1999

Sistema de Representação Comercial para Representantes Comerciais

2018

.

SDR - Sistema de representação, Vendas e Serviços

fone: (51) 3019 2817 - e-mail: suporte@sdr.com.br - chat via Skype: sistemasdr

.

.

.

.

.

.

JUST-IN-TIME  = JUSTO A TEMPO

.

sala de artigos técnicos   -   sala de gerenciamento

.

O termo Just-in-time entrou no vocabulário da gestão na década de 80 e, hoje, já são poucos os gestores que não ouviram falar deste método de gerir as existências. Mas o que poucos responsáveis conhecem verdadeiramente são as condições de implementação deste sistema na empresa. É que o Just-in-time é muito mais do que uma técnica de controle ou um sistema para gerir e reduzir ao mínimo os estoques. Alguns autores consideram mesmo o Just-in-time como uma filosofia industrial global (Artigo: break even point - ponto de equilíbrio).

.

Em termos muito simples, trata-se de um método que visa eliminar todas as fontes de desperdício, eliminar tudo o que não acrescenta valor à empresa. Conseguir ter um volume de estoques zero é talvez o efeito mais visível mas não é o único. Convêm, assim, começar por indicar que só se pode implementar com sucesso uma filosofia Just-in-time na empresa se forem resolvidos os problemas seguintes:

• Lay-outs pouco eficazes.

• Fornecedores pouco fiáveis.

• Avarias frequentes das máquinas.

• Problemas de qualidade.

• Mudanças de série demoradas.

Frequentemente, o JIT - JUST IN TIME é associado a um princípio de organização destinado à grande indústria, que só faz sentido em grandes unidades de produção. Mas esta técnica de gestão nada tem a ver com séries de produção repetitivas nem longas, mas sim com prazos reduzidos e com produção de pequenas quantidades. Assim, esta é uma técnica de gestão perfeitamente adaptável às pequenas e médias empresas industriais (Artigo: A vida de um produto).

Princípio do Just-in-time: o JIT aplica-se tradicionalmente a empresas industriais, que transformam matérias-primas em componentes, agrupados depois em subconjuntos e finalmente num ou em vários produtos finais. Assim, o princípio do JIT pode resumir-se numa regra essencial, dividida em quatro fases distintas mas semelhantes: é necessário produzir e disponibilizar:

• Os produtos acabados no momento exato em que se tornam necessários para a venda.

• Os subconjuntos no momento exato em que são necessários para a montagem dos produtos finais.

• Os componentes no momento exato em são precisos para a montagem dos subconjuntos.

• As matérias-primas no momento exato em que vão ser utilizados para a fabricação dos componentes.

As doze regras do Just-in-time: para conseguir implementar com sucesso esta técnica de gestão na empresa, é importante respeitar algumas regras básicas, mas por vezes esquecidas:

• Só produzir o que é pedido pelo cliente e só quando ele o pretende, e portanto não constituir estoques, sejam de produtos acabados ou intermédios em qualquer altura.

• Ter prazos de fabricação curtos.

• Dispor de uma grande flexibilidade, de forma a poder responder rapidamente a alterações no mercado.

• Fabricar pequenas quantidades de cada tipo de peças, subconjuntos ou produtos finais.

• Conseguir efetuar uma rápida mudança de ferramentas e uma disposição das máquinas eficaz.

• Só comprar as quantidades necessárias à produção que já foi pedida ou encomendada.

• Dispor as máquinas e organizar a produção de modo a que se minimizem as esperas ou perdas.

• Armazenar as matérias-primas e os produtos semi-acabados junto dos locais onde são necessários, para evitar perdas de tempo e de eficiência no transporte.

• Dispor de máquinas e ferramentas altamente fiáveis, de modo a que não se avariem no momento exato em que são necessárias.

• Controlar com muito rigor a qualidade das peças a serem fabricadas.

• Só comprar as matérias-primas e os componentes que assegurem uma qualidade superior.

• Empregar recursos humanos polivalentes e capazes de se adaptar a uma produção descontinuada.

Meios necessários para mudar para o Just-in-time: das regras anteriormente indicadas, decorre uma série de ações a tomar, numa primeira fase, para começar a preparar a empresa para a implementação desta técnica de gestão. A saber:

Simplificar e otimizar: antes de sequer começar a pensar em implementar um tipo de gestão Just-in-time na empresa, é necessário repensar toda a produção de modo a responder eficazmente aos pedidos dos clientes. A nova arrumação e lay-out da fábrica deverá ser flexível, responder a altos padrões de qualidade, evitar tempos de espera e responder rapidamente a alterações na produção (Artigo: ANÁLISES ABC ou ANÁLISES DE Pareto?).

.
Formar os recursos humanos: este ponto é frequentemente esquecido mas é essencial para que a implementação do Just-in-time na empresa se faça com eficácia. A idéia é a de ensinar o pessoal a funcionar segundo novos moldes, com novos objetivos e segundo novas regras. A motivação só se consegue se for efetuado um trabalho conjunto com todos.

.
Colaborar com os fornecedores: os fornecedores são sempre uma peça chave no desempenho da empresa. No caso do Just-in-time, a sua atuação é crítica. É preciso estabelecer novas relações com eles para que possam colocar as quantidades necessárias de matérias-primas ou produtos semi-acabados, com elevada qualidade, na altura certa. A relação com os fornecedores passará a assentar mais numa parceria que numa simples compra e venda. Só com o apoio destes é que se consegue uma passagem para o Just-in-time eficaz. É vantajoso para a empresa explicar o seu processo e os seus objetivos aos fornecedores para que estes possam colaborar com ela. É também mais fácil tratar com um número menos extenso de fornecedores (Artigo: PEST: Uma ferramenta para a análise do modelo de negócios).

