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representação,
negociação, marketing, vendas
Gostaria
de endereçar-lhes esta minha mensagem às e os jovens que estão
entrando no mundo dos negócios.
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Aconselho
a desafiarem tudo o que lhes foi ensinado. Muito daquilo que
aprenderam na escola não corresponde à realidade da vida e do
mercado de trabalho.
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Se vão começar a trabalhar para uma empresa, descubram os princípios
que estiveram na sua origem e certifiquem-se de que são compatíveis
com os seus.
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Privilegie
também as empresas que valorizam e incentivam a criatividade. Se
querem juntar-se a uma grande empresa, vejam se ela reconhece a importância
da família.
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Não pense em maior; pense em melhor!
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Mais
importante: -
Tente encontrar um trabalho lucrativo que tenha um fim social. Um dos
maiores desastres sociais da sociedade atual é a solidão. Esqueça as
vendas pela Internet. Vender diretamente entrando na casa das pessoas (como
a Mary Kay
(HISTÓRIA
DA MARCA) e a Tupperware
(HISTÓRIA
DA MARCA)
pode revelar-se muito lucrativo. Isto constrói laços com a comunidade,
especialmente em países com populações envelhecidas.
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Foi por estas razões que começamos a vender diretamente no
Reino Unido. Através do Body Shop Direct, fazíamos festas em casa dos
clientes. Recrutávamos colaboradores especializados para organizarem
festas, convidávamos 10 ou 15 pessoas e vendíamos os nossos produtos.
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Há
um enorme sentimento de solidão no mundo atual. Qualquer jovem que
descubra o antídoto terá descoberto um negócio que prosperará. Aconselho
aos novos empreendedores sempre se fazer estas perguntas antes de começar
seus projetos:
Que
é o que te gosta fazer?.
Em
que você é bom?.
O
que te diferencia do resto?
Anita
Roddick
instalou em Brighton
- Grã Bretanha, em 1976 uma
pequena loja de cosméticos naturais: The
Body Shop para poder
manter sua família enquanto seu marido realizava o sonho de percorrer a
cavalo o trajeto de Buenos
Aires até Nova York. Hoje
existem mais de 1.900 estabelecimentos da rede Body
Shop em 50 países.
Anita,
filha de imigrantes italianos, tem sangue inquieto em suas veias. Antes
de colocar em prática The
Body Shop foi camareira,
professora, funcionária das Nações
Unidas, proprietária de um
hotel e de vários restaurantes. Viveu em Paris
e Gênova, e dedicou muitos
meses a viajar no melhor estilo hippy pelo Taiti,
Austrália, Madagascar, Ilhas Mauricio e Sul da África.
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Foi
viver com Gordon
Roddick, que mais tarde se
tornaria seu marido, 4 dias depois de conhece-lo. Juntos abriram um
hotel e depois dois restaurantes, todos eles com resultados discretos. Decidiu-se
pelos cosméticos "por
irritação":
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Me enfadava o fato de não poder comprar os
cosméticos convencionais em embalagens pequenas, pensar que uma
grande parte do preço que cobravam por eles era destinado para pagar
embalagens tão sofisticadas quanto desnecessárias, ver falsos anúncios
prometendo remédios milagrosos, fotos com crianças de 16 anos
anunciando produtos antiarrugas para mulheres de 50...
O
mesmo banco que lhe negou um empréstimo, o concedeu (apresentando
exatamente as mesmas garantias)
quando foi seu marido quem o solicitou. Em
1976, para uma mulher era mais fácil conseguir um empréstimo se era
para a reforma de sua cozinha que para colocar em prática um negócio
prometedor, reclama Anita em
sua biografia (Body
and Soul: Profits with Principles). A
escassez de recursos a obrigou a adotar um estilo que mais tarde se
generalizaria em todas as suas lojas:
Embalagens
simples, publicidade praticamente nula, preços muito razoáveis,
produtos naturais, etiquetas escritas a mão informando os componentes
de cada produto, dar-se a conhecer baseada de campanhas de publicidade
baseadas em ações sociais...
A
primeira loja The
Body Shop teve tanto êxito
que Anita se propôs abrir una segunda loja menos de um ano depois de
inaugurar a primeira. Também desta vez foi lhe negado um empréstimo
pelos bancos, pelo qual Anita
acudiu a seu amigo Ian
McGlinn para que investisse
em sua nova empresa. O investimento de 34.000 libras de McGlinn
o fez proprietário de ações da empresa que com a saída a Bolsa alcançariam
o valor de 140 milhões de libras!
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De
volta de sua expedição que terminou de maneira acidental, com a morte
de seu cavalo que caiu de um penhasco na Bolívia, Gordon Roddick se
dedicou com entusiasmo no novo negócio de Anita. Em 1978 inauguraram as
primeiras franquias inglesas. Em 1982 abriam duas novas lojas por mês
em países da Europa.
