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EXCLUSIVA DO PROFESSOR
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A
IMPORTÂNCIA DO FEEDBACK
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SR.
PROF. HAMILTON BUENO
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Palestrante
em congressos, convenções e em eventos nacionais e internacionais.
Expert em formação de equipes de alta performance, credenciado pela
Richard Chang Associates, de usa. Eleito
Profissional do Ano 1997, pela Who-Is-Who International. Autor de inúmeros
artigos para jornais e revistas de circulação nacional.
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Feedback:
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É um processo de
ajuda para mudança de comportamento: é comunicação a uma pessoa,
ou grupo, no sentido de fornecer-lhe informações sobre como sua atuação
está afetando outras pessoas e os resultados do seu trabalho.
Feedback eficaz ajuda o indivíduo (ou
grupo) a
melhorar seu desempenho e assim alcançar seus objetivos. Para
tornar-se realmente um processo útil, o feedback precisa ser, tanto
quanto possível:
descritivo
em vez de avaliativo: - Quando
não há julgamento, apenas o relato de um evento, reduz-se a
necessidade de reagir defensivamente e assim o indivíduo pode ouvir
e sentir-se à vontade para utilizar aquele dado como julgar
conveniente.
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específico em vez de geral: -
Quando se diz a alguém que ele é
“dominador”, isto tem significado menor do que indicar seu
comportamento numa determinada ocasião: - “Nesta reunião você
fez o que costuma fazer outras vezes, você não ouviu a opinião
dos demais e fomos forçados a aceitar sua decisão para não
receber sua críticas exaltadas”.
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compatível com as necessidades (motivações)
de ambos, emissor e receptor: - Pode
ser altamente destrutivo quando satisfaz somente às necessidades do
emissor.
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dirigido para comportamentos: -
Que o receptor possa modificar, caso
contrário, a frustração aumentará, se o receptor perceber que não
tem capacidade de mudar o assunto objetivo de feedback.
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solicitado em vez de imposto: - Será
mais útil quando o receptor tiver formulado perguntas e demonstrado
interesse em receber feedback. Checar receptividade e criar um clima
positivo para a sessão de feedback é um dos principais desafios do
emissor.
oportuno: -
Em geral, o feedback é mais útil se
for próximo à ocorrência do comportamento em questão.
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esclarecido para assegurar comunicação
precisa: - Um
modo de proceder é fazer com que o receptor repita o feedback
recebido para ver se corresponde ao que o emissor quer dizer.
Os
insucessos freqüentes na comunicação interpessoal têm indicado,
entretanto, que estes requisitos embora compreendidos e aceitos
intelectualmente, não são fáceis de serem seguidos, tanto no
processo de dar feedback quanto no de receber feedback.
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Por
que é difícil receber feedback?: -
É difícil
aceitar nossas ineficiências e ainda mais admiti-las para os outros,
publicamente. A questão de confiança na outra pessoa é crítica,
especialmente em situações de trabalho ou outras que podem afetar
nosso status ou imagem. Podemos também recear o que a outra pensa a
nosso respeito. Podemos sentir que nossa independência esteja sendo
violada ou que o apoio que esperávamos nos esteja sendo negado.
Quando
percebemos que estamos contribuindo para manter o problema e que
precisaremos mudar para resolvê-lo, podemos reagir defensivamente:
paramos de ouvir (desligamos), negamos a validade do feedback,
agredimos o emissor, apontando-lhe também seus erros, etc.
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Às
vezes, a resolução de um problema pode significar descobrir e
reconhecer algumas facetas de nossa personalidade que temos evitado
ou desejado evitar até de pensar.
Por
que é difícil dar feedback?: - Gostamos
de dar conselhos e com isso sentimo-nos competentes e importantes. Daí
o perigo de pensar no feedback como forma de demonstrar nossa inteligência
e habilidade em vez de pensar na sua utilidade para o receptor e seus
objetivos. Podemos reagir somente a um aspecto do que vemos no
comportamento do outro dependendo de nossas próprias motivações e
com isso tornamo-nos parciais e avaliativos, servindo o processo de
feedback como desabafo nosso (alívio
de tensão)
ou agressão, velada ou manifestada.
Podemos
temer as reações do outro sua mágoa, sua agressão, etc... isto
é, que o feedback seja mal interpretado, pois em nossa cultura
feedback ainda é percebido como crítica e tem implicações
emocionais (afetivas) e sociais muito fortes, em termos de amizade
(ou sua negação), status, competência e reconhecimento social.
Se
o receptor se torna defensivo, podemos tentar argumentar mais para
convencê-lo ou pressioná-lo. Assim, reagimos à resistência com
mais pressão e com isso aumentamos a resistência (defensividade
e rigidez),
o que acontece tipicamente em polêmicas que se radicalizam. Muitas
vezes, a pessoa não está preparada psicologicamente para receber
feedback ou não deseja nem sente sua necessidade. É preciso atentar
para estes aspectos de nula ou fraca prontidão perceptiva, que
constituem verdadeiros bloqueios à comunicação interpessoal. Se
insistimos no feedback, a pessoa poderá duvidar dos nossos motivos
para tal, negar a validade dos dados, racionalizar procurando
justificar-se etc. Como superar dificuldades:
1.
Estabelecendo uma relação de confiança recíproca para diminuir
as barreiras entre emissor e receptor;
2. Reconhecendo que o feedback é um processo de exame conjunto;
3. Aprendendo a ouvir, a receber feedback sem reações emocionais
(defensivas) intensas;
4. Aprendendo a dar feedback de forma habilidosa, sem conotações
emocionais intensas, criando um clima propício e atendo-se aos
fatos, de maneira não avaliativa.
Todos
nós precisamos de feedback, tanto do positivo quanto do negativo.
Necessitamos saber o que estamos fazendo inadequadamente como também
o que conseguimos fazer com adequação, de modo a podermos corrigir
as ineficiências e mantermos os acertos. Os dados subjetivos
referentes a sentimentos e emoções também são importantes no
processo do feedback . Por exemplo:
“Quando
você fez aquilo, senti-me numa situação muito desagradável”.
Isto
não tem por objetivo invalidar os motivos da outra pessoa, apenas
indicar como a sua ação repercutiu em nós. Não sabemos por que
agiu assim, sabemos, porém, como o seu comportamento nos fez sentir.
Quando recebemos feedback de uma pessoa precisamos confrontá-lo com
reações de outras pessoas para verificar se precisamos mudar nosso
comportamento de maneira geral ou somente em relação àquela pessoa.
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Feedback
de grupo: - O
grupo também tem necessidade de receber informações sobre o seu
desempenho. Os integrantes do grupo precisam saber se a atmosfera é
defensiva, se há muita rigidez nos procedimentos, se está havendo
sub utilização de pessoas e de recursos, qual o grau de confiança
no líder e outras informações sobre seu nível de maturidade como
grupo. Os mesmos problemas envolvidos do feedback individual estão
presentes no de grupo, em maior ou menor grau. Assim, o grupo pode
receber feedback de:
A
membros atuando como participantes - observadores;
B membros selecionados para desempenhar uma função específica de
observador para o grupo;
C consultores externos ou especialistas que vêm para fazer observações,
valendo-se de perspectivas mais objetivas;
D formulários, questionários, folhas de reação, entrevistas.
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A
medida que os membros amadurecem e desenvolvem suas habilidades em
dar e receber feedback individual tornam-se, também, hábeis em dar
feedback ao grupo como um todo, sempre que necessário e oportuno.
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