Todos
ouvimos falar de NICOLAU
MAQUIAVEL, ou
ao menos nos referimos indiretamente a ele, quando dissemos de alguém
que é maquiavélico quando tem atitudes nefastas por utilizar meios
escuros para atingir alguns fins.
As citações a seguir correspondem ao livro Da Arte da
contenda. Quiçá depois da leitura destas linhas possa pensar que
o que chamamos maquiavélico é em realidade um profundo
conhecimento psicológico do ser humano e um grande sentido comum.
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As
frases correspondem ao livro Da Arte da contenda. A leitura
completa do livro é um tratado sobre a arte da contenda, e o que ali
está escrito é atemporal, ou seja que vale através dos tempos.
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Advertirá que é suspeitosamente parecido ao
livro A Arte da contenda de Sun Tzu (I,
II,
III,
IV). Mas não devemos menosprezar a
Nicolau Maquiavel comparando seus
textos, mas aprender com eles que é o que nos quis ensinar.
Me dou conta que tenho falado de muitas coisas que vocês por vossa
conta puderam aprender e considerar. Mas o fato, como o indiquei,
para melhor mostrá-lo mediante as características do exercício
profissional, e para satisfação se é que existe alguma, aqueles que não
tiveram a mesma facilidade que vós para aprende-las. Não me resta
mais que dar algumas regras gerais que sem dúvida conhecerão
perfeitamente. São as seguintes:
O
que favorece o inimigo nos prejudica. E o que nos favorece,
prejudica o inimigo.
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Aquele que durante a contenda está mais atento em conhecer os
planos do concorrente e emprega mais esforço em instruir sua equipe
correrá menos perigos e terá mais chances de sair vitorioso.
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Jamais deverá levar a sua equipe ao combate sem ter comprovado a
sua moral, constatado que não em medo e verificado que estão bem
organizados. Não deverá compromete-los em uma ação mais que
quando tem moral de vitória.
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É preferível render o concorrente por fome que com armas, porque
para vencer com estas conta mais o dinheiro que a capacidade.
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O melhor dos projetos é o que permanece oculto para o concorrente até
o momento de executa-lo.
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Nada é mais útil na contenda que saber ver a ocasião e
aproveita-la.
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A natureza produz menos valentes corajosos que a educação e o
exercício.
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Na contenda vale mais a disciplina que a impetuosidade.
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Se alguns concorrentes vem para nossa equipe, resultarão muito úteis
se são fiéis, porque as filas adversárias se debilitam mais com a
perda dos desertores que com a dos destruídos, ainda que a palavra
desertor resulte pouco tranqüilizadora para os novos amigos e
odiosa para os antigos.
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Ao estabelecer a ordem do embate é melhor estabelecer muitas
reservas atrás da primeira linha, que desperdiçar os soldados por
faze-la mais longa.
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Dificilmente será vencido aquele que sabe
avaliar as suas forças e as do concorrente.
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Mais vale que os soldados sejam valentes e não que sejam
muitos, e as vezes é melhor a posição que a coragem.
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As coisas novas e repentinas atemorizam as equipes; as conhecidas e
progressivas impressionam pouco. Por isso convém que, antes de
propor batalhar com um concorrente desconhecido, as tropas façam
contacto com ele mediante pequenas escaramuças.
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Aquele que persegue desordenadamente o concorrente depois de
derrota-lo, não busca senão passar de ganhador a perdedor.
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Aquele que não se abastece dos víveres necessários, já está
derrotado sem necessidade de combater.
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Quem confia mais na cavalaria que na infantaria, ou o contrário,
escolherá em conseqüência o campo de batalha.
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Se durante o dia se quer comprovar se entrou algum espião na
empresa, se ordenará que todos os funcionários voltem para suas
mesas.
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É preciso mudar os planos se é constatado que chegou ao
conhecimento do concorrente.
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É necessário aconselhar-se com muitos sobre o que deve ser feito,
e com poucos sobre o que se quer realmente fazer.
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Nos alojamentos se manterá a disciplina com o temor e o castigo; em
campanha, com a esperança e as recompensas.
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Os bons líderes nunca começam um embate se a necessidade não os
obriga ou a ocasião não os chama.
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É preciso evitar que o concorrente conheça nossa ordem de iniciar
o embate; qualquer que esta seja, deve prever que a primeira linha
pode retirar-se sobre a segunda e terceira.
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Se quer evitar a desorganização no embate, uma equipe não deve
destinar-se para outra missão distinta da que se está designada.
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As incidências não previstas são difíceis de resolver; as
meditadas, fáceis.
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O desígnio da contenda o constituem as pessoas, a estrutura, o
dinheiro e o pão; os fatores indispensáveis são os dois primeiros,
porque com pessoas e estrutura se obtém dinheiro e pão,
mas com pão e dinheiro não se conseguem pessoas e estrutura.
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O não combatente rico é o prêmio do soldado pobre.
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Terá que acostumar as equipes a desprezar a comida delicada e a
vestimenta luxuosa.
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DA EQUIPE DO SDR