Sistema de Representação para Representantes Comerciais


"REFLEXÃO"

" PÁSSAROS E OUTROS AMIGOS "

  • Matando-se as mamangabas, diminui a produção dos maracujazeiros.

  • Destroem-se as abelhas, diminui-se a polinização das floradas, como conseqüência, baixa a produção nos pomares, lavouras e hortas.

  • A formiga lava-pés é a grande faxineira do solo; come grande quantidade de insetos.

  • A formiga pixixica, do nordeste, é a faxineira dos cacaueiros.

  • Acabando-se com os peixes larvófagos, como os guarus, lambaris, piquiras, canivetes, etc. proliferam, a vontade, os pernilongos e mosquitos.

  • Destruindo-se a vegetação da floresta, surgem as ervas daninhas;

  • Destruindo-se as ervas daninhas, destroe-se o solo;

As plantas retiram os nutrientes que necessitam, do húmus que está no solo. Quem produz o húmus são os microorganismos do solo, tais como a as algas, liquens, actionomicetos, fungos, bactérias, protozoários, minhocas, etc., estes seres produzem o húmus a partir da matéria orgânica bruta que se decompõe sobre o solo e no solo, destruindo os microorganismos do solo, não haverá mais produção de húmus e assim, não haverá mais alimento para as plantas

 

Quem destroe os microorganismos do solo são os agrotóxicos, adubos químicos em geral, as queimadas, a erosão, a falta de matéria orgânica, a enxada, o arado, o sol quente sobre o solo nu. Destruindo as árvores, as florestas, destruiremos com milhões e milhões de todos os seres da natureza, tão importantes para o equilíbrio natural, destruiremos o ar puro, as águas, as chuvas, aumentaremos o calor e os desertos. 

Tudo que há na natureza, por mais insignificante que pareça, é muito importante e vital para que haja vida em harmonia neste planeta, caso contrário, não estaria aqui. Destruído qualquer destas partes, estamos interferindo no equilíbrio natural e destruindo a natureza; destruindo a natureza, estamos nos destruindo.

Precisamos mudar nossa maneira de ver, ouvir, sentir e pensar: "Ao invés de pensar a morte, devemos sentir a VIDA". "No solo, a saúde da planta depende do equilíbrio entre fungos, bactérias e minhocas. Acima do solo, depende do equilíbrio entre insetos, pássaros e pequenos animais.

 

As bactérias, chamadas de rizóbio, fixam o nitrogênio da atmosfera no solo, vivendo em simbiose com as leguminosa e muitas outras plantas que se beneficiam do nitrogênio para seu crescimento. Certo fungo, chamado micorriza, além de conviver com as orquídeas, é responsável pela germinação de suas sementes. As micorrizas, também são responsáveis pela absorção e fixação de fósforo nas plantas. 

A minhoca drena a água da chuva para o solo, com seus túneis, e faz com que o oxigênio chegue até as raízes das plantas. Traz para a superfície os sais minerais, ou seja, os micro-nutrientes, através de seus excrementos. Transforma a matéria orgânica bruta, decomposta, em húmus, adubando a terra. 

Os cupins alados, popularmente conhecidos como aleluia, siri, arará, saem aos milhões em revoadas, logo nas primeiras chuvas de setembro para cumprirem seu ciclo de vida. Servem para alimentar outros seres, já que são ricos em proteínas e hormônios, fortificando e induzindo o desenvolvimento do ovário e esperma das fêmeas e machos de muitos répteis, batráquios, peixes, aves e alguns mamíferos, bem como para alimentar suas crias. 

As vespinhas, cujo ninho parece uma bola de papelão pendurada nos beirais das casas, armazenam, em cada alvéolo de cria, uma aleluia para alimentar suas larvas. Tudo vive em perfeita harmonia e equilíbrio, cada ser cumprindo uma função específica nesta infinita orquestra terrestre.

Os mosquitos, cujas larvas ajudam a apressar a decomposição da matéria, servem de alimento para os girinos, alevinos, alguns tipos de vespas e marimbondos-caçadores. - O pernilongo tem a mesma função; suas larvas alimentam uma grande gama de seres aquáticos, como girinos, alevinos, larvas de libélulas, baratas d’água, aranhas, larvas de crustáceos etc. 

Por outro lado, com a poluição das águas, a extinção dos seres aquáticos, os mosquitos e pernilongos proliferam desordenadamente, transformando-se em pragas.As sanguessugas já eram conhecidas dos médicos do Império Romano, que as usavam em seus soldados. Na época dos boticários, eram guardadas em vidros e usadas quando necessário na sangria dos seus pacientes. 

Na natureza, este processo se efetua quando os animais vão saciar a sede. Elas grudam em seus focinhos. Efetuando a sangria. Deste modo, acredita-se que a sanguessuga seja um instrumento natural de sangria que provoca a renovação do sangue para o equilíbrio da saúde dos animais silvestres. 

A barata, que parece tão horrenda e desprezível, nos dá uma grande lição de vida. Mesmo depois de esfacelada, arrastando parte do abdômen pelas vísceras, tenta sobreviver, enquanto que o ser humano, correndo atrás do dinheiro, parece não dar valor à vida, destruindo-a de todas as formas. 

A natureza é patrimônio de todos. Aquilo que o homem cria deve alimentá-lo, porém, o que a natureza cria pertence a ela.

  • Matando-se os tatus e os tamanduás, as emas, as siriemas, os inambus, as codornas, as perdizes, aumentam os cupinzeiros, os formigueiros, as cigarrinhas nas pastagens, os gafanhotos, os grilos e há proliferação incontrolável dos insetos, principalmente os cupins, formigas quenquén e saúvas.

  • Um casal de tamanduás, controla até 20 hectares de formigueiros.

  • Matando-se as cobras, as raposas e os gambás, aumentam os ratos, ratazanas e camundongos.

  • Matando-se os gaviões, carcarás, caruncho, pato, aumentam as cobras, raposas, gambás, ratos, etc.

  • Matando-se as corujas, aumentam os besouros, as mariposas e mandorovás.

  • A coruja sondaia é a maior predadora de ratos.

  • Matando-se as gralhas, diminui a disseminação de sementes de araucária, reduzindo a floresta das mesmas, cujos frutos são o pinhão.

  • A extinção do jacu e da jacutinga reduz, também, a disseminação das sementes de inúmeras palmeiras.

  • Um bem-te-vi ou siriri, pode ingerir cerca de 300 insetos diariamente.

  • Uma andorinha ingere pelo menos 1.000 cigarrinhas em 12 horas.

  • Um casal de pica-paus come 5.000 formigas como aperitivo.

  • Um sabiá pode comer 6.000 insetos por dia.

  • Cada morcego pode comer 4.000 insetos por noite.

  • Cada sapo pode comer 3.000 insetos grandes por mês, tais como lagartas, gafanhotos e mariposas.
    As rãs comem até cobra.

  • Uma garça-carrapateira ou um anum, são vorazes comedores de grilos, gafanhotos e todo tipo de inseto que puderem caçar, beneficiando também, o gado, catando-lhe os carrapatos.

 

Ateia-se fogo nos marimbondos e vespinhas, aumentam os curuquerês, aranhas, grilos e cupins.

RECEITAS ALTERNATIVAS PARA A AGRICULTURA ECOLÓGICA - 
Odilon Beilner

 

(Adaptado pela equipe do SDR)

 

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