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GESTOS QUE DELATAM:

A LINGUAGEM SECRETA do sucesso

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psicólogo e prof. DAVID CUADRADO i SALIDO

Nascido em outubro do 68, David é bacharel em Psicologia Industrial pela UB e é Mestrado em Análise e Condução de Grupos. Pós-graduações em Gestão de MPGE e Formação de consultores. assistiu a numerosos programas de formação em habilidades diretivas e comerciais. Título de People Capability Madurity Model da Carneggie Mellon University.

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Foi diretor de formação de Montaner & Associados, de Yeti Clube e de Strategic Company antes de montar VIVENTIA, sua própria consultoria em formação e desenvolvimento organizacional. Formou a mais de 15.000 diretores e comerciais de 250 empresas diferentes. 

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Autor dos livros: A União faz a força? e Os 5 sentidos da Venda, escreve habitualmente para a revista Mk Marketing+Vendas e Capital Humano. Membro da Junta Diretiva de Aedipe Cataluña, sócio de AIJEC e do Clube de Marketing Barcelona da que é patrocinador de seu comitê comercial, faz parte de Consell Assessor da Formació da Diputació de Barcelona e da Revista de Aedipe Cataluña. É professor do Master de Recursos Humanos do CEF e em EADA e professor Master de Grupos da UB.

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VIVENTIA consultoria  -  DAVID CUADRADO i SALIDO

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tire partido dos sinais que envia o comprador... Há gestos e movimentos do cliente, como o de tocar o cabelo, coçar o nariz, bocejar, cruzar os braços, eludir uma resposta, que delatam quando realizados em determinadas situações e momentos, mensagens das quais um comercial atento pode aproveitar para melhorar suas posições no processo de venda e negociação.

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Nos próximos artigos a publicar no Jornal do SDR, iremos fazer referência à comunicação verbal e alguns movimentos relativos ao campo do olhar (calibração visual), mas para começar com minha apresentação na Comunidade SDR, vamos centrar-nos no que se veio denominando: a linguagem secreta do sucesso - A comunicação não verbal - CNV.

O primeiro que devemos fazer é contextualizar o que queremos dizer com CNV - comunicação não verbal. Estamos nos referindo ao conjunto de mensagens analógicas que junto com os digitais (verbais em sua maior parte, mas não só) compõem nossa comunicação. Distinguimos entre comunicação analógica e digital e não entre verbal e gestual porque também no mundo dos gestos nos encontramos com mensagem digitais:

convencionalismos que aceitamos de forma universal com suas próprias regras gramaticais.

Dessa forma fazer o gesto de assentir com a cabeça ante uma pergunta não é um objeto de estudo próprio da CNV, já que todos aceitamos, de forma universal, que significa a palavra "sim".

ao contrário o ato de tocar-nos o cabelo ante uma pergunta comprometedora não tem um significado tão concreto, universal e objetivamente aceitado e assumido por todos.

E essa é a segunda característica da CNV, sua coerência dentro do contexto. É necessário ver além de que gesto sucede, quando tem lugar e daí que coerência guarda com o momento em que ocorre.

Poderia dar-se o caso que um hipotético corretor de propriedades, depois de estudar este artigo chegasse à conclusão de que um possível comprador mostra gestos de desagrado e rejeição da comunicação… quando em realidade o que sucede é que tem frio e é isso o que faz que olhe o chão com os braços cruzados pegando-se o torso.

Por último nos deteremos no fato que a nível gestual ocorrem simultaneamente muitas mensagens, com freqüência demasiados. Alguns deles são manifestamente conscientes, mas quando isso ocorre normalmente o que passa é que é uma mensagem digital e não estritamente analógico. Normalmente estes últimos ocorrem a nível pré e subconsciente. Por isso são tão difíceis de captar com um significado preciso e exato. E por isso mesmo é tão importante saber como detectá-los.

Dizem os teóricos da informação que aproximadamente 70% da comunicação é de tipo analógico.

Neste artigo, como é óbvio, só nos deteremos naqueles gestos e mensagens que claramente nos ajudem a melhorar nossas posições em processos de venda, negociação e apresentações em público, obviando outro tipo de mensagens mais encaminhadas ao flerte ou simplesmente o intercâmbio lúdico. Não abandonamos por isso a possibilidade de fazer outro dia um artigo sobre os gestos na arte do una na barra de um bar.

