conhecimento. Portanto “Uma boa regra a respeito do conhecimento do
produto é: "conheça muito fale pouco”.
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SR.
PROF. ANTÔNIO DE PÁDUA B. BRAGA
Consultor
da SAGRA - Consultoria em Vendas
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EXCLUSIVA DO PROFESSOR
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