.
Colaborar com os clientes: também é útil que os clientes possam colaborar com a empresa que funciona no regime de Just-in-time. A empresa pode pedir-lhes, por exemplo, ajuda de forma a estabilizar a carga da produção, combinando com eles um programa de entregas. Além disso, é sempre vantajoso para a empresa fazer passar a mensagem aos clientes do aumento de qualidade conseguido.

.
Conceber a produção em novos moldes: funcionar em Just-in-time represente para a empresa uma alteração profunda das suas práticas. Toda a organização da empresa deve assim ser modificada para responder mais eficazmente. A disposição funcional das atividades deve ser substituída por linhas de produtos, todo o trabalho de gestão de estoques de produtos finais ou intermédios deixa de fazer sentido, podendo a empresa colocar estes funcionários a fazer outras tarefas, etc. (Artigo: 9 de cada 10 gerentes utilizam mal as estatísticas).

Refiram-se três aspectos essenciais:

• A planificação deixa de ser feita em função de projeções de vendas, sempre falíveis, e passa a ser efetuada com base em encomendas firmes.

• Já só é preciso calcular as necessidades a curto prazo, sendo inútil avaliar com precisão as necessidades a longo prazo.

• Passam a ser desnecessárias várias funções: controle de estoques, estoques intermédios, as ordens de fabricação, controle da produção, cálculo dos custos.

Como mudar para o Just-in-Time: - Haverá sempre várias formas de uma empresa mudar a sua produção para começar a aplicar um sistema Just-in-time. Uma estratégia possível é um processo que se divide em dez passos:

• Obter a aprovação e o apoio da gestão de topo: é necessário que os dirigentes máximos da empresa estejam conscientes do que significa mudar para o Just-in-time, em termos de custos, de benefícios e de alteração da estrutura da empresa. 
• Elaborar um plano de implementação realista e compreensível 
• Convencer os trabalhadores: para esse efeito é necessário dar formação, incentivar a participação de todos, nomeadamente através de círculos de qualidade, e fornecer uma liderança forte. 
• Na linha de montagem final: estabilizar a produção para que os outputs finais por dia sejam sempre idênticos. Para isso será necessário usar caixas ou outros contentores com peças estandardizadas e facilmente acessíveis, segundo o sistema Kanban. 
• Nas fases intermédias: reduzir os tempos de espera e o tamanho dos lotes nas várias fases de produção de forma a que correspondam exactamente às quantidades necessárias para a fase final de produção. 
• Eliminar o inventário do armazém principal e colocá-lo junto da linha de montagem, no local onde as peças são necessárias. 
• Equilibrar os ritmos de fabricação com os ritmos de montagem final. Isto pode implicar repor algumas peças que faltem; um stock mínimo pode assim ser necessário nesta fase. 
• Prever espaço livre em todas as áreas ou secções: se houver falhas, será necessário ocupá-lo, com peças ou outras máquinas ou ferramentas, para assegurar a produção e recuperar o tempo perdido. 
• Colaborar com os vendedores de forma a que o ritmo de entregas se identifique com o ritmo de produção. 
• Eliminar o inventário que se justificava para gerir a produção a longo prazo e as variações da produção.

Vantagens e desvantagens do Just-in-time: a principal vantagem do Just-in-time deriva diretamente da sua definição: reduzir os custos, essencialmente por três vias:

• Redução de estoques: já não é necessário disponibilizar um espaço e recursos humanos para tratar dos aprovisionamentos.

• Redução de tempo: o mesmo nível de produção pode ser atingido em menos tempo, o que permite evitar horas extraordinárias e/ou aumentar a produção face a um aumento pontual da procura.

• Aumento da qualidade: Sendo o output final de maior qualidade, evitam-se custos com peças ou produtos defeituosos além de ser um excelente argumento de venda, reforçando a presença no mercado.

A maior desvantagem deste sistema é a que decorre de incertezas na envolvente da empresa. Se algo não funcionar bem, e o exemplo de uma greve nos transportes é a mais evidente, tudo pode ficar parado. Por isso, algumas empresas, além de um sistema de Just-in-time, mantêm também o "just in case", algum estoque de segurança que permitirá evitar perdas no caso de problemas com a envolvente, nomeadamente os fornecedores.

ARTIGO RECOMENDADO:

.

7 métricas que vão lhe ajudar a melhorar as vendas

.

.

Sistema de Representação para Representantes Comerciais

.

SDR - Sistema de representação, Vendas e Serviços

fone: (51) 3019 2817 - e-mail: suporte@sdr.com.br - chat via Skype: sistemasdr

.

.

 

.

.

RAZÃO SOCIAL: PORTAL SDR LTDA • SISTEMA DE REPRESENTAÇÃO

CNPJ: 10.767.123/0001-06 • DATA DE REGISTRO DESTE WEB SITE: 15.04.1999

Av. Caçapava 425 • sala 03 • Petrópolis • Porto Alegre (RS) • BRASIL • cep: 90460-130

.

1999

SDR - Sistema de Representação Comercial para Representantes Comerciais

2018

Copyright © - SDR