Como dizia paul Watzlawick (WIKIPÉDIA), é impossível a não comunicação. Toda mensagem comunica. Inclusive o fato de evitar dar uma resposta não deixa de ser uma resposta em si mesmo.

Vamos dividir as possíveis respostas de origem gestual numa classificação comummente aceitada:

Cinésia: gestos e movimentos de nosso próprio corpo
Proxemia:
distâncias corporais entre indivíduos
Digital:
(não confundir com mensagem digital): gestos de tocar aos outros
Paralingüística:
tom, modulações e volume da voz.

No artigo nos centraremos basicamente nos dois iniciais com uma maior afirmação no primeiro deles. O abordaremos dividindo os gestos e movimentos em três tipos (segundo a divisão de Benemeglia):

1 - Atos de tensão.
2 - Sinais de agrado ou desagrado.
3 - Atos icónicos.

Atos de tensão: Chamados assim porque servem para eliminar tensão num momento determinado. Mostram que o acontecido nesse momento está sendo estressante para o emissor ou receptor. Ao ser um sinal de ansiedade é necessário ser muito consciente de sua ocorrência já que marcam um momento a evitar. Muitos deles vêm dados por uma característica chave dos processos de ansiedade:

o aumento da tensão e o fluxo sanguíneo. Quando estamos mentindo, procurando desesperadamente uma saída lógica a um embrulho ou, simplesmente, sentindo-nos muito incomodados com a situação criada, existe um aumento do volume de sangue que chega a nosso cérebro e, portanto, ao resto da rede de artérias, veias e capilares que desde a *carótida" sobe até acima passando pela cara, o nariz, os cabelos.

Este aumento brusco do volume sanguíneo provoca uma ligeira, com freqüência imperceptível, sensação de formigamento similar àquilo que notamos quando nos dorme uma perna ou um braço, mas a uma escala muito inferior.

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Nós não estamos alertas a essa situação, mas sim nosso corpo que reage de uma forma bem conhecida: massageando ou acariciando a parte afetada. Assim, quando perguntamos no processo de negociação ao comprador que desconto diz que faz a concorrência e notamos:.

Que o comprador se coça o nariz.
Se afrouxa o colarinho da camisa.
Ou se coça o Cabelo, massageando-o.

O que temos é um possível sinal de tensão que será necessário analisar. O aumento do volume da carótida faz que pressione contra o pescoço da camisa que devemos levantar para deixar passar mais fluxo. E a presença a mais fluxo faz que notemos essa sensação de cócegas no nariz, pescoço e no couro cabeludo. Se o comprador é uma pessoa de tez branca também notaremos facilmente um verdadeiro rubor (vermelhão) e mais a presença dos pequenos capilares nos olhos. Cuidado com o que lhe dizem, a tensão não deveria aparecer naquilo que é verdadeiro e temos presente de forma clara.

Anotação da realidade: Quando o ex-presidente DOS EUA Bill Clinton era interrogado pelo tema Mônica Lewinsky, não deixava nunca de coçar-se ligeiramente o nariz cada poucos segundos. O fato curioso é que não o fazia nem antes nem depois, só quando se lhe perguntava por ela. Creiem vocês que dizia toda a verdade e nada mais que a verdade?

Existem outros gestos que demonstram tensão ante as perguntas ou uma tentativa de ocultar informação quando não de mentir com um verdadeiro descaro. Alguns são muito conhecidos:

Bocejar: Justo antes de dar uma resposta a uma pergunta comprometida do tipo: "Já comentou com teu chefe o orçamento que te enviei?" Ou "Para valer que fizeste tudo o possível quanto às datas de pagamento?"... Ainda é pior se você está casado/a e seu cônjuge lhe pergunta: Estiveste até as 2 da manhã no escritório ou fostes tomar algo depois...?"

Não lhe ocorra bocejar, tolere tudo o que possa e sem apartar os olhos diga-lhe que por suposto que fiquei trabalhando. O contrário pode arcar-lhe um sério desgosto.