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Em
1984 a companhia saiu a Bolsa e os Roddick se converteram em multimilionários. Eles
nunca tinham lido nada de franquias, apenas entendiam que acreditavam
nos parceiros e que a idéia era importante.
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Anita e Gordon decidiram então usar sua cadeia de lojas para promover o
desenvolvimento social. “Enlightened
capitalism”, chamaram o seu plano: - O que é bom para a
comunidade e para o mundo, é bom para o negócio. The Body Shop se
converteu desde então em muito mais que uma rede de produtos cosméticos.
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Começou
a colaborar decididamente com ENTIDADES como Greenpeace,
Anistia Internacional E Friends on the Earth. A promover
campanhas a favor do comércio justo com o Terceiro Mundo como a famosa
“Trade, Not Aid” e
muitas outras iniciativas como “Children
On The Edge” ou “Brazilian
Hoealth Project” por meio da Fundação The Body Shop.
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Os
resultados sociais das campanhas de The Body Shop são realmente
importantes. Estas atividades tem aumentado a lealdade e a satisfação
de seus funcionários e clientes que geravam e aqui está a chave
comercial do Enlightened
Capitalism um volume de impactos comunicativos via notícias da
imprensa equivalente a um investimento publicitário anual de 96 milhões
de dólares.
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Desafiando
grandes corporações, que
crescem explorando o trabalho e o meio ambiente em países em
desenvolvimento, a empresária
defende também a remuneração para o conhecimento tradicional.
Hoje,
não existe nos acordos de negócios nada sobre o conhecimento nativo.
A indústria farmacêutica, principalmente, busca os ingredientes e
quem produz não recebe por seu conhecimento, mas tem que pagar pelos
remédios. Essa é uma atitude de ladrão, o conhecimento tradicional
deveria ser reconhecido e remunerado.
Fazendo
negócios com comunidades pobres da África, Ásia e América do Sul (duas
delas no Brasil), a empresária
defende o comércio comunitário.
Trabalhamos
com uma linha de produtos preocupados com idéias, em cujo valor estão
embutidos os benefícios às pessoas que ajudam a produzi-los, seja em
Gana ou na Índia, diz. Sem medo de parecer demagógica, Anita
diz que o princípio é tão simples, que às vezes parece
fraudulento.
Seguir
estes princípios, no entanto, não garantiu à Anita sempre uma relação
tranqüila de negócios com as comunidades. Um dos casos problemáticos
descritos no livro foi com os índios caiapós
no Brasil. Segundo a empresária,
apesar de pagar pela castanha-do-pará preços acima do mercado, os índios
sempre achavam que era pouco e que não resolvia seus problemas
financeiros.
É
preciso conversar com as comunidades e não prometer ganhos astronômicos,
mas uma relação de muitos anos. Além disso, é importante que
tenham em mente que o Ocidente ainda precisa ser educado sobre o valor
dessas matérias-primas, disse. Na
maior parte dos casos, porém, os resultados são positivos. No
Brasil, a Body Shop comprava óleo de babaçu de um fornecedor normal,
mas soube da existência de um movimento de mulheres no Maranhão, que
estavam sendo expulsas da extração do babaçu por fazendeiros de
gado que dominavam a região. A partir daí, a empresa passou a
negociar diretamente com uma cooperativa de mulheres e transferir para
elas os resultados da operação comercial.
Mulher
empreendedora: -
A empresária lucra US$ 1 bilhão ao ano com a venda de produtos para 50
países. Frases como essas soam raras na boca de qualquer cidadão
do século 21. Mais estranhas ainda quando a pessoa em questão é uma
consagrada executiva européia, que criou, em 1976, uma companhia de
cosméticos, hoje com 1900 lojas em 50 países. Mas Anita
Roddick, a fundadora da
maior rede de varejo britânica, certamente não pode ser comparada a
outros empreendedores.
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Pode
se criticá-la e muitos o fazem por lucrar quase US$ 1 bilhão por
ano vendendo sabonetes e cremes transvertidos em ideais humanistas. Mas,
enquanto dirige um Volkswagen a diesel, menos poluente, Anita prefere
responder às provocações mostrando seus projetos sociais ao redor do
mundo. Um dos que ela mais gosta fica justamente no Brasil.
Em sua primeira visita ao País, em 1984, ela foi convidada pelos índios
caiapós para visitar uma reserva florestal em Altamira,
Pará.
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Apaixonou-se
pela comunidade e resolveu criar alternativas econômicas para que os índios
não precisassem viver do corte de madeira. Anita resolveu transformá-los
em fornecedores dos componentes usados em produtos de beleza da rede. Era
uma solução para eles e para nós, comenta. A parceria foi
selada e a companhia inglesa começou a fabricar um produto que é,
hoje, um sucesso de vendas, os
xampus e condicionadores à base de castanhas do Pará.
