Segmentar é agrupar para discriminar.
Inteligentemente
.
sala
das estratégias
.
Nenhuma empresa se deveria dar ao luxo de criar um certo antagonismo entre produto e clientes. Já sabemos que nem todos os produtos ou serviços se dirigem a um mercado apropriado, nem todos os clientes encontram o produto que melhor se adapta às suas necessidades.
As empresas têm que se esforçar mais em reduzir as divergências de estratégia ao gerir ambos os elementos.
O contrário é deixar escapar oportunidades e criar uma via de água perigosa para o futuro do negócio.
O foco comercial das empresas com pouca quota de mercado e muitas oportunidades de crescimento é a captação. Já sabemos o que isso implica:
ênfases no produto (reduzir as barreiras de entrada e dispersão dos canais), ênfase na promoção (uso maciço da comunicação e dos incentivos à rede) e ênfase no preço.
Se o negócio conta com uma quota de mercado alta e as poucas oportunidades de crescimento são moderadas, o foco comercial desloca-se para fidelizar (barreiras de saída e capacidade de resposta) e aumentar a rentabilidade dos clientes (gestores de
conta)
(artigo: Não consegue seu objetivo mensal de Vendas?).
Em qualquer dos dois casos a eficácia comercial decide-se em grande parte na arte de segmentar.
Segmentar é dividir os clientes em categorias ou grupos afins para discriminar as
atuações que se fazem com eles (artigo: Estratégias para segmentar adequadamente).
Esta, aparentemente, simples decisão é a mais importante que uma organização pode tomar no âmbito do marketing. Da precisão com que se realiza este trabalho dependerá que a concepção e a orientação de um determinado produto ou serviço
"agrade" ao público mais adequado para isso, aumentando o retorno do investimento e repercute-se no crescimento do valor do cliente.
São necessários focos distintos de segmentação para tornar eficiente a Captação e a fidelização. Para a captação, os focos de segmentação discriminam os clientes entre
"lindos" e "feios". É dizer o mesmo que, acabam-se por utilizar variáveis que estão relacionadas com as aparências externas dos clientes.
Para fidelizar, as coisas são
diferentes: Uma empresa que tenha feito bem o seu trabalho de Inteligência de Clientes terá à sua disposição muita informação que permite discriminar o cliente em chave de
"bons"
e
"maus". Não no sentido ontológico do termo, mas num sentido prático, ou seja, quem se porta melhor ou pior com a empresa
(rentabilidade e potencial
real).
As segmentações de fidelização são feitas das possibilidades de rastreabilidade de clientes que nos permitem tecnologias como o Datamining
(Mineração de dados - LEIA A EXPLICAÇÃO EM: wikipédia).
Com segmentações da carteira de clientes podem-se fazer boas estratégias comerciais para tornar eficaz a aplicação de recursos na manutenção e fidelização de clientes. Um dos maiores bancos de Espanha criou cinco segmentos na sua carteira em função da rentabilidade e do potencial dos seus clientes da banca retalhista. Na sua carteira realizou estes agrupamentos:
clientes básicos, clientes de potencial, clientes de futuro e clientes estrela. E acrescentou um quinto segmento: os clientes com menos de 12 meses de relação com o banco. Na base desta segmentação conceberam-se
atuações "discriminatórias" (no melhor sentido da expressão) no produto, preço, atenção e
comunicação
(artigo: o que é marketing relacional?).
O
"café para
todos" na gestão de clientes é incompatível com a eficiência comercial. O
café para todos castiga os bons e premia os maus. As segmentações de captação e de manutenção são a solução.
As estratégias de manutenção da relação com clientes trazem consigo uma grande oportunidade de somar o trabalho comercial aos demais departamentos da empresa envolvidos na
"experiência" do cliente.
Ainda que possa parecer incrível, é visto como uma ameaça por alguns
diretores comerciais. Como se o departamento comercial tivesse o monopólio da gestão de clientes.
The
Marketing Intelligence Review
DAEMON
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