Movimentos de evasão: Apartar-se da fonte de conflito e aumentar a distância. É muito significativo que quando alguém está mentindo ou ocultando a verdade precisa estar a uma distância maior do que a que inicialmente tinha. Se você e o comprador estão cotovelo a cotovelo, vigie os sinais de afastar-se de você se nesse preciso momento você fez uma pergunta potencialmente conflitiva.

Um ato que vem de nossos antepassados e que é paradigmático é tapar-se as genitais, especialmente em homens. E não nos referimos ao ato quase reflexo dos futebolistas numa barreira ante o lançamento de uma falta senão dos que ante uma situação de interação procuram reduzir sua tensão interna levando-se as mãos aos genitais e fazendo tela com eles como protegendo sua parte mais débil.

Auto-contatos: Simulam uma auto massagem relaxante que procura eliminar a tensão interna ante uma situação de estresse. Podem ter forma diferente em homens (massagear-se a nuca e tocar-se o tórax) e mulheres (pegar-se de ambos braços e tocasse os quadris) mas o significado é o mesmo, a necessidade de retomar o controle e apaziguar um corpo que começa a responder de forma nervosa ante o estresse.

Anotação da realidade: Todos temos algum amigo que quando lhe pilhamos em falso ou lhe perguntamos algo comprometedor se morde compulsivamente as unhas e assim sabemos que lhe sucede a sua ansiedade. São como livros abertos ou como esse cantor finalista do concorrido festival que quando lhe tocava receber as notas do júri se mordia até os dedos... Não há melhor forma de expressar tensão insuportável. Ainda bem que não tinha que mentir em público!

Por último, dentro dos gestos que denotam tensão interna, vamos fixar-nos naqueles movimentos repetitivos que fazem o efeito de calmante ansiolitico (também conhecidos como tranqüilizantes). Em seu extremo são as condutas repetitivas dos obsessivos compulsivos e, num nível mais próximo, a via de saída da energia negativa acumulada pelo estresse.

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Sua aparição são pistas para saber que no processo da negociação alguma das partes começa a ter uma acumulação de energia negativa à que deve dar saída e que nesse momento está mais sensível e débil ante a pressão.

Engolir saliva compulsiva ou bruscamente.
Morder-se as unhas justo no momento de máxima tensão (este ato ademais mostra um verdadeiro componente de auto-lesão que nos orienta para um possível sentimento de culpa).
tiras-se algo do olho, como uma pestana invisível ou num movimento de esfregar o mesmo. Neste último caso não deixa de ser uma saída fácil já que ao esfregar o olho este se irrita e, ao final, realmente há um problema de vermelhidão que qualquer um pode ver e que proporciona tempo para pensar e uma saída distraída da situação.

Sinais de agrado/desagrado: Interessantíssimas desde o ponto de vista da relação, marcam umas pautas a ter em conta se queremos potenciar nossa imagem para ser mais aceitos e para saber se o que dizemos está sendo do gosto de nosso interlocutor. São assim muito interessantes já que sua visibilidade é maior que as condutas e gestos de tensão mas, assim mesmo, são mais manejáveis e podemos chegar a provocá-las de forma consciente. Uma possível categoria é as que marcaria agrado ante uma situação nova ou ante uma pessoa que se acerca e está sendo aceito:

O flash da sobrancelha: Um movimento de início do contato visual em que suas sobrancelhas e as da outra pessoa se levantam brevemente e caem num movimento que dura 1/5 segundo para depois continuar o contato visual. Este movimento, universal de todas as culturas e que fazem inclusive os primatas, é um dos sinais mais poderosos que temos para iniciar com bom pé uma relação de venda. Usado a uma distância de aproximação envia uma mensagem de amizade e boa relação. Mas não o use nunca com um desconhecido na rua já que criaria confusão.
Orientar a coluna (espaço pescoço-tronco) para o foco de interesse: Não é o corpo ou a mirada senão a coluna o que nos dá uma pista sobre o interesse de uma pessoa ante a situação. Numa conversa entre vários negociadores fixe-se naqueles que têm orientados para si mutuamente a pescoço-tronco e se dará conta de quais são as alianças com independente dos olhares ou alusões verbais. Por sua vez oriente a coluna para seu comprador e não a aparte quando ele lhe pressione ou lhe enviará uma clara mensagem de desagrado
Quando estamos sentados existem dois claros indicadores da agrado da situação: Levar as mãos adiante na mesa e/ou levantar a ponta dos pés. As duas mostram uma conduta de aceitação da situação e de sensação agradável ante o meio.
Lamber, morder ou acariciar-se com os lábios ou fazê-lo com um dedo ou substituto (caneta, lápis, etc): Passar a língua pelos lábios, morder-se ligeiramente o lábio inferior ou acariciar-se a sobrancelha com um dedo são detalhes que denotam tranqüilidade, aceitação e bem-estar e não só no plano sexual.
Sincronizar os movimentos: Não só as grandes posturas corporais ou macro movimentos. Também podemos encontrar sincronia nos micro movimentos e é quase como um baile de casais no que os dois negociadores que se sentem próximos executam uma dança estranha na que um simula ser o espelho de outro já que se sente refletido nele.

