OS 10 MANDAMENTOS do revolucionário
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sala das dicas de inovação
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01. O planejamento estratégico não é estratégia: Planejamento e formulação estratégica são coisas muito diferentes. Estratégia é descobrir e inventar.
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02. Fazer estratégia tem de ser subversivo: Subversão, em gestão, significa quebrar as regras estabelecidas.
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03: O estrangulamento está, regra geral, no topo: Não no meio ou em baixo. O objetivo do revolucionário é libertar o processo da tirania da experiência: Os guardiões desta estão no topo, como se sabe.
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04. Há sempre um eleitorado para a mudança na empresa: Ele está, regra geral, disperso e fragmentado: O papel do revolucionário é descobri-lo e organizá-lo no quadro da formulação estratégica.
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05. A mudança não é o problema: O envolvimento é que é. A idéia corrente é que os do "meio" e os de "baixo" não querem mudanças. O revolucionário quer envolver todos os escalões.
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06. O processo deve ser democrático: Todas as sensibilidades da empresa devem ser mobilizadas para a formulação estratégica.
Nomeadamente as que, em regra, são esquecidas ou abafadas: a gente jovem, os mais afastados da sede, os mais recentes na empresa e os incômodos.
07. Qualquer um pode se um ativista da estratégia: Não há lugares cativos, nem é preciso um diploma especial. Muito menos é correta a idéia de que os gestores
intermediários são o quartel-general a abater.
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08. Revolucionar uma indústria pressupõe olhá-la com outros olhos ou lentes: Exige-se uma mudança de visão das coisas.
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09. Estratégia de cúpula "versus" estratégia base não são alternativa reaiss:
A formulação estratégica é um processo diagonal à empresa.
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10. Não se pode querer ver o fim logo no princípio: A formulação estratégica é um processo de descoberta e de
criatividade.
Não é vender aos do meio e aos de baixo algo já pré-definido pelos de cima ou de fora (os consultores externos).
GARY HAMEL
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Professor convidado de Estratégia e Gestão Internacional na London Business School, Gary Hamel dirige a consultora Strategos. Dois artigos que escreveu em parceria com Prahalad na Harvard Business Review ganharam o prestigiado prêmio de excelência da McKinsey. O primeiro divulgou o conceito de strategic intent (objetivos de longo prazo) e o segundo o de core competence (competências-chave ou distintivas). Foi também com o inseparável Prahalad que escreveu o best-seller Competing for the Future. Os autores explicam que muitos dos
atuais gestores desprezaram o seu papel de arquitetos do futuro. Qualquer empresa pode influenciar o futuro do seu sector. As competências-chave de hoje serão vantagens competitivas no futuro.