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.. . MARKETING E CRISTÓVÃO COLOMBO . . .SR. PROF. JOÃO BAPTISTA VILHENA . GRUPO MVC / COSTACURTA & ASSOCIADOS. coordenador do MBA em Gestão Comercial da: FGV - FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS . . |
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. Recentemente a revista Exame publicou uma interessante reportagem sobre pesquisa feita pela Copernicus, uma consultoria americana de marketing. Neste trabalho os pesquisadores procuravam medir o "efeito testosterona" nas decisões corporativas:
Afora a tentação maniqueísta (e machista) de comparar como os homens e as mulheres decidem o que faz com que, naturalmente, os estereotípicos masculinos e femininos se reproduzam uma questão se destaca durante a pesquisa: - a tendência que tanto homens quanto mulheres têm de tomar decisões "por sentimento", sem a devida avaliação analítica. Em outros artigos já tivemos a oportunidade de defender duas premissas que nos parecem básicas para entender o processo de marketing:
. Nas
diversas turmas para as quais lecionam, Darci e Arão percebem que
muitas vezes os alunos estão à procura de uma espécie de "receita
de bolo" ou pó de pirlimpimpim
(para o lobatianos mais antigos)
que lhes permita, repetindo sempre a mesma estratégia, garantir
resultados positivos em suas ações mercadológicas. Acreditam esses
alunos que logo em seguida estarão sentados em importantes cadeiras
tomando decisões nas suas empresas que se descobrirem o "caminho
das pedras" o restante
pode ser resolvido com um pouco de ousadia e alguma sorte. O
mais assustador complementam meus dois companheiros - é que o mesmo
comportamento é expresso pelos seus clientes durante os trabalhos de
consultoria que ambos realizam. Numa espécie de espiral perversa,
muitos executivos terminam seus cursos de graduação, pós-graduação
e especialização convictos que, se forem criativos e ousados, o
sucesso pessoal e de suas organizações estará assegurado. . Acabamos por concordar que isso é uma verdade apenas em parte, uma vez que setores como, por exemplo, o de comunicação continuam falando e defendendo os aspectos intangíveis e imensuráveis de suas decisões (essa é uma confusão muito comum: o fato de ser intangível não significa que não se possa medir). Nestas duas conversas, uma constatação foi lugar comum: não faltam técnicas e modelos. A verdadeira carência do mercado está na pequena quantidade de profissionais que demonstrem efetiva competência para operacionalizá-los. Todos nós, enquanto consultores, havíamos recentemente participado de alguma reunião com clientes na qual foi apresentada uma idéia "infalível" para convencer o consumidor a comprar alguma coisa. . O que esses "gênios" não pareciam levar em conta é que o consumidor está cada vez mais consciente de sua importância para a sobrevivência das empresas. Por isso vem apresentando um comportamento cada vez mais exigente e crítico, precisando ser estudado em profundidade para ser compreendido e correspondido. Terminei minha breve incursão como pesquisador lembrando de uma afirmação do rabino Nilton Bonder: - "o oposto de prazer não é a dor, mas conforto". Embora não se possa afirmar que a resposta para a dificuldade em lidar com questões exatas e não ficar dependente da "sorte" ou capacidade de improvisação seja simples, minha conclusão é que as pessoas preferem abrir mão de investigar, analisar e questionar não porque não sabem ou não dominam os modelos necessários (afinal sempre é possível aprender ou contratar um consultor para ajudar), mas sim porque é mais fácil fazer e, se der errado, colocar a culpa no destino ou no descontrole do governo. |
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