Nesse último caso da sincronização nos deteremos com mais detalhe em seguintes capítulos já que tem uma especial importância.

Anotação da realidade: No meio do processo negociador vejo ao vendedor com muitos anos de experiência que quer demonstrar ao comprador que a situação do serviço pós-venda mudou muito desde as falhas da última vez. Cada vez que o interlocutor quer fazer um sinal claro de falar (abrir a boca, incorporar-se ligeiramente, levantar um dedo…) aplaca-o com um gesto enérgico para que lhe de tempo de comentar-lhe tudo. Ao final o comprador opta por calar. O vendedor crê que conseguiu seu objetivo de convencer-lhe… mas o fato é que o comprador não compra porque com independência dos dados o que queria era ser escutado e se sentiu recusado. Tomem nota!

Por último vamos acabar este apartado com alguns indicadores de tudo o contrário: desagrado ante a situação e não aceitação da mesma:

Deter uma ação pela metade: Iniciar um movimento ou conduta própria e parar no meio dela denota que teve algo ou que dissemos alguma coisa que ao comprador incomodou. Fixar-se especialmente quando somos nós quem paramos o movimento iniciado pelo contrário (quer tomar a palavra e lhe cortamos no meio de seu movimento de início do ato de falar) porque ainda que não tenha saído dele senão que tenha sido provocado por nós, o efeito de desagrado e não aceitação é o mesmo.
Suspirar olhando para cima: Ou aumentar o tamanho das narinas, levar o olhar para cima ou para baixo, a nossa direita, são condutas que em conjunto ou tomadas individualmente demonstram uma escassa aceitação da informação transmitida e uma sensação de desagrado e rejeição. A ter muito em conta se apresentam quando estamos falando dos detalhes de nosso serviço ou de como vamos solucionar um problema que apresentou o cliente.
Por fim chegamos a cruzar os braços: Há muita gente que pergunta se não é este o sinal mais claro de desagrado e rejeição que existe. Pois como quase sempre, só se produz no momento adequado de receber uma resposta ou uma informação potencialmente desagradável. Costuma ir acompanhada de um ligeiro retrocesso do corpo e inclusive de um passo atrás. Se produz junto às outras respostas mencionadas é um sintoma claríssimo de perigo que há que eliminar da melhor forma possível.

Anotação da realidade: Há um personagem muito famoso que precisa desse bolso mágico para recobrar a tranqüilidade e segurança: Carlos da Inglaterra. Sintomático foi quando fez o simulacro de baile com os atores da comédia Full Monty. Imediatamente depois de executar um par de passos de baile com eles, meteu rapidamente a mão esquerda no bolso procurando a segurança da postura depois do ato lúdico. Um movimento típico inconsciente dele que reflete uma personalidade aparentemente insegura.

Atos icônicos (Que representa com clareza, sem artifícios, objetos ou idéias): Por último vamos centrar-nos em 3 tipos de atos icônicos: Conjunto de condutas que têm um sentido global e que transmitem algo mais do que um simples gesto, já que fazem parte de uma mesma representação cênica. Dividimo-as em:

1 - Atos icônicos de perda de liderança, confiança ou segurança na situação: Ocorrem quando nosso status se desmorona e perdemos essa segurança ante os demais. Vêm acompanhadas de outras condutas de CNV - comunicação não verbal relacionadas com a paralingüística (descreve os aspectos não verbais da comunicação) e a proxemia (próximas = próximo). Alguns deles são:

a: Parapetarse (entrincheira-se) depois de uma mesa e não sair dela quando estamos falando ao público ou ocultar-se depois dela quando nos fizeram uma pergunta conflitiva ou nos expuserem uma queixa ou uma rejeição de nossa informação. Podemos substituir a mesa por um retro projetor ou canhão. Qualquer elemento de ocultação serve.

