Sistema de Representação para Representantes Comerciais

BIBLIOTECA EXCLUSIVA DO PROFESSOR

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VENDEDOR INTELIGENTE E SOBREVIVENTE.

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PROF. GILCLÉR REGINA

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ceag@ceag.com.br  -  (44) 227-0697  -  www.ceag.com.br

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Consultor de Vendas, Motivação e Qualidade. Escritor com 3,5 milhões de livros e CD's motivacionais vendidos. Palestrante em Convenções de Vendas, reconhecido em todo o país.

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Apresenta um show de palestra motivacional com foco em vendas, marketing, atitude, comportamento, bom humor e resultados. Articulista de vários veículos de comunicação com aproximadamente 1000 artigos publicados. Realiza em média 100 palestras por ano no Brasil e exterior.

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Tudo começou com os mascates, que foram nossos primeiros vendedores profissionais. Sua estratégia era simples: ser a pessoa certa no lugar certo, única opção de compra nos cafundós do Brasil, além de prestarem excelente atendimento e flexibilizarem o preço para agradar os clientes.

Entre a segunda metade do século XIX e a primeira do século XX, deu-se o reinado do Caixeirodonte Viajantossaurus Rex, que levava sobre o mascate uma vantagem: em vez daquelas malas enormes contendo todo o estoque, carregava apenas o talão de pedidos.

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Num país de dimensões continentais, desprovido de meios de comunicação e vias de acesso, a estratégia do caixeiro viajante se resumia a "conseguir chegar lá". E ele chegava, dedicado coletor de pedidos, abastecendo lojinhas e armazéns pelos confins do Brasil.

Os ventos da modernidade determinaram o fim dos Caixeirodontes e, lá pela década de 50, junto com toda uma onda de tecnologia e estradas, surgiu o primeiro vendedor da era moderna: 0 GAFANHOTO!

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Impulsionados por novas e revolucionárias utilidades domésticas, eles atacavam em nuvens, ceifando os campos de um mercado novo e inexplorado. Feita sua colheita, desapareciam, como haviam vindo, para ceifar em outros campos. Deparando-se com um território imenso e ainda virgem, aqueles predadores agressivos, verdadeiros mestres da venda sob pressão, não viam motivos para se preocuparem com a preservação do mercado.

Os anos 60, revolucionários em muitas áreas, trouxeram a contra-revolução em vendas. Anos prósperos, marcados pela entronização do consumidor jovem e novidades como a popularização da TV e do fogão a gás e a indústria automobilística nacional. Anos em que vender era só uma questão de ter o produto certo para se vender sozinho. O resultado foi uma geração inteira de burocratas da venda, daquele tipo que "até deixa o cliente comprar, se ele insistir bastante". 

Depois da festa dos 60 veio a ressaca dos 70, a fase em que todos queriam "levar vantagem em tudo, certo?" A malandragem institucionalizada também se alojou na área de vendas, onde o vendedor "esperto" tentava se adaptar a um mercado que começava a dar sinais de saturação. Este período de malandragem contribuiu em muito para a má fama da categoria.

Chegamos aos 80 com o mercado já bastante concorrido, forçando os profissionais a buscarem aprimoramento técnico para melhorar sua performance. Foi a era das "Técnicas de Vendas" , período em que a cena da venda foi estudada e o cliente analisado feito um rato de laboratório, para que o vendedor soubesse exatamente quais os botões a apertar para fazer saltar a mola do fechamento.

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Esta visão mecanicista da venda, fruto da árvore ressequida da psicologia comportamentalista, ainda tem muitos seguidores, obcecados pelo fechamento. Em tempo de vacas magras, praticava-se o abate indiscriminado, tendo por único objetivo o fechamento a qualquer preço.

A aurora dos 90 trouxe o Código de Defesa do Consumidor, a Qualidade Total e a massificação da informática, a inflação galopante e a estabilização monetária, os escândalos financeiros e a redescoberta da ética nos negócios e na política. Com o mercado saturado, era preciso vender o segundo e o terceiro carro da família, vender fogão, geladeira, microondas e freezer para quem já tinha geladeira e fogão, vender máquinas para quem já tinha máquinas.

Conquistar um novo cliente ficou cada vez mais caro e difícil, então descobrimos que era necessário vender de novo para o mesmo cliente, coisa que já sabia o dono de armazém que vendia pela caderneta. Parceria e fidelidade surgiram em nosso vocabulário, como pólvora e bússola no de Cabral e Vasco da Gama (o português, não o carioca). 

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Pela primeira vez, a identificação das necessidades do cliente assumiu o centro da cena. Vender para satisfazer o cliente, essa foi a tônica dos anos 90 a década do atendimento e da parceria com o cliente. E agora, o que virá? 

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Viramos o século pressionados pelo comércio eletrônico, o auto-atendimento, as lojas virtuais, os sistemas integrados entre clientes e fornecedores, regulados pela flutuação dos estoques. Pela primeira vez na História, somos uma espécie ameaçada de extinção

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Conseguirá a unidade biológica de vendas sobreviver ao advento do vendedor eletrônico? Ou, a exemplo dos linotipistas e revisores, telefonistas e desenhistas técnicos, micos leões e onças pintadas, estarão os vendedores ameaçados de extinção, só conseguindo sobreviver em reservas ecológicas e outros ambientes preservados? 

Nos moldes antigos, sim. O vendedor, aquele que "vende", o adepto do prazer solitário que só quer sua comissão, tende a desaparecer. Dois fatores, porém, sinalizam para uma importante mutação, capaz de assegurar a perpetuação da espécie:

1. O poder mudou de mãos, passando do "vendedor" para o "comprador". A decisão é de quem compra. 

2. Embora solícitos e informativos, os sistemas automáticos são incapazes de se relacionarem. Oferecem alternativas mas não dão aconselhamento, a máquina não substitui a presença humana em muitos casos. 

Daí se conclui que:  

a) Aquelas situações em que vender se limita a exibir opções e anotar pedidos, serão melhor atendidas pelos vendedores eletrônicos. 

b) A venda mais especializada, porém aquela que demanda diagnóstico, negociação, flexibilidade, criatividade, opinião e relacionamento essa deverá ser sempre efetuada pelo ser humano. 

O profissional de vendas sobreviverá:  

1. Desenvolvendo seus conhecimentos técnicos específicos. 

2. Explorando cada vez mais os seus potenciais de comunicação, relacionamento, criatividade e capacidade de negociar e tomar decisões. 

3. Ampliando sua consciência ética e social. 

Existem coisas que as máquinas e os sistemas fazem melhor do que nós. O vendedor inteligente (e sobrevivente) será aquele que direcionar sua atividade para aquilo que só ele é capaz de fazer. Isso implica em retomar o sentido social da atividade, o que lhe deu origem: 

Identificar necessidades.

Proporcionar às pessoas e organizações os meios de satisfação dessas necessidades. 

Vendedor inteligente torna a venda mais provável, como diz a letra da música, adaptada para o mundo das vendas: Vale a pena vender de novo.

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PENSE NISSO! SUCESSO E UM FORTE ABRAÇO

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