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O
negócio deu tão certo que a empresária passou a financiar outros
projetos na região:
Uma
farmácia verde na qual extraem medicinas naturais para a
comunidade, um resort eco-turístico no meio da selva (Tataquara Lodge)
totalmente integrado ao meio ambiente e com guias turísticos locais e
até um café com internet, numa cidade que sequer tinha biblioteca.
Todos os projetos são tocados pela AmazonCoop,
uma cooperativa que reúne 1.400 índios.
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Os
recursos ficam nas mãos das comunidades e são reinvestidos em educação,
saúde e patrulhamento das terras indígenas. Para construir toda a
infra-estrutura, a rede inglesa juntou um grupo de empreendedores
internacionais e investiu muito. O mais interessante? A Body Shop não
tem, e não pretende abrir até 2004, nenhuma loja no Brasil. A
ação social não é uma ferramenta de marketing, diz Anita.
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É muito mais. Para manter as 25 comunidades de fornecedores,
espalhados entre África, Ásia e América Latina, a companhia investe
anualmente US$ 3,3 milhões. Trata-se de uma filosofia que Anita criou
no mundo dos negócios. Sob o termo “Trade
not Aid” – algo que pode ser traduzido como “Transação;
não ajuda”, a empresária passou a buscar alternativas econômicas
para comunidades carentes. Mas quem acaba lucrando é a The Body Shop.
“Temos a simpatia dos
clientes”, diz Anita.
Ou
seja, a companhia ganha uma história atrás da marca. Além disso, vira
sinônimo de responsabilidade social. Já fez campanha em prol dos
direitos humanos ou contra o uso de animais como cobaias.
Conseguimos
mobilizar a Inglaterra e proibir o teste de cosméticos em animais,
conta. Depois da campanha, 4 milhões de consumidores entraram nas
lojas.
A
inglesa, que nunca freqüentou um curso de administração, deixou o dia
a dia da empresa e vem gastando seu tempo com tudo aquilo que gosta de
fazer.
Foi
dela a idéia de criar um curso de mestrado de dois anos, na
Universidade de Bath (Inglaterra), que ensina a jovens empreendedores
um novo jeito de fazer negócio. Acaba também de entrar como
investidora na Free Play,
uma companhia que inventou
lanternas e rádios movidos a corda.
Além
de não estragar o ambiente, os produtos são trocados por armas de fogo
na África. Para poder repassar suas experiências, ela escreveu um
livro, "Meu
jeito de fazer negócios"
(Editora Negócio) e parece ter gostado disso. Nas livrarias tem mais
duas obras da autora: Revolution
in Kindness, em que busca
uma definição para a palavra bondade, e "History
of Spiritual Activism",
que honra líderes que lutaram para proteger os índios e pobres. Enfim,
um baita “papo
cabeça”. Mas quem disse
que Anita era uma executiva tradicional?
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AS
FRASES PREFERIDAS DE ANITA
Graças
a Deus nunca entrei em uma aula de administração de empresas. Negócios
são bens públicos, não privados.
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Sou
contra hierarquia. Existe coisa mais improdutiva?
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As
empresas precisam ter o lucro como objetivo, do contrário, elas
morrem. Mas se uma empresa é orientada apenas para ter lucro, também
morre, porque não terá mais nenhum motivo para existir. (Henry Ford)
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A
única coisa importante está em como você toca as pessoas. Provoquei
um sentimento em alguém? Era exatamente isso que eu queria? Um
sentimento perdura, as teorias não. (Peter Drucker)
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Quando
bem transmitidos, os valores trazem a mensagem de objetivos comuns,
padrões e concepções sobre o que é importante de fato e pelo que
vale a pena lutar; e têm um poder imenso de motivar as pessoas. (John
Gardner)
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Minha
visão, minha esperança, é apenas essa: que muitos líderes
empresariais enxerguem o papel decisivo das empresas na formação do
espírito humano, não se limitando a produzir bens e serviços.
A
parte mais importante de nossa missão, envolvendo os compromissos da
The Body Shop, é a promessa de integrar a ética e os lucros.
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O
trabalho é e tem sido sempre a minha salvação e eu agradeço a Deus
por isso. (Louisa May Alcott)
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O
crescimento da The Body Shop prova que não é preciso gastar verbas
monstruosas em propaganda para fazer sucesso. Em vez disso, nós
sempre nos baseamos em histórias e no boca a boca.
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Jamais
ponha em dúvida se um pequeno grupo de cidadãos conscientes e
comprometidos pode mudar o mundo; na realidade, são eles os únicos
capazes de fazer isso. (Margaret Mead)
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Não
existe motivação mais forte que a de atribuir às pessoas que
trabalham com você a responsabilidade de expressar e exercitar seus
ideais.
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http://www.anitaroddick.com
- http://www.bodyshop.com
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