B: Retirar-se para o fundo como querendo apartar-se da zona de conflito, afastando-se inclusive do resto dos presentes.
c: Colocar subitamente as mãos nos bolsos sem nenhuma razão aparente, procurando tocar algo que nos proporcione a segurança perdida.

2 - Aproximação e proxemia (distâncias medíveis entre as pessoas) para homens e mulheres: Fazem parte de um conjunto de regras muito interessantes para não provocar rejeição ou agressividade nos negócios e que há que saber respeitar:

a: Posição centrífuga em homens e centrípeta em mulheres. Fixe-se num grupo de três homens falando entre eles. Formam uma espécie de quadrado ou triângulo muito aberto deixando um espaço livre que proporcione um ponto de fuga; como deixando uma saída para não fechar o círculo. As vezes inclusive se situam abertamente um ao lado do outro formando mais uma linha do que um grupo fechado. Ao contrário um número similar de mulheres falando formará invariavelmente um círculo fechado, um conjunto homogêneo que só se abrirá ligeiramente para dar passagem a um novo membro mas que não se descomporá nem sequer para fazer um comentário conjunto sobre as pessoas que acabam de passar por detrás. A diferente forma de entender as relações de poder e a diferente distância pessoal de cada sexo fazem parte das explicações de tal fato.
b: Por isso mesmo a aproximação homem-homem deve ser sempre de forma lateral ou dorsal (por detrás), nunca frontal já que, a não ser que nossa relação seja muito próxima e de familiaridade, se perceberia sempre muito agressivo e provocaria rejeição.
c: Assim mesmo na aproximação homem-mulher a entrada deve ser sempre frontal e não lateral nem muito menos dorsal já que ela perceberia a agressividade nessa conduta.

Anotação da realidade: O grupo de compradores estava falando em posição centrífuga, como sempre, mas viram chegar o vendedor pouco hábil com as relações… e rapidamente se fecharam em posição centrípeta como se estivessem comentado um segredo importantíssimo,. Uma mensagem clara de não aceitação do intruso dentro do grupo.

3 - Situações de domínio, liderança forte e autoconfiança: Condutas que marcam uma sensação de fortaleza e dominância e que nos oferecem numerosos dados de informação tanto se o observamos nos demais como se a provocamos nós mesmos

a: Dar a mão com a palma para abaixo, pegando do ombro ou braço do interlocutor ou agarrando-lhe com as duas mãos. Em todos os casos a pessoa que executa a ação é a que está dominando a situação e a que marca a direção da autoridade. Um caso especialmente curioso é o fato de dar a mão muito rígida e estendida ligeiramente para abaixo obrigando aos demais a uma verdadeira inclinação do corpo.
b: Sinais de poder e sinalização como o fato de captar a atenção e dirigir o olhar para um lugar marcante utilizando para isso o índice ou um substituto como uma caneta ou os óculos. Mostram aprumo, segurança, mas também direção e uma verdadeira agressividade autoritária.

Temos ficado evidentemente, com só uns poucos sinais do amplíssimo leque da CNV - comunicação não verbal, mas, sem dúvida, entramos nos meandros de uma nova linguagem que permite obter muita informação dos demais e saber que estamos dizendo de nós mesmos. Utilize a informação com honradez mas não deixe passar a possibilidade de aproveitar-se dela para obter um benefício lícito.

Quando Miterrand ou Franco davam a mão a estendiam rigidamente para abaixo obrigando a seu interlocutor a abaixar-se exageradamente (os dois ademais eram de curta estatura) como num gesto de inclinação e respeito ao poder; sem dúvida um bom ardil para aumentar sua diferença hierárquica respeito ao interlocutor... Quantos compradores conhece que lhe dão a mão de forma claramente agressiva indicando que ele é quem que manda?

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