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PROF. LUIZ AUGUSTO COSTACURTA JUNQUEIRA
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VICE PRESIDENTE
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Acabou de ser promovida/o a Gerente de Treinamento ? - Já trabalha há algum tempo na área e quer fazer algo novo ?  - Foi recentemente admitido como Analista de Treinamento na Empresa ?
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As três situações possuem algo em comum: - A necessidade de mostrar resultados a curto prazo, de fazer algo importante para a organização e de ficar bem visível como um profissional que agrega valor para a empresa.
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O propósito deste artigo é apresentar algumas idéias de como agir estratégica e operacionalmente para fazer face às situações descritas.
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Qual é o meu novo papel ?
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A visão mecanicista, em rápida extinção nas empresas, é de áreas especialistas, pesadas, um tanto quanto burocratizadas, lentas em dar respostas e afastadas de seus clientes. 

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A Gerência de Treinamento tem um papel renovado: contribuir para os resultados do negócio, para um ambiente motivador ao desempenho e para o estímulo a ações inovadoras e criativas. E esse deve ser o crivo pelo qual você deve avaliar todos os seus projetos e iniciativas:

  • Contribui para resultados ?

  • Contribui para o clima interno ?

  • Contribui para a inovação ?

  • Contribui para implementar diferenciais competitivos ?

Se houver respostas claras que possam ser demonstradas à Direção, com certeza será um projeto bem sucedido.
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Por onde começar ? - O que fazer ?
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O primeiro passo é ter clareza de onde queremos chegar, de quais são as intenções do projeto, para então avaliar as diversas alternativas de ação. O critério básico para definir prioridades é escolher programas que produzam resultados mensuráveis com impacto significativo para o negócio.
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Eis nossas sugestões:

  • Pense em projetos, que possam ser desenvolvidos no curto prazo e com grande impacto em termos de benefícios para o negócio; 

  • Não pense em cursos/seminários; pense em problemas a resolver ou melhorias a concretizar; 

  • Para identificar problemas/melhorias, consulte o cliente externo (quase sempre esquecido); 

  • no contato com clientes internos dê prioridade às áreas - fim, onde qualquer ação tende a repercutir mais diretamente no negócio (e mais rapidamente também);

  • Não confie apenas nos seus contatos para identificar alternativas de programas, consulte Anuários, Guias e Banco de Dados existentes, por exemplo WEC (041) 336-3266, ou ABRH (011) 256-0455 

  • Escolha programas usando o critério "Eu pagaria por eles se o dinheiro fosse meu?"; 

  • busque alternativas que produzam benefícios tangíveis (aumento de faturamento, redução de despesas, que tragam novos clientes), que contribuam para o clima motivacional (redução de turn-over, maior, satisfação interna) e que tragam inovações diferenciais em relação à concorrência / melhorias de processo, de tecnologia). 

Escolha programas de duração mais curta, 2 a 3 dias no máximo. Mesmo correndo o risco da receita de bolo, alguma sugestões para primeiros programas: 

  • Diferenciais competitivos para os gerentes

  • Ser mais competente como gerente do que como técnico

  • Administrando processos de mudança e transformação

  • Negociando para administrar conflitos

  • Transformando gerentes em empreendedores

  • Liderança do trabalho em equipe

Pense no day after (dia seguinte) do treinamento, construindo pontes efetivas durante o curso/seminário, para que as pessoas possam aplicar no seu dia-a-dia o que aprenderam e vivenciaram. - Considere que todo treinamento é feito para produzir mudanças, e que nem todos os participantes têm condições imediatas de mudar, demandando apoio individual no pós-seminário/curso. 
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Como fazer ?

Muitas vezes o Gerente de Treinamento dá muita ênfase no "
O Que fazer?", em detrimento do "Como fazer ?". O melhor produto do mundo não resiste a uma apresentação inadequada, ou uma entrega ao cliente de algo que não atende às suas necessidades.
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Eis nossas sugestões

  • Não gaste toda sua verba no evento propriamente dito (seminário, palestra, etc.); 

  • Reserve parte do seu dinheiro para a preparação (definição de metas de processo e produto, adequação dos objetivos e conteúdo, etc.) e para o acompanhamento (mensuração de resultados quanto a processo e produto, benefícios para o negócio, etc.). 

  • A idéia é ficar no 20% - 60% - 20% como referência. 
    Pense um pouco no marketing de seu evento; procure torná-lo algo diferente especial. 

  • Faça um bom folheto, um fax caprichado para convidar seu cliente. 

  • Lembre-se da velha regra: "Um bom produto ficará melhor com uma bela embalagem". 

  • Seja rigorosa na definição de metas de processo (aprendizagem - foco no indivíduo) e produto (benefício para a organização); 

  • Ambas devem ser expressas em números para facilitar a comparação do antes/depois do evento (o dinheiro para o próximo evento virá com mais facilidade);

  • Uma boa metodologia deve integrar dimensões como novas tecnologias e informações, mudanças comportamentais necessárias e conhecimento do negócio; 

  • O equilíbrio entre tais dimensões é o segredo. 

  • Ao escolher Consultores, dê a eles a chance de conhecer o mínimo sobre o negócio de sua empresa; descarte os que não estiverem dispostos a fazer isso 

Um bom programa de treinamento deve equilibrar bem os segmentos conceituais e vivenciais. Temas pesados podem e devem ser tratados de forma leve e bem humorada, criando assim as condições ideais para a sua posterior implantação.

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Tenha especial atenção a alguns dos pequenos detalhes que podem fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso de um programa: 

  • Cumprimento dos horários

  • Limpeza e arrumação do local

  • Refeições leves e bem equilibradas

  • Qualidade do material didático a ser distribuído

  • Retroprojetor limpo, bem focado, com tela visível a todos

  • Vídeos testados

  • Iluminação e ventilação

  • Conforto das cadeiras e mesas

  • Número e tipo de participantes

O grande segredo talvez seja fazer o participante de um programa fechado sentir-se como se estivesse num evento aberto. (incluindo aí algumas pequenas mordomias) 
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Em resumo
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Cada vez mais as empresa precisam lidar com mudanças, transformações rápidas e profundas, e a área de Treinamento tem uma contribuição efetiva a dar nesse sentido.
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Procure não adivinhar o que seu cliente precisa, habitue-se a perguntar a ele o que quer. Evite posturas de controle, você está ali para ajudar.
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As oportunidades estão aí. Esse é o seu mercado, esse é o seu cliente! Dê sua contribuição e muitas portas se abrirão para você.

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Contatos: 11 3171-1645 / 3285-2438 - costacurta@institutomvc.com.br  (Luiz Augusto Costacurta) (SP) ou 21-2518-2321 - mvcmt@uninet.com.br  (Maria Teresa) (RJ) - www.institutomvc.com.br

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