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.. . VENDEDORES NÃO GOSTAM DE LER .. . SR. PROF. ANTÔNIO DE PÁDUA B. BRAGA . .Consultor da SAGRA - Consultoria em Vendas
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Quantos vendossauros passam a vida toda fazendo a mesma coisa, sem nenhuma perspectiva de crescimento? Mesmo assim estão sempre se vangloriando de serem grandes vendedores. Ainda bem que se dizem satisfeitos com a profissão! Só não entendo por que vivem eternamente reclamando do mercado e concorrência, bem como da falta de oportunidade nas empresas onde trabalham. Que não há reconhecimento por parte dos chefes. Aliás, chefes que foram promovidos porque são bons bajuladores. E isso eles não são, razão de não terem chances de crescerem.
Acompanho muitas vezes discussões pela internet onde há consultores que defendem que a venda não existe, mas sim a compra. Que o vendedor da era moderna não passa de um mero atendente, porque o cliente já sabe o "que" e "onde" comprar. Discordo dessa idéia. Concordo que quando o cliente vai às compras é porque tem necessidades ou desejos de determinado produto ou serviço. Mas como existem muitos produtos com similaridade em qualidade e preço, vem a dúvida: .
O cliente não é obrigado a conhecer o produto, isso é função de quem está vendendo. É aí onde está o problema. Um exemplo bem comum está nas revendedoras de automóveis. O cliente, ao visitá-la, vai com a intenção de comprar um carro, mas nem sempre o negócio se concretiza exatamente por falta de vendedor. Atendentes elas tem até demais e principalmente estagiários, no papel de vendedores, que estão ali defendendo a mensalidade da faculdade. Muitos dizem explicitamente que não investem em si como vendedores porque não é isso que querem, mas sim a profissão em que estão se graduando.
A função do vendedor é fazer com que o cliente compre bem e isso significa vender com qualidade. E só há qualidade na venda quando o produto satisfaz plenamente às necessidades do cliente e ele volta para fazer novos negócios. Como os produtos estão cada vez mais similares em qualidade, cada vendedor deve conhecer bem o seu produto para mostrar com convicção ao cliente os benefícios que ele terá por optar pelo seu.
Recentemente aconteceu comigo um caso de compra malfeita. Tinha um celular Nokia, de modelo simples, pois sempre fui partidário de que o aparelho é para se falar e muitas funções a gente nem usa. Resolvi trocar na TIM por outro aparelho. Chegando lá me mostraram uns aparelhos modernos (com aquelas promoções onde se paga doze prestações de R$ 1,00), dos quais um da Siemens, com mil e uma funções, até falar (nessa é ruim).
Optei pelo da Siemens e depois vi que fiz uma péssima escolha. A bateria dura muito pouco em relação ao Nokia e o volume do som é variável. Hora é alto e tem momentos que é baixo demais. Liguei para a TIM, mas infelizmente não foi possível trocar o aparelho pelo da Nokia. Fui até a Assistência Técnica da Siemens e disseram que o aparelho está normal. O mais absurdo foi o argumento da atendente:
SR. PROF. ANTÔNIO DE PÁDUA B. BRAGA .Consultor da SAGRA - Consultoria em Vendas
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