VALE
A PENA DISTRIBUIR PANFLETOS NA RUA?
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sala
de mkt direto
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Distribuir panfletos pela
rua, uma grande estratégia de marketing que nunca sai de moda.
Você vai caminhando pela rua. Uma sorridente promotora estende o braço e lhe entrega um panfleto:
Fruki-cola pela metade de preço.
Muitos se desfazem do papel no próximo cesto de lixo. Mas, segundo um estudo
da Stanford Graduate School of
Business, este meio de publicidade é mais efetivo do que se crê. Segundo o estudo
Grocery Circulars Do Attract Shoppers, os grandes armazéns e supermercados norte-americanos investem uns oito milhões de dólares anuais em campanhas publicitárias baseadas na distribuição de
panfletos (ARTIGO: 90%
das pessoas confiam nas mesmas marcas).
São uns obsoletos, ri-se um sarcástico observador,
A quem se lhe ocorre distribuir panfletos nestes tempos de publicidade on-line e via SMS?
No entanto, adverte o estudo de Stanford, ao invés dos prognósticos dos tecnófilos, este meio tradicional de promoção segue sendo altamente efetivo na hora de promover um negócio de
VAREJO.
A pesquisa demonstrou que ao menos
10% dos consumidores elege a loja onde comprar guiando-se por ofertas em panfletos que recebem na rua ou que são enviados por correio a sua casa.
Os descontos em certos artigos específicos funcionam como um imã para clientes. No mercado norte-americano, os bens chaves são os cereais, a pizza, os biscoitos e as
salsichas
(ARTIGO: Branding
emocional: O VALOR DE UM CACHORRO QUENTE). Então, para atrair clientes, é vantajoso distribuir panfletos com ofertas de produtos alimentícios:
Compre uma
pizza pré pronta e leve a cerveja grátis.
Como medir a efetividade de um panfleto? Como pode saber o
gerente se o cliente realmente vai a loja tentado pelas ofertas?
As ferramentas econométricas são de grande ajuda. Os pesquisadores de Stanford desenvolveram um modelo matemático que analisa o impacto da publicidade sobre a decisão do consumidor individual na hora de eleger uma loja.
Algumas variáveis a ter em conta:
preço do bem publicitado, preferências do cliente por determinadas marcas e distância entre o negócio e a casa do comprador.
Um fator central são os preços dos bens não publicitados.
Precisamente, este último ponto é a base da estratégia de marketing do
varejo. Aposta do manager:
promover ofertas em certos produtos como "principais" para atrair clientes que ademais comprarão produtos sem
desconto (artigo: ATÉ TERMINAR OS ESTOQUES... Tudo a R$: 9,99).
Por suposto, adverte o estudo de Stanford, jamais
deve-se subestimar a inteligência do
cliente:
Fazer um desconto de 30% em pizza mas vender o resto dos produtos uns 10% mais caro da concorrência é uma perfeita estratégia para espantar clientes.
No entanto, quando a campanha é planejada cuidadosamente
(sem tentar abusar do
cliente), Antigüidade
não necessariamente é sinônimo de obsolescência. Inclusive nesta época de publicidades on-line e por
SMS, o velho e querido panfleto, um vestígio de outros tempos, segue tão vigente como
sempre
(ARTIGO: quanto
mais caro, melhor).
OUTRAS
MATÉRIAS PUBLICADAS DA Stanford Graduate School of Business:
•
de
clientes a compradores compulsivos
•
desinteligências
e desastres nos estoques
•
Convém
aumentar a variedade de produtos?