Basta de tanta originalidade
Chuck Lucier - Randall Rothenberg
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Quase todos os negócios revolucionários criados entre 1965 e 1995 são derivações de só quatro grandes idéias, copiadas uma e outra vez. Com essa descoberta, Booz Allen Hamilton conclui que não faz falta tanta criatividade. A investigação esteve a cargo do vice-presidente sênior de Booz Allen Hamilton
Chuck Lucier, quem ademais é um prestigiado guru que começa em complementar teoria com rigorosa análise empírica toda vez que se possa.
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As conclusões do estudo, resumidas em Strategy + Business por Randall Rothenberg, destacam as quatro grandes idéias que geraram ressonantes sucessos de negócios em 20 anos:
1) o poder do comércio varejista,
2) criar uma marca forte,
3) enfocar / simplificar / estandardizar, e
4) criar atalhos na rede de valor.
A solução aos problemas do marketing não está em mais criatividade senão em menos, diz Rothenberg. Procurar novidade pela novidade mesma não só é perigoso senão quase sempre a fórmula ideal para terminar irrelevante. O marketing está saturado de complexidade e a predisposição de seus profissionais para a criatividade não faz mais que lhes complicar a tarefa, as operações de suas empresas e a vida.
A simples e aborrecedora verdade é que a imitação entre setores é mais eficiente do que a criatividade e a inovação com os olhos no céu azul. Apropriar-se de conceitos existentes de marketing é mais barato, mais rápido de implementar, que desenvolver novos. O segredo está em trazer uma grande idéia de outro mercado ou setor ao próprio mercado ou setor.
O importante é a execução: - A energia não está na idéia senão na execução. Cada gerente, desde o plano meio até a cúpula, sabe que o segredo do sucesso não está na estratégia, senão em galvanizar a uma equipe para que a implemente. A pesquisa de Lucier também mostrou que as companhias vencedoras em cada mercado foram aquelas que souberam armar um sistema de negócios vencedor ao redor de idéias nada originais.
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A tarefa difícil do marketing, conclui o estudo, não está em desenvolver um produto revolucionário ou um grande plano de comunicações para esse produto, senão em saber coordenar os esforços de I&D, manufatura, finanças, comunicações, vendas internas e externas ou algum conjunto de sub-unidades.
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Quem fizer isso uma vez, terá desenvolvido uma equipe multi-departamental que saberá fazê-lo uma e outra vez, e cujo entusiasmo será contagioso. Há que
desenvolver crentes para valer antes de conquistar conversos novos.
é assim que se diferencia um bom REPRESENTANTE da média, e esta é uma observação derivada de pesquisas nas grandes empresas... não é nem a idade, nem o sexo, nem os antecedentes familiares:
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é o número de vezes que volta a um cliente para tentar fechar uma venda. É a fé em si mesmo e em sua representada.
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Essa é a única predisposição necessária para os marketeiros. MELHORE só os que mostram essa fé, que ao final terminará por convencer aos clientes.
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Em marketing, as idéias mais poderosas são as que criam e reforçam essa fé.