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terceirização funciona?

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SR. PROF. HAMILTON BUENO

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Palestrante em congressos, convenções e em eventos nacionais e internacionais. Expert em formação de equipes de alta performance, credenciado pela Richard Chang Associates, de usa.

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Eleito Profissional do Ano 1997, pela Who-Is-Who International. Autor de inúmeros artigos para jornais e revistas de circulação nacional.

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TERCEIRIZAÇÃO FUNCIONA QUANDO SOMA EXCELÊNCIAS
A terceirização é uma forma de contratação que agrega a atividade-fim de uma empresa à atividade-meio de outra. Deve, assim, cumprir os requisitos da parceria e da excelência.

O fornecedor de produtos ou serviços, especialista em determinado ramo, é o terceiro, e a empresa tomadora dos serviços é quem contrata o especialista para fazer melhor e com mais produtividade aquilo que fazia. Busca-se assim, o efeito sinérgico:
2 + 2 > 4.

A terceirização no Brasil correu por caminhos “
out of law”, gerando as mais diversas complicações para os tomadores. Na ânsia de reduzir custos, contratavam pelo menor preço. A cadeia se concluía: o terceiro, para ter lucro, sangrava os salários, cortava horas extras, não recolhia os encargos sociais e trabalhistas, degradando a qualidade da prestação do serviço, potencializando o passivo trabalhista, gerando complicações ao processo produtivo da empresa tomadora, além de desgastes para todos os gostos.

Após tropeços, a terceirização começa a mostrar a que veio: somar excelências. Se faço bem turbinas de avião ou refrigerantes, por que devo entender de vigilância, do teor protéico dos alimentos servidos aos meus funcionários, do processo seletivo que utiliza técnicas psicodramáticas? Cada um no seu galho! A visão deve ser generalista, a atuação, sim, deve ser especialista. E, assim, reencontramos a terceirização, onde primeiro vem a qualidade e com ela a satisfação do cliente. A redução de custo é conseqüência.

Com o Enunciado
331 do TST, de 4.1.94, a justiça brasileira começa a ver com mais receptividade este processo, “desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.” Nosso conselho, entretanto, é de que cada organização tenha competente assessoria jurídica para avaliar os riscos da responsabilidade solidária. Um contrato adequadamente formulado e especificado junto ao terceiro, também, é fundamental.

A seguir, um guia básico para sua empresa valer-se da tecnologia e da competência de terceiros:

1. A terceirização deve recair sobre as atividades-meio. As atividades estratégicas devem ser analisadas restritivamente. Se for o caso de terceirizá-las, a probidade, a competência e a parceria são de extrema relevância.

2. Nunca contrate seus funcionários como terceiros. Você certamente lhes pagará polpudas indenizações pelo reconhecimento da continuidade do vínculo empregatício.

3. Contrate uma empresa idônea, atuante no mercado há algum tempo. Analise seus últimos balanços. Visite três clientes, pelo menos, e certifique-se dos problemas e da forma como os conflitos são tratados. Pergunte sobre a seriedade, qualidade, cumprimento dos prazos, imagem, forma de tratamento dos próprios empregados etc. Se ouvir só elogios, desconfie.

4. Tenha claro o objeto da contratação e as características do trabalho a ser executado ou do produto a ser adquirido. Não seja displicente, ao contrário, seja rigoroso nos detalhes (daquilo que for essencial).

5. Eleja indicadores de desempenho do tomador e os coloque no contrato. Estabeleça multas e situações de rompimento do contrato nos casos de não-cumprimento.

6. Tenha uma relação afável com o terceiro, mas seja duro com as não-conformidades. Não aceite desculpas.

7. Interesse-se genuinamente pelo terceiro, visite suas instalações, conheça seus empregados, seus maquinários, computadores, etc. e veja como ajudá-lo a se desenvolver. Faça isso regularmente e principalmente, antes de contratá-lo.

8. Aculture seu novo fornecedor: mostre-lhe claramente, sem pressa e em detalhes, os traços culturais de sua empresa: valores, crenças, normas, costumes, estilos etc.

9. Dê feedbacks regulares a seus terceiros. Diga-lhes o que não vai bem. Mas, também, não economize elogios.

10. Mais importante: busque uma relação de parceria. Um parceiro cumpre três requisitos básicos: objetivo comum, confiança e complementaridade. O objetivo comum é a qualidade e a produtividade do serviço ou produto. É a satisfação de quem oferece e de quem recebe. A confiança se contrói, passo-a-passo, pela postura íntegra, profissional, criteriosa e madura. A complementaridade se dá pelo conhecimento, experiência e tecnologia que o terceiro oferece ao tomador dos serviços ou do produto.

Se você gastar com o terceiro até 10% mais do que faria com sua própria gente, tenha certeza: você está economizando dinheiro, saúde e ainda sobra tempo para delinear, com sucesso, novas estratégias empresariais com vistas à satisfação dos seus atuais clientes e dos novos também.

Pode-se, assim, concentrar-se na atividade-fim da empresa, valendo-se do talento para transformar ameaças em oportunidades e prospectar novos nichos de mercado para a organização.

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