Sistema de Representação para Representantes Comerciais

BIBLIOTECA EXCLUSIVA DO PROFESSOR

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RIR OU CHORAR?

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.SR. PROF. JOÃO BAPTISTA VILHENA

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...VICE-PRESIDENTE 

GRUPO MVC / COSTACURTA & ASSOCIADOS.

coordenador do MBA em Gestão Comercial

da:  FGV - FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS

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No primeiro Insight deste ano gostaria de discutir com você, como será o ano de 2004 para a área de RH das empresas. Não vou me basear em estudos econômicos ou nas opiniões de consultores e assessores de empresas particulares ou do governo. Apenas me inspirarei em um cenário desenvolvido por conhecida consultoria americana, recentemente publicado nos EUA e aqui no Brasil.
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Pensemos, juntos, no seguinte: - Como será o mercado de trabalho? 

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Nos últimos 15 anos, vivemos uma tremenda agitação, provocada pelos sucessivos programas de downsizing e reengenharia. Esse período parece estar esgotado. Quem dançou, dançou. Desempregados, "pedevizados", "ensopados" e outras categorias análogas tiveram que se virar para continuar garantindo o pão de cada dia. Uns compraram vans e viraram perueiros ou dogueiros. Outros se aposentaram definitivamente. Há aqueles que criaram coragem e partiram para uma carreira solo, realizando o sonho de se tornar dono de uma pousada ou passando a carregar na carteira o cartão de "consultor".

Aqueles que sobreviveram com um sobrenome institucional começam a perceber que se estão empregados, até agora, é porque são importantes para suas organizações. Essas pessoas provavelmente começarão a estimular uma grande agitação no mercado de trabalho. Sobrecarregadas de serviço, cansadas, desmotivadas e descrentes, passarão a ameaçar a estabilidade corporativa e a capacidade de servir os clientes, uma vez que cobrarão da empresa a justa recompensa por todo o sacrifício que vêm fazendo até aqui. As empresas que ainda não estão investindo na re-qualificação profissional, pessoal e espiritual desses funcionários pagarão um elevado preço por sua inércia.
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O número de empregos vai aumentar ou diminuir? - Todos sabemos que no mercado não faltam apenas empregos. Faltam, também, empregados qualificados. Se a economia mundial e a brasileira continuarem a crescer em 2004, talvez venhamos a enfrentar uma das mais graves crises de falta de mão-de-obra qualificada dos últimos tempos. As empresas serão obrigadas a se tornar mais agressivas para atrair e reter os mais talentosos. Os melhores e mais qualificados poderão escolher onde trabalhar, trocando de emprego até encontrar o empregador que realmente lhes satisfaça. O que será feito para reter os imprescindíveis?

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Como ficarão os aposentados? - O conceito de aposentadoria se transformará radicalmente. Os aposentados buscarão novas e criativas formas de continuar produzindo e gerando renda. Uns abrirão seus próprios negócios, outros vão vender sua expertise para os mais novos ou para empresas menos experientes e sem recursos para contratar os profissionais "da crista da onda". Vários vão começar a se dedicar a atividades de treinamento, multiplicando seus conhecimentos através de instituições como o SEBRAE, o SENAC e outras de mesmo gênero. Será que essas pessoas que hoje são consideradas "velhas" por terem mais de 45 anos não são uma importante reserva estratégica de mão-de-obra? O que as organizações estão oferecendo para que elas permaneçam onde estão?

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Quais serão os treinamentos mais procurados? Programas de treinamento de curta duração serão fortemente demandados, desde que se mostrem capazes de propiciar a operacionalização imediata dos conceitos apresentados em sala de aula. Haverá uma redução da demanda por programas de educação continuada do tipo MBAs, especializações e pós-graduações. O que vai crescer é a demanda por educação profissionalizante. Por mais capazes que os educadores sejam na discussão de teorias, é o instrutor pragmático que já vivenciou na prática aquilo que está sendo ensinado quem vai se destacar esse ano. Não adianta ter uma equipe com mais de 50% de MBAs, mestres e doutores e ver o balanço se tingindo de vermelho. As empresas querem treinar seus funcionários em métodos e técnicas capazes de produzir resultados imediatos neste mundo de mudanças cada vez mais rápidas. Seu plano anual de treinamento está sintonizado com essa questão?
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Como será o exercício da liderança em 2004? - Liderança cidadã será o paradigma dos gestores de seres humanos. Não adianta gerar, apenas, "Vitórias de Pirro". Será preciso pensar na qualidade de vida da equipe, na responsabilidade social da empresa, na ética e na transparência. Qual o tipo de líderes estamos formando em nossas empresas?

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E os empregos formais, como ficarão? - Cada vez mais pessoas compreenderão que a carteira assinada está condenada a se tornar peça de museu. Emprego flexível e temporário é o novo nome do jogo. Tecnologia da informação, mudanças na legislação trabalhista, maior busca por qualidade de vida, menos recursos para investir em pessoal. Tudo isso junto fará com que principalmente os jovens compreendam que não podem mais viver a síndrome do Belchior ("ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais"). Será preciso repensar um novo modelo de relações trabalhistas, novas formas de treinamento e desenvolvimento, novos sistemas de remuneração. Tudo vai virar de cabeça para baixo muito rapidamente. Você já está se preparando para essa nova realidade?
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O que vai ser realmente importante? - Valorizaremos cada vez mais a simplicidade e a informalidade. Não se trata de instituir "casual days" ou outras liberalidades do gênero. Competências que serão altamente apreciadas pelos contratadores de mão-de-obra: - "fazer direito, acertar da primeira vez, ser mais produtivo e gerar menos re-trabalho. Keep it short and simple (Kiss) será uma expressão cada vez mais ouvida nos corredores das organizações. Como seus colaboradores estão sendo preparados para enfrentar esse mundo tão diferente do atual?

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Quais serão os grandes paradoxos do ano de 2004?  - Equilíbrio entre razão e intuição. Valorização tanto do financeiro quanto do social. Agilidade com leveza e graça. Esses paradoxos terão que ser, cada vez mais, enfrentados. O porte da organização não será o principal fator de sucesso no mercado. Sua agilidade, pró-atividade e destreza para perceber oportunidades de diferenciação é que levarão ao sucesso.

Gostaríamos muito de saber o que você pensa sobre essas e outras questões. Só saberemos realmente como as coisas se comportaram em 2005 no dia 01 de janeiro de 2006, mas não custa tentar antecipar algumas tendências.

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O que você tem a nos dizer a respeito?

O que pretende fazer a respeito? Como? Com a ajuda de quem?

Esse é o seu "Homework" para 2004.  Boa sorte e muita competência!!!

Material retirado dos programas de consultoria e treinamento em estratégia de RH.

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O instituto MVC e sua equipe poderiam ajudar neste tema? Pense nisso...

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Alexandre

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