De todas
as festas, duas foram expressamente indicadas pelo Profeta MAOMÉ para
serem celebradas: Id al-Fitr (Festa do final do Ramadan - que é a
mais importante); - Id al-Adha (festa do sacrifício).
Se toda festa já supõe uma ruptura da normalidade e uma
certa inversão das formas habituais de conduta, isso se personifica
de maneira especial no nono mês do calendário Muçulmano, o mês
do Jejum ou Ramadan, obrigatório para todo Muçulmano (homem ou
mulher), em que se comemora a primeira revelação de Alá (Deus) a Maomé
(Profeta), posteriormente transcrita ao Corão (livro Sagrado).
O início do Ramadan é decidido por observadores designados pelos
organismos religiosos de cada País, que situados em um lugar elevado,
irão sondar visualmente o horizonte, sem nenhuma ajuda mecânica,
ótica ou cálculo matemático, até vislumbrar o primeiro fio de luz da
lua crescente, que indicará ,que no dia seguinte começa a festa
religiosa.
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Mesmo que na teoria, o início do Ramadan se decide ao mesmo tempo para
toda a comunidade muçulmana, (o anterior foi 17 de novembro de 2001), a
extensão geográfica das comunidades islâmicas, torna impossível
unificar as observações, de tal maneira que o Ramadan se inicia de
maneira escalonada, por regiões geográficas.
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No caso de que, as condições impeçam ver o horizonte e o
nascimento da lua com suficiente claridade, o Ramadan se iniciará
dois dias mais tarde, do que estava previsto.
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Durante esse mês, todos os que tenham chegado à puberdade, terão
de se abster de comer, beber, fumar, usar perfumes e manter relações
sexuais durante as horas diurnas, ou seja desde que saia o sol até que
se põe, que é quando começa um novo dia.
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Para os Muçulmanos, os dias começam a ser contado depois do pôr do
sol, "quando já não é possível distinguir uma linha branca de
uma preta", e não a meia-noite, como o faz quem segue o
calendário cristão ocidental.
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Como o Ramadan segue o calendário lunar, ano após ano se desloca por
diferentes estações, motivo pelo qual a observação do ritual, pode
resultar penosa durante o verão, e onde os devotos Muçulmanos
valorizam e muito, o entretenimento que proporciona como disciplina
espiritual e como triunfo da mente sobre a matéria.
Possivelmente daqui deriva sua força e manutenção, pese as duras
condições que dominam as horas diurnas, já que estas ficam
compensadas pelas expectativas e realidades das noites.
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Nas cidades e povos Islâmicos, enfeitam-se as ruas, as pessoas se
visitam e se dão presentes, as crianças cantam de porta em porta, se
preparam comidas e bebidas extraordinárias, e quem pode faz amor, ao
menos na célebre "Lailat Al Qadr" ou "Noite do
destino", o 27 de Ramadan, que também se dedica a ler o Corão
(Livro Sagrado) e a orar, segundo nos diz a "sura 97":
A noite do destino é muito melhor que mil
meses! Nesta noite baixam os anjos do Céu; e o espírito
(o
arcanjo GIBRIL/Gabriel), com a permissão do Senhor, com os decretos
de ALÁ (DEUS) para cada coisa. Noite de paz, que dura até o raiar
do alvorecer". (97:3-5).
Tendo suas origens na Arábia, onde viveu e pregou o Profeta Maomé, seu fundador, o islamismo está intimamente relacionado à cultura árabe. O Corão ou Alcorão - livro sagrado dos muçulmanos, que de acordo com o islamismo foi revelado por Deus ao seu profeta Maomé - está escrito em árabe. Até hoje, o elemento árabe é muito importante no Islã, embora atualmente só uma minoria de muçulmanos é árabe, já que o islamismo está amplamente difundido em várias regiões da África e da Ásia.