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ALGUNS
ASPECTOS MERCADOLÓGICOS:.
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Especialistas
em comercio exterior têm ressaltado nossa necessidade de aumentar as
exportações brasileiras. Somente assim o país poderá voltar a
crescer. As exportações nos trarão os dólares que tanto precisamos,
dizem economistas e outros especialistas.
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Afora os problemas estruturais que temos que não abordaremos
aqui, voltamo-nos neste artigo para a análise de alguns aspectos
relativos às práticas de marketing internacional. Estrategicamente, as
decisões de marketing
internacional
buscam respostas para as seguintes questões:
Devemos
ingressar no mercado internacional? Por quê?
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Em
caso positivo, em que mercados devemos focar nossa ação?
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Como
ingressaremos nesses mercados?
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Qual
deverá ser o composto de marketing ofertado e como nossa empresa
deverá se estruturar para esta empreitada?
Em
geral, a decisão de atuar em mercados internacionais envolve uma ou várias
justificativas, como a descoberta de novas oportunidades de lucro, a
necessidade de aumentar a base de clientes visando economias de escala,
a vontade de ser menos dependente de apenas um único mercado, etc.
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Uma vez tomada a decisão, a empresa deverá definir em quantos
países pretende atuar. Em geral, isto envolve a análise dos custos de
entrada e de controle do mercado, dos custos de adaptação do composto
de marketing, da população e da cultura do país e da concorrência e
suas formas de retaliação. Quanto
ao modo de ingressar no mercado, a empresa pode optar pela:
exportação
indireta (exportador estabelecido no próprio país, agente de exportação,
cooperativas e empresas de gestão de exportação)
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pela
exportação direta (departamento interno de exportação, filial ou
subsidiária de vendas no exterior, representantes de vendas de
exportação que viajam para o exterior e agentes ou distribuidores
estabelecidos no exterior)
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pelo
licenciamento
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pela
formação de joint-ventures
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ou,
finalmente, pelo investimento direto
Estas
opções aparecem em sentido crescente quanto ao grau de
comprometimento, risco, controle e lucro. A estrutura e controle
das atividades de exportação devem ser definidas entre,
principalmente, a criação de um "departamento
de exportação vinculado ao departamento de marketing"
ou a criação de uma "divisão
internacional",
com maior autonomia. Finalmente, deverá definir o "mix
de marketing". Neste
caso, basicamente, a decisão se refere-se a qual estratégia adotar e
adequar os impactos dessa opção sobre as alternativas de produto, preço,
praça e promoção. Existem três estratégias básicas:
Global:
- quando a empresa atua de forma padronizada nos diversos mercados
internacionais, como muitas empresas japonesas fazem.
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Multinacional:
- onde cada mercado é visto como uma singularidade, com a oferta
sendo adaptada para cada caso.
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"Glocal":
- onde a empresa padroniza certos parâmetros essenciais e faz adaptações
nos demais.
A
internacionalização, obviamente, não é fácil. As empresas que
empreendem ações nesse sentido devem atentar para os riscos que
correm:
a)
podem não compreender adequadamente as preferências do cliente
estrangeiro e a cultura local, ofertando, então, produtos e serviços
pouco atraentes.
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b)
podem subestimar aspectos estruturais do mercado estrangeiro,
possivelmente porque seus gerentes possuem pouca experiência
internacional.
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c)
devem manter vigilância constante sobre os riscos do país, como
desvalorização da moeda, nacionalização de empresas, etc.
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Feitas
essas reflexões, observemos a situação atual das nossas exportações.
O aspecto mais ressalta aos nossos olhos é que alcançamos bons níveis
de exportação em produtos de categorias extremas. De um lado, temos
empresas brasileiras que primam por exportar produtos e serviços com
alta tecnologia: - "Embraer,
Usiminas, Odebrecht e Gerdau".
Do outro, temos a maior parte de nossas exportações concentradas em
commodities.
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No
"caminho
do meio",
porém, temos uma série de oportunidades não exploradas, como: - "artes,
esportes e o próprio turismo".
Diversos cantores e compositores brasileiros ganham prêmios
internacionais; muitos de nossos esportistas alcançam notoriedade
internacional. Contudo, somente há pouco tempo e com iniciativas
pontuais passamos a investir em mercados estrangeiros.
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Podemos
citar como exemplos as empreitadas envolvendo as carreiras
internacionais de Sandy
e Júnior e Alexandre Pires.
O futebol, outro grande produto para nossas exportações, padece numa
estrutura desorganizada e "brigas"
entre clubes, federações e agentes da mídia. O próprio país, com
seu indiscutível potencial turístico, não é bem vendido
externamente.
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Nesta conjuntura globalizada o "brazilian
way of life"
com o perdão do leitor ao uso da expressão em inglês, ganha força.
Afinal, nossa cultura sempre soube aceitar as diferenças e lidar com o
imprevisto, adaptando-se e modificando-se.
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Independente da ação do Estado, indiscutivelmente precisamos
desenvolver uma cultura de marketing
internacional,
de melhor promoção de nossos produtos, de desenvolvimento de relações
comerciais internacionais sadias, enfim, de mostrar: "o
que esta gente morena tem de melhor".
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COMO
EXPORTAR
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Passo-a-Passo
para Exportação
- Do preparo da empresa
para exportação à liquidação do câmbio.
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Modalidade
de Venda - As
responsabilidades dos envolvidos em uma transação
internacional de compra e venda são
determinadas por regras internacionais denominadas
Incoterms - International Commercial Terms
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Formação
do Preço de Exportação
- Itens que devem ser analisados o para a formação
do preço de exportação.
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Documentação
- Saiba como incluir a
atividade de exportação e importação em seus atos
constitutivos - declaração de Firma Individual,
Contrato Social, Estatuto, etc.
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