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Freqüentemente
ouve-se dos vendedores externos que o seu trabalho é mais árduo do que
o do vendedor de varejo. Que o vendedor de loja leva uma vantagem, pelo
fato do cliente ir à sua procura, com o produto pré-determinado, ao
contrário deles, que vão ao encontro do cliente, às vezes desarmados.
Por
essa razão, o vendedor de varejo não precisa despender tanto esforço
com argumentos para executar a venda. Esta já está praticamente feita,
tem meio caminho andado.
Será
que a realidade é essa?
Não
há dúvidas de que são dois trabalhos distintos, com abordagens
diferentes, mas ambos exigem o mesmo empenho, para se atingir o
objetivo. Não é porque o cliente vai à loja e opta por um vendedor
que as coisas ficam mais fáceis. Se assim fosse, o índice de
aproveitamento das vendas x recepção de clientes seria de 100%. E por
que isso não acontece?
Nos diversos segmentos de mercado, tanto na venda de varejo como
na externa, onde se necessita do atendimento pessoal, o empenho no
trabalho de vender é de suma importância. E é exatamente aí onde está
a deficiência de muita gente, tendo como conseqüência a perda de
muitos negócios.
Talvez,
por se achar que é mais fácil a venda onde o cliente vai à procura do
produto, é que muitos profissionais não se auto-desenvolvem. Não
investem para conhecer melhor os seus produtos, técnicas de vendas, bem
como na adoção de atitudes vencedoras, entre outras. Conjunto de
fatores que só viriam a facilitar a vida do vendedor e do cliente, pois
se ganharia em tempo e efetividade para ambos. Conseqüentemente, isso
seria traduzido em lucro, já que tempo hoje vale ouro.
O
vendedor interno, a exemplo do externo, tem que conhecer bem o seu
produto para fazer uso de argumentos convincentes.
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Argumentos
esses, não só baseados em características, que, erroneamente, são os
mais usados, mas sim em cima de vantagens e benefícios, que são os
impulsionadores de vendas, que interessam aos clientes.
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Tem
que estar apto para valorizar o seu produto, de modo que o cliente
perceba que o preço cobrado é justo.
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E
não simplesmente ficar repetindo "que é um bom produto";
"que a marca já diz tudo", ou seja, o que se ouve no
dia-a-dia do comércio.
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Tem
que saber identificar as reais necessidades do cliente para apresentar o
produto certo e sem perda de tempo, mostrando eficiência e competência
no seu trabalho.
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Com
isso, evitam-se argumentos indesejáveis que não levam a nada, tais
como: "nosso preço é o mais barato do mercado"; "você
não vai encontrar outro igual"; "parcelamos em `X´
vezes", antes do cliente demonstrar interesse pelo produto.
No
tocante a conhecimento, ainda, o vendedor varejista deverá estar também
bastante inteirado sobre os produtos concorrentes, clientes, mercado,
tendências, ameaças, oportunidades, ou seja, tudo o que é necessário
para o bom desempenho de qualquer profissional de vendas que se preza.
Muitos acham que isso é obrigação do empregador, sendo o seu trabalho
somente o de vender. Mas como, se falta preparo?
Outro fator altamente importante é estar bem familiarizado com
as modernas técnicas de vendas, de atendimento, de comunicação, de
relacionamento interpessoal, de boas maneiras, de tal modo que o cliente
sinta-se satisfeito durante o atendimento. Que sinta segurança e
credibilidade na relação, ficando convencido de que aquele
profissional está interessado em atendê-lo da melhor forma possível,
isto é, em servi-lo e não em se servir dele. Que aquele vendedor não
está visando somente à comissão e ao cumprimento da meta de venda,
mas sim ao cliente de hoje e sempre.
De igual importância também são as atitudes vencedoras que
devem ser adotadas pelo profissional do varejo. Aliás, de nada adianta
um bom conhecimento no que se faz, bem como das melhores técnicas de
vendas do mundo, se não houver disposição para um bom atendimento. Se
este for feito com frieza, sem interesse, sem entusiasmo, sem emoção,
sem vibração ao falar, vai tudo por água abaixo.
Não
adianta se ter bons produtos e bons preços, se não houver o momento mágico
do atendimento, do encantamento do cliente. Tem que estar presente, com
toda espontaneidade, a emoção, a motivação, a crença, a alegria,
aquele sorriso bonito e natural, ou seja, deverá ficar estampado no
rosto, com o brilho nos olhos, a máxima vontade de melhor servir.
Aquele momento ímpar, de um super-atendimento a uma pessoa importantíssima.
Pessoa essa que, com certeza, voltará mais e mais vezes para fazer negócio
com ele, contribuindo para o seu desenvolvimento profissional e pessoal.
Como se vê, aquilo que pensa o vendedor externo, que não se
profissionalizou, não corresponde à realidade. Todo e qualquer
profissional de vendas, seja interno ou externo, tem que fazer do
excelente atendimento, da melhor vontade de servir, para encantar e
fidelizar clientes, a sua marca registrada. Mas, para isso, são necessárias
somente três palavrinhas no seu cotidiano: PREPARAÇÃO,
PREPARAÇÃO E PREPARAÇÃO.
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SR.
PROF. ANTÔNIO DE PÁDUA B. BRAGA
Consultor
da SAGRA - Consultoria em Vendas
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