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.. . DO SUCESSO AO FRACASSO NA ARTE DE VENDER . . .SR. PROF. JOÃO BAPTISTA VILHENA . GRUPO MVC / COSTACURTA & ASSOCIADOS. coordenador do MBA em Gestão Comercial da: FGV - FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS . . |
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. . . OU É PRECISO RE-APRENDER A FAZER AS COISAS CERTAS? . Durante os anos 20, no século passado, Frank Bettinger um vendedor de seguros muito bem sucedido escreveu um livro que ficou famoso e freqüentou as estantes de muitos profissionais da área comercial: "Do fracasso ao sucesso na arte de vender". Na sua obra até onde me conste, unicamente o autor defendia a idéia que o sucesso em vendas derivava diretamente da capacidade de planejamento do vendedor. Não tenho dúvida que o trabalho de Frank influenciou em maior ou menor escala, não importa o comportamento de profissionais e gestores das áreas comerciais das organizações, que pouco a pouco foram compreendendo a importância de fazer certo as coisas certas (as tão desejadas eficiência e eficácia). . Chegou-se mesmo a tentar sob nítida inspiração da escola behaviorista imaginar um conjunto de procedimentos-padrão, capazes de transformar pessoas nem sempre bem preparadas ou talentosas em verdadeiras máquinas de vender:
Nas
salas de treinamento buscava-se ensinar as "melhores
práticas de vendas",
que resumidamente eram consideradas como sendo: abordar o cliente de
forma bombástica, falar ininterruptamente sem deixar que qualquer
objeção fosse apresentada, colocar o talão de pedidos na sua
frente, "arrancar"
a assinatura no pedido e .... dar o fora rápido, antes que ele se
arrependesse.
Nos trabalhos que a FGV vem realizando junto as áreas comerciais das mais importantes empresas nacionais e multinacionais temos a oportunidade de verificar que muitos gestores de vendas ainda acreditam na velha doutrina econômica que afirmava que a oferta gera a sua própria demanda. Baseados nessa crença agem como se bastasse oferecer insistentemente os produtos para que um número suficientemente grande de compradores por eles se interessassem e tomassem a iniciativa de comprá-lo. . Caso
isso não ocorra na velocidade necessária pensam esses despreparados
gestores tudo o que é preciso fazer é injetar recursos em ações de
comunicação (preferencialmente
propaganda e promoções de vendas)
para que a curva de demanda se incline positivamente e os objetivos de
vendas sejam atingidos. Como
especialistas na análise do comportamento dos consumidores e dos
mercados não podemos deixar de nos decepcionar com a visão simplista
encerrada nesta idéia. . O
maior indicador disto eram os pátios da Ford,
cheios de modelos "A"
e posteriormente dos modelos "T"
para vender. Quando Sloan propôs que a GM se estruturasse em torno de
cinco divisões, cada uma voltada para um segmento diferente de
mercado (desde
os Oldsmobiles para os ricos até os Chevrolet, para os pobres)
muitos analistas acreditaram que suas pretensões eram descabidas e
que nunca uma empresa vocacionada para o mercado de massa poderia
sobreviver a tamanha diversificação. Os resultados todos conhecem: -
a
GM ultrapassou a Ford e nunca mais foi alcançada pela arquirival.
Para encerrar, queremos dar um conselho especificamente para os responsáveis pela comercialização de produtos e serviços: não adianta pura e simplesmente aumentar a pressão sobre as suas equipes. A época da "cenoura e do chicote" já passou. O grande desafio daqui para a frente será capacitar suas equipes e você mesmo para entender a Cadeia de Valores de seus clientes e descobrir como sua oferta poderá ajudá-los a defender melhor o seu posicionamento competitivo. . Se você tem dúvidas sobre o que é ou sobre como estudar a Cadeia de Valores de uma empresa ou se não tem certeza de compreender bem o conceito de posicionamento competitivo, não hesite: tenha a humildade de compreender suas limitações, estabeleça seu plano de auto-desenvolvimento sozinho ou com a ajuda do pessoal de RH e comece já a rever alguns conceitos. Se já domina confortavelmente estes conceitos, ensine-os a sua equipe. Você vai se surpreender com os resultados. |
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. . O instituto MVC e sua equipe poderiam ajudar neste tema? Pense nisso... .
. . . Contatos: 11 3171-1645 / 3285-2438 - costacurta@institutomvc.com.br (Luiz Augusto Costacurta) (SP) ou 21-2518-2321 - mvcmt@uninet.com.br (Maria Teresa) (RJ) - www.institutomvc.com.br |
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